Substituição da Licença do Projeto TrackSource

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Devemos alterar a Licença do Projeto TrackSource?

Esta enquete foi concluída em 09 Mar 2007, 11:09

Deve ser mantida a atual licença GPL
23
17%
A atual licença deve ser alterada para a Creative Commons 2.5
110
83%
 
Total de votos: 133

Mensagem
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Ruy Lerac
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Substituição da licença do Projeto TrackSource

#1 Mensagem por Ruy Lerac »

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ATENÇÃO, PARA VOTAR, ESCOLHA UMA DAS DUAS Opções ACIMA. MENSAGENS COM VOTOS NÃO SERÃO REGISTRADAS.

Aos Desenvolvedores, Colaboradores e usuários dos mapas do Projeto TrackSource

Nosso projeto pôde chegar ao estágio atual graças, Também, a existência de regras constantes e bem definidas. Principalmente por tratar-se de um projeto "virtual" e colaborativo, sem qualquer envolvimento financeiro, procuramos sempre manter algumas de nossas regras como pétreas, permitindo que as mesmas servissem de alicerce seguro para as nossas atividades de confecção de mapas gratuitos para gps.

Uma das mais importantes destas regras pétreas é a que repele e repudia o uso comercial dos nossos mapas.

Nossa existência como projeto livre só é garantida enquanto não apoiarmos, nem sustentarmos, qualquer uso comercial dos mapas. há tempos estamos detectando iniciativas de utilização de nossos mapas como base para a obtenção de lucro. Somente deixando claro em nossa licença que isto é uma violação s bases do projeto, e estabelecendo claramente regras para que o nome do nosso projeto não possa ser vinculado a qualquer empreendimento comercial, estaremos livres para desenvolver nossos mapas da forma como sempre foi feito.


A atual licença do projeto, a GPL, que é apresentada quando da instalação dos mapas no MapSource, não mais está sendo adequada para impedir, ou pelo menos dificultar, que algumas empresas utilizem-se, com objetivos comerciais, dos nossos mapas.

Exclusivamente por tal motivo, está sendo aventada a possibilidade da alteração da licença de uso e distribuição dos mapas do nosso projeto.

Após várias análises, julgamos que a licença Creative Commons - Atribuição - Uso não comercial - não a Obras Derivadas - 2.5 - Brasil seria a mais adequada ou, pelo menos, a que proporcionaria um nível mais elevado de proteção contra o uso dos nossos mapas por terceiros com específico objetivo comercial. O texto completo desta licença está disponível para download no site do projeto http://www.tracksource.org.br/ftp/desen ... ns_2-5.pdf ou aqui.

Entretanto, apesar da equipe de coordenação do projeto já possuir posição consensuada favorável à alteração em questão, nenhuma medida será tomada neste sentido sem que haja manifestação majoritária favorável dos colegas envolvidos com o projeto, tanto dos desenvolvedores e colaboradores, como Também dos usuários dos mapas tracksource.

Para o registro desta manifestação será utilizada a ferramenta de enquete a ser criada no fórum do portalgps. Como estamos lidando com interesses comerciais e visando evitar que novos cadastrados, ligados às empresas comercialmente envolvidas, tentem distorcer o resultado da enquete, o cadastro de novos membros no fórum ficará bloqueado até o resultado final desta, ou seja, somente os atuais participantes do fórum poderão registrar sua opinião nesta enquete.

Esta enquete, que terá duração de 15 dias (de 22/02/07 a 08/03/07) constará basicamente de 2 alternativas, quais sejam:

( ) Deve ser mantida a atual licença GPL?
( ) A atual licença deve ser alterada para a Creative Commons 2.5?

Desta forma, convidamos todos os colegas, interessados nos assuntos relacionados ao projeto tracksource, a participar da referida enquete, manifestando e registrando sua opinião a respeito do objeto desta mensagem.

Atenciosamente,

coordenação Projeto TrackSource


[ ]'s Ruy Lerac

rsevero
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#2 Mensagem por rsevero »

Wallace escreveu:Ainda não esta disponivel o texto?
Acho que esta é a licença em questão (Versão resumida): http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/

Na página acima há Também um link para a íntegra da licença.

Eu não acompanhei a discussão sobre a troca de licença portanto peço desde já desculpas se esse assunto já foi tratado. A questão de impedir o uso comercial eu entendi, mas porque vocês estão propondo uma licença que impede a criação de obras derivadas?
Editado pela última vez por rsevero em 22 Fev 2007, 13:27, em um total de 2 vezes.



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Ruy Lerac
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#3 Mensagem por Ruy Lerac »

Basicamente para garantir a qualidade dos nossos mapas. Os mapas gerados a partir dos mapas do projeto podem conter dados incorretamente incluídos ou formatados, o que poderia comprometer, ao final, o nome do projeto. Nosso projeto é gratuito. Quem tiver dados para serem incluídos, basta enviar tais dados ao desenvolvedor.


[ ]'s Ruy Lerac

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paulocarvalho
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#4 Mensagem por paulocarvalho »

Tendo em vista uma votação consciente, devo lembrá-los de conceitos fundamentais,
pertinentes ao assunto da mudança de licença:

Software Livre:

Refere-se a quatro liberdades:

1) Liberdade de executar o software, com qualquer propósito. (TS = OK)

2) Liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo às suas necessidades.
O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para que isto aconteça. (TS não atende,
as pessoas não têm acesso aos arquivos GTM to projeto, somente aos binários .EXE
para instalação).

3) Liberdade para distribuir cópias do software para ajudar amigos, conhecidos,
parentes, etc. (TS = OK)

4) Liberdade para melhorar o software e distribuir as melhorias para o público de forma
que toda a comunidade possa se beneficiar. Mais uma vez o acesso ao código-fonte é
pré-requisito. (TS não atende, as pessoas não têm acesso aos arquivos GTM to projeto,
somente aos binários .EXE para instalação).

Assim, a rigor, o TS não pode ser considerado software livre, do jeito como é distribuído hoje.

Um mal-entendido comum que acontece é que software livre é sinônimo de software grátis.
Ledo engano, ser livre significa ter liberdades, no caso específico, pelo menos as 4 liberades
acima, o fato de ser grátis é uma quinta liberdade não exigida se um software que se julga livre.
Assim, não há o menor problema em incluir componentes de software livre em um pacote comercial.
Um grande exemplo disso é a distro RedHat Linux, que custa mais caro que o Windows Vista
e inclui o kernel Linux que é livre e distribuído gratuitamente.

Podem existir regras restritivas no que concerne a distribuição, desde que NÃO CONFLITEM
COM AS 4 LIBERDADES CENTRAIS. Exemplos de regras São a copyleft e a GPL. Assim, já de início
o TS nunca esteve em conformidade com a GPL.

Especificamente, no caso da GPL, resumidamente, para as alterações feitas pelo adiquirente do
software:

Regula (não restringe) as liberdades do software livre:

1) Requer aviso claro, em cada arquivo modificado, que o conteúdo original foi modificado.

2) Requer aviso que o software distribuído ou publicado deriva total ou parcialmente do original.

3) Informar ausência de garantias na tela de splash inicial (caso se aplique).

4) A licença GPL dever estar enunciada, significando que o software derivado obrigatoriamente
herda a GPL do software original.

No site http://www.gnu.org/licenses/license-lis ... reLicenses há links para diversas
licenças usadas em diversas obras de software livre, assim como licenças não-livres.

Por enquanto o TS é qualquer coisa, menos Software Livre, e, consqüentemente, não-GPL.

De fato o TS de hoje está encaixado na licença citada pelo Ruy e teremos que,
a partir da adoção oficial dessa licença, caso se confirme, não fazer qualquer menção a
"Software Livre" ou "Projeto Livre", pois, segundo a definição de software livre,
a licença proposta viola as liberdades 2 e 4.

Isso deve estar bem fixo na mente daqueles que desejarem continuar com a GPL.



Garmin Nüvi 255w
DM Rio de Janeiro Zona Oeste
DM Nova Friburgo-RJ
DM Casimiro de Abreu-RJ
programador sênior do Tracksource.

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nqnnospam
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#5 Mensagem por nqnnospam »

paulocarvalho escreveu:Tendo em vista uma votação consciente, devo lembrá-los de conceitos fundamentais,
pertinentes ao assunto da mudança de licença:

Software Livre:

Refere-se a quatro liberdades:

1) Liberdade de executar o software, com qualquer propósito. (TS = OK)

2) Liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo às suas necessidades.
O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para que isto aconteça. (TS não atende,
as pessoas não têm acesso aos arquivos GTM to projeto, somente aos binários .EXE
para instalação).

3) Liberdade para distribuir cópias do software para ajudar amigos, conhecidos,
parentes, etc. (TS = OK)

4) Liberdade para melhorar o software e distribuir as melhorias para o público de forma
que toda a comunidade possa se beneficiar. Mais uma vez o acesso ao código-fonte é
pré-requisito. (TS não atende, as pessoas não têm acesso aos arquivos GTM to projeto,
somente aos binários .EXE para instalação).

Assim, a rigor, o TS não pode ser considerado software livre, do jeito como é distribuído hoje.

Um mal-entendido comum que acontece é que software livre é sinônimo de software grátis.
Ledo engano, ser livre significa ter liberdades, no caso específico, pelo menos as 4 liberades
acima, o fato de ser grátis é uma quinta liberdade não exigida se um software que se julga livre.
Assim, não há o menor problema em incluir componentes de software livre em um pacote comercial.
Um grande exemplo disso é a distro RedHat Linux, que custa mais caro que o Windows Vista
e inclui o kernel Linux que é livre e distribuído gratuitamente.

Podem existir regras restritivas no que concerne a distribuição, desde que NÃO CONFLITEM
COM AS 4 LIBERDADES CENTRAIS. Exemplos de regras São a copyleft e a GPL. Assim, já de início
o TS nunca esteve em conformidade com a GPL.

Especificamente, no caso da GPL, resumidamente, para as alterações feitas pelo adiquirente do
software:

Regula (não restringe) as liberdades do software livre:

1) Requer aviso claro, em cada arquivo modificado, que o conteúdo original foi modificado.

2) Requer aviso que o software distribuído ou publicado deriva total ou parcialmente do original.

3) Informar ausência de garantias na tela de splash inicial (caso se aplique).

4) A licença GPL dever estar enunciada, significando que o software derivado obrigatoriamente
herda a GPL do software original.

No site http://www.gnu.org/licenses/license-lis ... reLicenses há links para diversas
licenças usadas em diversas obras de software livre, assim como licenças não-livres.

Por enquanto o TS é qualquer coisa, menos Software Livre, e, consqüentemente, não-GPL.

De fato o TS de hoje está encaixado na licença citada pelo Ruy e teremos que,
a partir da adoção oficial dessa licença, caso se confirme, não fazer qualquer menção a
"Software Livre" ou "Projeto Livre", pois, segundo a definição de software livre,
a licença proposta viola as liberdades 2 e 4.

Isso deve estar bem fixo na mente daqueles que desejarem continuar com a GPL.
Eu já havia comentado isso em outro tópico, mas vou repetir aqui por causa da enquete.

Na minha leiga opinião, a GPL não combina com o Projeto Tracksource. não há condições técnicas de se distribuir os arquivos .gtm/.gz. Ninguém é capaz de administrar modificações feitas ao código fonte de um mapa .gtm/.gz por mais de uma pessoa diferente. Pior ainda se abrirmos os "fontes" e tivermos dezenas, centenas ou milhares de pessoas fazendo isso. Inviável com as ferramentas que temos a disposição. Desconheço qualquer ferramenta SCM (source code management: administração de código fonte, controle de revisões, controle de versões, etc.) gratuita que sirva para mapas.

não podemos, com o intuito de adequar o Projeto à GPL, liberar os fontes e inviabilizar a administração do Projeto como um todo.

Outro ponto importante que não pode passar desapercebido, é que o mercado de GPS no Brasil está crescendo rapidamente. Precisamos fazer o que for possível para evitar que apareçam obras derivadas do Tracksource comercializadas. Com a mudança da licença, todos vão continuar a poder usar o Tracksource gratuitamente, mas quem quiser melhorá-lo vai ter que fazê-lo enviando as melhorias para o Projeto.
Editado pela última vez por nqnnospam em 22 Fev 2007, 18:35, em um total de 2 vezes.


[]'s Sérgio Barroso
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Chicão
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#6 Mensagem por Chicão »

Paulo,
Muito boas os seus esclarecimentos!

Gostaria entretanto de ressaltar um ponto fundamental:

O TS não é um software e sim uma "obra". Software São o Mapsource ou o Trackmaker, que os usuários utilizam para "ler" a nossa obra. Fazendo uma analogia, os mapas São como um e-book ou um documento qualquer que necessita do software Word para ser lido.

Exatamente por isso, uma licença de software livre, como a GPL, não é adequada para proteger os direitos autorais de uma obra como os mapas do TS.


Chicão
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lauria
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#7 Mensagem por lauria »

Meus caros,

Caso a mudança de licença ocorra e, como a maioria esmagadora está votando a favor disso, a mudança será bem provável, como ficará a utilização dos arquivos já disponibilizados pela licença atual? Sei que eles não serão mais atualizados por nós, mas alguém pode pegar daí em diante e ir melhorando, já com meio caminho andado. não acho que a licença possa retroagir para proteger os arquivos já existentes do Projeto.

[]s,


Carlos Lauria
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Ruy Lerac
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#8 Mensagem por Ruy Lerac »

É isso mesmo, Lauria. Se for feita a mudança será daqui para a frente.


[ ]'s Ruy Lerac

presunto
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#9 Mensagem por presunto »

Ruy Lerac escreveu:É isso mesmo, Lauria. Se for feita a mudança será daqui para a frente.
Rui,

mas os procedimentos para a atualização dos mapas continuará sendo feito da mesma forma?

não sou expert, mas concordo como toda e qualquer evolução se a mudança for para facilitar o uso...


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Alex Rodrigues
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#10 Mensagem por Alex Rodrigues »

Sim, para quem é usuário não haverá diferença. Continuará baixando as atualizações e instalando no computador como antes.



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Ruy Lerac
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#11 Mensagem por Ruy Lerac »

Presunto,

O objetivo é justamente dificultar o desvirtuamento de um projeto baseado no voluntariado e garantir que os nossos mapas possam continuar a ser distribuidos gratuitamente a todos os interessados.


[ ]'s Ruy Lerac

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lauria
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#12 Mensagem por lauria »

Meus caros,

Mais por curiosidade: e se alguém desrespeitar a licença, seja a atual ou a outra, o que pode ser feito? Entra-se na Justiça? Quem entra? Existe representante legal do Projeto? não é preciso algum tipo de registro?

[]s,


Carlos Lauria
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Ruy Lerac
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#13 Mensagem por Ruy Lerac »

Uma coisa de cada vez, Lauria. Uma coisa de cada vez. hehehe


[ ]'s Ruy Lerac

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nqnnospam
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#14 Mensagem por nqnnospam »

lauria escreveu:Meus caros,

Mais por curiosidade: e se alguém desrespeitar a licença, seja a atual ou a outra, o que pode ser feito? Entra-se na Justiça? Quem entra? Existe representante legal do Projeto? não é preciso algum tipo de registro?

[]s,
Lauria, esta é sem dúvida uma questão importante, mas para evitar misturar as coisas, eu pediria não dar prosseguimento a esta discussão neste tópico especificamente. Vamos focar a discussão por enquanto no assunto específico da enquete.

Muito obrigado.


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Bichi
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#15 Mensagem por Bichi »

Se mudar, que parece que vai pelas estatisticas, como ficam as versões antigas, poderiam ser usadas comercialmente?



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nqnnospam
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#16 Mensagem por nqnnospam »

Bichi escreveu:Se mudar, que parece que vai pelas estatisticas, como ficam as versões antigas, poderiam ser usadas comercialmente?
A GPL proíbe uso comercial.


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Haigh
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Localização: São Paulo SP

#17 Mensagem por Haigh »

Pensem GRANDE por favor!

Estou envolvido com o projeto Tracksource há apenas 3 meses e concluí a maior parte do desenvolvimento do meu primeiro município este mês. Envolvi-me com o projeto pois sou um apaixonado pelo poder colaborativo de iniciativas como esta e fiquei impressionado com até onde chegaram e o que conquistaram.

Neste período li muitos posts antigos das listas e do fórum (quase todos), acompanho e participo do fórum e das listas diariamente e tenho proposto uma série de discussões que acredito serem relevantes. Uma que propus/participei recentemente foi justamente sobre a questão da licença e restrições de uso no post sobre a Stetsom de 1 mês e meio atrás. Vejam em http://www.portalgps.com.br/forum/viewtopic.php?t=1194

Fico realmente triste que o grupo de coordenação do tracksource (que faz um trabalho excelente por sinal) tenha colocado no ar uma enquete com a finalidade de alterar algo tão essencial ao projeto como a licença de distribuição sem que tenha havido qualquer discussão real e de qualidade sobre o assunto.

Colocaram no ar um texto que propõe a enquete e claramente sugestiona o voto em um sentido, que explicitamente é o da preferência dos coordenadores e permitem apenas 15 dias para que todos se manifestem e votem. Este não é um processo democrático. não há democracia sem informação de qualidade. não se pode pedir que as pessoas votem sem que haja ampla e aberta discussão sobre o tema ANTES da votação. Pensem no dia que nosso governo propuser um plebiscito com este nível de viés. será o fim. É coisa de Hugo Chavez.

O texto diz:
Após várias análises, julgamos que a licença Creative Commons...
a equipe de coordenação do projeto já possuir posição consensuada favorável à alteração em questão
Cadê o resultado da análise? O que foi considerado? Quem fez? Quem discutiu? Este consenso foi estabelecido aonde? Às portas fechadas? Cadê a discussão dos membros da coordenação? Porque poucos emitem opinião sobre o assunto?
O único que vi discutir o tema foi o Sérgio.
O Ruy só postou o texto da enquete e assina como a¢â‚¬Å“coordenação do projeto”
não sei a opinião do Paulo, do Igor, do Chicão, do Ruy, do Alex e de tantos outros que contribuem com o projeto mas não São da coordenação. A opinião eu até sei, não sei os motivos, as análises os porquês.

Deixando as questões políticas de lado vamos à minha opinião e minha análise.

Antes de mais nada acho importante todos lerem o post da Stetsom http://www.portalgps.com.br/forum/viewtopic.php?t=1194 que acredito tenha originado tudo isso.

Também acho interessante lerem sobre a GPL e a Creative Commons e Free Software na Wikipedia.

Existem algumas questões jurídicas técnicas sobre direitos autorais dos criadores individuais de mapas, processo de Substituição de licenças e legitimidade da enquete, adequação da GPL aos mapas, software ou não software e códigos fonte abertos, que estão no post acima mas que prefiro não discutir neste momento. Vou me concentrar nos pontos fundamentais que motivam a mudança. Precisamos saber que objetivos queremos mesmo e depois pensamos em quais licenças atendem estes objetivos.

Licenças que garantem o livre acesso à informação e processos colaborativos de criação entraram em voga com o software livre, o Linux e a GPL. Elas se baseiam no livre acesso à informação, permitindo sua modificação e redistribuição, desde que não se imponham novas restrições à liberdade de distribuição da informação.

A Creative Commons - Atribuição - Uso não comercial - não a Obras Derivadas e a GPL tem algumas diferenças básicas fundamentais.

Na GPL:
- Qualquer um pode copiar, modificar e redistribuir os mapas desde que mencione a fonte (Projeto Tracksource), disponibilize gratuitamente os códigos fonte (arquivos GZ), e mantenha a nova distribuição na GPL sem qualquer restrição adicional.
- não há restrição ao uso comercial, mas os códigos fonte tem que estar disponíveis gratuitamente. Alguém pode criar e vender um dispositivo que use os mapas não vai fazer sentido vender os mapas em si.
- Qualquer um pode alterar os mapas mas se forem distribuir os mapas melhorados tem que disponibilizar os códigos fonte de graça. Alguém pode até começar um projeto paralelo mas as melhorias estarão disponíveis para todos, gratuitamente e sempre.

Na Creative Commons com as restrições propostas:
- Qualquer um pode usar, copiar e redistribuir os mapas
- Ninguém tem acesso aos códigos fonte (exceto os coordenadores)
- Ninguém pode criar um projeto paralelo com base nos mapas nem um outro software que use os mapas alterados (nem o Odilon que usa no GTM Free que todos usamos) ou uma Versão para Magellan ou para qualquer outro GPS que não seja associado ao projeto Tracksource.
- Ninguém pode fazer qualquer uso comercial dos mapas, nem distribuir junto com um equipamento vendido, nem colocar num site com anúncios pagos (como o nosso portal) nem fazer guias de turismo que usem nossos mapas, nem nada, nunca.

A pergunta real é se queremos todas estas restrições ou não.

Confesso que fiquei entusiasmadíssimo quando vi que a Stetsom estava lançando um equipamento comercialmente que usa nossos mapas. Alguém conseguiu construir um modelo de negócios que não fere nossos interesses e usa os dados do projeto. Quanto mais sucesso ele tiver, mais usuários teremos, e será sempre gratuito. Qual o problema? não seria fantástico se um dia a Garmin decidisse apoioar o projeto. Talvez até bancar umas ferramentas de desenvolvimento para ajudar na disseminação do uso de GPS e navegadores veiculares. Pela GPL pode e seria sempre gratuito, pela Creative Commons como está proposta nunca poderia ser feito.

Eu vejo um futuro no qual os dados dos nossos mapas estejam numa base publica, para uso em ferramentas GIS e não só em GPS Garmin. disponíveis para outros desenvolvedores criarem mecanismos para serem usados em outros aparelhos GPS e navegadores. disponíveis para empresas de roteamento de frotas cirarem softwares melhores. Rastreadores veiculares mais baratos com mapas free. Sei lá. Um monte de usos que nunca vamos conseguir atingir se mantivermos o monopólio daquilo que criamos para ser usado livremente.

A proposta dos coordenadores usa bandeiras fortes de repúdio ao uso comercial e garantia da qualidade e mantenabilidade do que é gerado para colocar restrições que impedem o livre fluxo de informações. não é necessário somente que hajam mais adeptos ao projeto tracksource. É necessário mais adeptos ao mapeamento vetorial em geral, para todos os usos que se possa fazer dele. A nova licença proposta impede que novos projetos e propostas sejam criados em volta do projeto. É pretensão demais achar que somos insuperáveis, onipotentes e onipresentes. Precisamos permitir que outros sejam melhores que nós mesmos. Basta garantir livre e gratuito acesso ao benefício gerado por eles. A GPL faz isso muito bem.

Quanto aos argumentos do texto:
Uma das mais importantes destas regras pétreas é a que repele e repudia o uso comercial dos nossos mapas.
Nunca vi menção de repúdio ao uso comercial em nenhum documento do projeto, nem no site, nem nos manuais, nem nas cartas à prefeitura.
Nossa existência como projeto livre só é garantida enquanto não apoiarmos, nem sustentarmos, qualquer uso comercial dos mapas.
Porque não podemos ser livres e ter relação simbiótica com empresas que se beneficiam dos mapas e geram mais usuários e visibilidade para o projeto?
Somente deixando claro em nossa licença que isto é uma violação s bases do projeto, e estabelecendo claramente regras para que o nome do nosso projeto não possa ser vinculado a qualquer empreendimento comercial, estaremos livres para desenvolver nossos mapas da forma como sempre foi feito.
Porque? A frase é forte e de efeito mas não tem fundamento. Seremos sempre livres para continuar nosso trabalho.
A atual licença do projeto, a GPL, que é apresentada quando da instalação dos mapas no MapSource, não mais está sendo adequada para impedir, ou pelo menos dificultar, que algumas empresas utilizem-se, com objetivos comerciais, dos nossos mapas. Exclusivamente por tal motivo, está sendo aventada a possibilidade da alteração da licença de uso e distribuição dos mapas do nosso projeto.
Toda a argumentação é relativa ao uso comercial dos mapas. A GPL já virtualmente impede a venda do mapa em si. Porque restringir outros usos comerciais? Porque todas as outras restrições adicionais. Com a bandeira do a¢â‚¬Å“exclusivamente pela não comercialização” estão matando o princípio livre do projeto.

você é livre para colaborar e você é livre para votar.

Pensem grande por favor e, se necessário for, explicitem seu desejo de mudar seu voto (o sistema não permite a troca de voto).

Caso haja real interesse em mudar a licença para a Creative Commons, sugiro fortemente a Versão Creative Commons - Atribuição a¢â‚¬â€œ Compartilhamento pela mesma licença que vai garantir um nível de restrição parecido ao da GPL sem bloquear coisas importantes como Obras Derivadas e Uso Comercial.

Se houvesse discussão de qualidade antes, não precisaríamos de discursos tão inflamados.


Assino, triste com tudo isso
Robert Bradfield Haigh


Robert Haigh

It´s a WIKI world..... collaborate!

mjmcosta
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Domínio Público

#18 Mensagem por mjmcosta »

Acabo de acrescentar o meu voto ao da minoria que é contrária a mudança da licença do Tracksource. Eis as razões:

1- Seja qual for a forma de licenciamento, o Tracksource não tem a possibilidade de exercer direitos sobre os mapas que produz e nem de contrair obrigações. Ou seja, o Tracksource não tem personalidade jurídica. Tampouco qualquer dos integrantes do Projeto tem legitimidade para exercer esses direitos individualmente.

2- No modo como o Grupo funciona atualmente, os colaboradores não estão a salvo de que uma eventual dissidência, individual ou em a¢â‚¬Å“petit comitéa¢â‚¬Â venha a se arrogar proprietária dos mapas e a pretender exercer direitos comerciais sobre os mesmos.

Nessa situação e tendo em vista que a intenção da maioria sempre foi a de manter o Projeto LIVRE e GRÁTIS, acho que a melhor forma de preservar esse espírito é conservar os mapas de uso público, geral e incondicionado.

A nova licença tem a intenção de preservar direitos econômicos de exclusividade sobre os mapas. Considerando-se que o Grupo Tracksource não tem a intenção de se constituir em pessoa jurídica, como já foi discutido na lista, estamos preocupados em assegurar direitos econômicos de exclusividade para uso de quem?

Melhor que o produto do nosso trabalho cooperativo permaneça de DOMÍNIO PÚBLICO!

Marcelo Costa



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nqnnospam
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#19 Mensagem por nqnnospam »

Haigh escreveu:Pensem GRANDE por favor!

...

Assino, triste com tudo isso
Robert Bradfield Haigh
Em primeiro lugar, eu assino a mensagem postada pelo Ruy, assim como assinam a mesma Alex, Paulo, Augusto, Chicão, Ígor, etc.

Sobre democracia, a discussão está aberta faz tempo, no tópico da Stetsom. Todos poderiam ter participado e emitido sua opinião.

Por fim, meus argumentos a favor da mudança da licença estão no tópico da Stetsom. não vou repetir tudo aqui detalhadamente novamente. Resumidamente:

1) A nova licença não restringe o uso não comercial dos mapas para quem quer que seja. Para as pessoas que usam os mapas no seu PC, GPS, PDA, Notebook, etc., não muda nada.

2) não temos condição TÉCNICAS de implementar a GPL no Projeto, nunca tivemos, e duvido que alguém possa bancar (dinheiro!) a curto prazo um sistema BD GIS que permita isso. não tem sentido manter uma licença cuja implementação levaria o Projeto ao fracasso.

3) O Tracksource é mais complexo que um programa de computador. A GPL adequa-se perfeitamente à programas de computador, mas não a algo complexo como o Tracksource. Todas as definições usadas na GPL tornam-se ambíguas por causa dessa natureza diferente do Tracksource.

4) Associar o Projeto à empresas seria interessante SE tivéssemos pessoa jurídica. Como não temos, essa associação torna-se extremamente perigosa.

Mais simples agora é adequar a licença à realidade do Projeto, para garantir o sobrevivência dele.


[]'s Sérgio Barroso
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nqnnospam
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Re: Domínio Público

#20 Mensagem por nqnnospam »

mjmcosta escreveu:
...

Melhor que o produto do nosso trabalho cooperativo permaneça de DOMÍNIO PÚBLICO!
Marcelo,

você que é desenvolvedor de vários mapas, sabe que não temos condições técnicas de administrar os mapas se os mesmos forem colocados em dominío público.

Como administrar uma mapa .gz/.gtm recebendo modificações de várias pessoas ao mesmo tempo? Se não temos condições de implementar isso, então porque colocar os mapas em domínio público? Para gerar confusão?

Com a nova licença, o Projeto continua gratuito.

Quem sabe um dia teremos condições de implementar um sistema que permita por os mapas em domínio público, sem inviabilizar o trabalho dos desenvolvedores.


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Haigh
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#21 Mensagem por Haigh »

Sérgio Barroso escreveu:
1) A nova licença não restringe o uso não comercial dos mapas para quem quer que seja. Para as pessoas que usam os mapas no seu PC, GPS, PDA, Notebook, etc., não muda nada.
Restringe o desenvolvimento de obras derivadas. O Odilon não pode mais usar o mapa no seu rastreador. A Magellan não pode lançar uma Versão gratuita dos mapas para seus aparelhos. Ninguém pode criar nada de novo que não seja o uso atual dos mapas para GTM e Garmin a não ser que o faça dentro do projeto.
2) não temos condição TÉCNICAS de implementar a GPL no Projeto, nunca tivemos, e duvido que alguém possa bancar (dinheiro!) a curto prazo um sistema BD GIS que permita isso. não tem sentido manter uma licença cuja implementação levaria o Projeto ao fracasso.
A desculpa de que não é possivel gerenciar versões não justifica a não distribuição dos arquivos fonte. Cada desenvolvedor já gerencia suas próprias versões. A maioria envia os arquivos fonte para seus colaboradores. Cada um tem um método de se organizar e manter o seu controle. Os colaboradores enviam só o que foi alterado. Se enviarem bagunça não gerenciavel a contribuição não entra no mapa. Todos que tem interesse real de colaborar entram no jogo porque sabem que se beneficiam das contribuiçoes de todos. Se alguém quiser fazer bagunça com os mapas que vá brincar sozinho. Tudo dentro das regras da GPL. não precisa deste monte de restrição.
3) O Tracksource é mais complexo que um programa de computador. A GPL adequa-se perfeitamente à programas de computador, mas não a algo complexo como o Tracksource. Todas as definições usadas na GPL tornam-se ambíguas por causa dessa natureza diferente do Tracksource.


Questão de definição técnica jurídica. Se quiser mudar para a Creative Commons porque não fala em código fonte e nem em software não precisa das restriçoes "não a obras derivadas" e "não ao uso comercial". Basta a "Compartilhamento pela mesma licença " que atinge os nossos objetivos e é menos restritiva. Ainda não gosto dela porque não obriga a distibuição dos GZ.
4) Associar o Projeto à empresas seria interessante SE tivéssemos pessoa jurídica. Como não temos, essa associação torna-se extremamente perigosa.
não acho que seja necessário assoicar o projeto a empresas. Mas Também não acho prudente eliminar a possibilidade do mapa e adotar uma bandeira de "repúdio ao uso comercial". Somos pelo uso da livre informação, não somos anti-capitalistas. Que as empresas usem dentro das regras da GPL. já ta bom demais. Se fizerem arte a gente grita. Dá um voto de confiança para os empreendedores.... afinal este projeto é feito por empreendedores sem fins lucrativos. Se alguém conseguir lucrar com tudo isso sem explorar o trabalho voluntário de ninguém, ótimo.

abração
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#22 Mensagem por Chicão »

Robert,

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que respeito inteiramente a sua opinião e que o Fórum é o lugar adequado para estarmos discutindo democráticamente estes assuntos.

Como vc demonstrou interesse em saber a minha opinião, gostaria de dizer que sou totalmente favorável à adoção da CC 2.5.

Como integrante da Equipe de coordenação concordo e assino a mensagem enviada pelo Ruy, bem como compartilho das opiniões já expressas pelo Sérgio.

Se implementada a nova licença, os mapas continuarão sendo distribuidos livremente e poderão ser utilizados em qualquer equipamento compatível.


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#23 Mensagem por nqnnospam »

Haigh escreveu:Sérgio Barroso escreveu:

Restringe o desenvolvimento de obras derivadas. O Odilon não pode mais usar o mapa no seu rastreador.
1) Desculpe, mas você está misturando coisas:

1.1) O Odilon nunca fez isso. Por isso mesmo ele comprou de outra fonte os mapas que ele distribui com o TrackerII/GPSTrackMaker. Ele nunca distribuiu os mapas Tracksource.

1.2) Contudo, qualquer pessoa que tiver o TrackerII e o GPSTrackMaker, vai poder descarregar os mapas Tracksource para TrackMaker e usar sem problema algum. Qualquer pessoa.

A Magellan não pode lançar uma Versão gratuita dos mapas para seus aparelhos. Ninguém pode criar nada de novo que não seja o uso atual dos mapas para GTM e Garmin a não ser que o faça dentro do projeto.
Novamente, você está fazendo confusão.

Se a Magellan quiser lançar uma Versão gratuita dos mapas Tracksource para seus aparelhos (coisa que por sinal nunca aconteceu até hoje, seja por falta de iniciativa dos usuários da Magellan, seja por falta de iniciativa da própria Magellan, mas nunca por qualquer impedimento do Tracksource), basta ela entrar em contato com o Projeto.

Na prática sempre foi assim, mesmo com a GPL. Vai continuar do jeito que está.
A desculpa de que não é possivel gerenciar versões não justifica a não distribuição dos arquivos fonte. Cada desenvolvedor já gerencia suas próprias versões. A maioria envia os arquivos fonte para seus colaboradores.
Bom, os desenvolvedores que eu conheço não fazem isso. Eu não faço isso (sou desenvolvedor de vários mapas).

Novamente, pela minha experiência, enviar o fonte dos mapas não facilita em nada a colaboração, e atrapalha o desenvolvimento.
Cada um tem um método de se organizar e manter o seu controle. Os colaboradores enviam só o que foi alterado. Se enviarem bagunça não gerenciavel a contribuição não entra no mapa.
não é tão simples assim. Mesmo descobrir o que é "bagunça" pode ser extremamente complicado. Falo por experiência própria.
Todos que tem interesse real de colaborar entram no jogo porque sabem que se beneficiam das contribuiçoes de todos. Se alguém quiser fazer bagunça com os mapas que vá brincar sozinho. Tudo dentro das regras da GPL. não precisa deste monte de restrição.
Este seria o ideal. Infelizmente a realidade é outra.
Questão de definição técnica jurídica. Se quiser mudar para a Creative Commons porque não fala em código fonte e nem em software não precisa das restriçoes "não a obras derivadas" e "não ao uso comercial". Basta a "Compartilhamento pela mesma licença " que atinge os nossos objetivos e é menos restritiva. Ainda não gosto dela porque não obriga a distibuição dos GZ.
Aqui vamos discordar. É questão de ponto de vista. A Versão da CC sugerida na enquete foi escolhida justamente por causa das restrições "não ao uso comercial" e o "não a obras derivadas".

Eu não vejo porque o problema com restrição "não ao uso comercial". Para os usuários, não muda nada.

O objetivo principal da restrição "não a obras derivadas" é garantir que qualquer pessoa que queira melhorar os mapas o faça através do Tracksource. Esse é o instrumento para garantir que toda a comunidade de usuários do Tracksource se beneficie gratuitamente de qualquer melhoria feita aos mapas por qualquer usuário, sem ter que ser especialista em desenvolvimento de mapas, ou ficar descarregando mapas de N fontes diferentes.
não acho que seja necessário associar o projeto a empresas. Mas Também não acho prudente eliminar a possibilidade do mapa e adotar uma bandeira de "repúdio ao uso comercial". Somos pelo uso da livre informação, não somos anti-capitalistas. Que as empresas usem dentro das regras da GPL. já ta bom demais. Se fizerem arte a gente grita. Dá um voto de confiança para os empreendedores.... afinal este projeto é feito por empreendedores sem fins lucrativos. Se alguém conseguir lucrar com tudo isso sem explorar o trabalho voluntário de ninguém, ótimo.
Bom, eu não vejo como alguém possa explorar comercialmente os mapas Tracksource sem com isso indiretamente explorar o trabalho voluntário de alguém.

Notar Também que, uma coisa é (por exemplo) colocar "banners" no site do Projeto (que o Alex paga do próprio bolso). Isto não é "uso comercial" dos mapas, mas sim do site. Como o site é do Alex, ele põe o banner que quiser lá.

Outra coisa é vender, alugar ou trocar por serviços os mapas do Projeto. Isto sim seria uso comercial dos mapas, e o que queremos evitar.


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#24 Mensagem por Haigh »

O que ganhamos e o que perdemos com a nova licença proposta:

Ganhamos um texto mais claro, que não trata os mapas como um software e sim como uma obra genérica de criação intelectual.

Ganhamos o direito de não ter que distribuir os arquivos fonte GZ e GTM para ninguém além dos compiladores.

Ganhamos a exclusividade no desenvolvimento de atualizações para os mapas bem como de qualquer produto derivado dos mapas

Ganhamos a garantia de que ninguém vai poder fazer qualquer uso comercial dos mapas para outro fim, mesmo que mantenha a distribuição gratuita do mapa em si.

Ganhamos a sensação de que não estamos sendo explorados para o lucro de outro, mesmo que isso não mude em nada o nosso esforço nem o resultado que tiramos dele.

Perdemos a garantia de que qualquer um que assuma a coordenação do projeto terá sempre a obrigação de passar os arquivos GZ e GTM para qualquer um que solicitar (inclusive um novo grupo de coordenadores)

Perdemos a capacidade de colaboração de qualquer um que queira desenvolver um projeto paralelo de uso dos dados sem ser dentro do projeto, mesmo que não vá criar alteração nenhuma nos mapas. Exemplo, compilação para outros aparelhos GPS, GIS público, sistema de roteirização online, guia de cidades online, rastreador veicular, monitor de trânsito, etc.

Perdemos a força do crescimento de um mercado de produtos comercialmente desenvolvidos que usem e disseminem nosso projeto.

Perdemos o acesso a produtos legais e mais baratos porque usam mapas gratuitos. O rastreador veicular do Odilon é um caso. O navegador da Stetsom é outro.

Perdemos a oportunidade de contribuir com o crescimento da economia nacional, a evolução do PIB, o sorriso da família de um empresário de sucesso.

Enfim. Eu acredito que perdemos mais do que ganhamos.


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#25 Mensagem por casaretto »

Robert

Suas observações São pertinentes. Só não concordo com sua reclamação contra a livre democracia, pois se seu texto com suas poisições estão aí, é sinal claro de que qualquer um pode (e deve) exercer esta democracia.
Reclamou no vazio.

Quando às suas considerações e comparações obre as duas licensas, voce foi perfeito e sintetizou o que já discutimos.
Acontece somente que voce não levou em conta um fato. O formato .img é um formato não GLP, de propriedade de uma empresa chamada GARMIN que NUNCA liberou este formato para ninguém. Esse é o grande fator que tem de ser levado em conta.

Esta empresa a qualquer momento pode exercer o que lhe é de direito, impedindo através da Justiça que sua propriedade intelectual seja usada para sustentar concorrentes.

Para garantir nosso direito de desenvolver, temos de respeitar o direito de propriedade da Garmin. Enquanto o projeto estiver sendo distribuido sem propiciar vantagem econômica a ninguém, não há bases para qualquer impedimento.

Nosso trabalho nos mapas advindo da livre iniciativa devem continuar a ser distribuidos e usados livremente. Esse é o nosso objetivo.

Voce inicia seu texto com uma invocação a pensar grande. Peço mais, além de pensar grande, devemos pensar com justiça, sem passar por cima do direito dos outros.

Um grande abração democratico,
Paulo


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#26 Mensagem por nqnnospam »

Haigh escreveu: Perdemos a garantia de que qualquer um que assuma a coordenação do projeto terá sempre a obrigação de passar os arquivos GZ e GTM para qualquer um que solicitar (inclusive um novo grupo de coordenadores)
Desculpe, mas esta possibilidade não existe, por causa da idoneidade moral do pessoal da coordenação. Se hoje houvesse um complô da coordenação para sumir com os mapas, não seria a GPL que evitaria isso.
Perdemos a capacidade de colaboração de qualquer um que queira desenvolver um projeto paralelo de uso dos dados sem ser dentro do projeto, mesmo que não vá criar alteração nenhuma nos mapas. Exemplo, compilação para outros aparelhos GPS, GIS público, sistema de roteirização online, guia de cidades online, rastreador veicular, monitor de trânsito, etc.
Novamente, isto não procede. Veja minha mensagem anterior.
Perdemos a força do crescimento de um mercado de produtos comercialmente desenvolvidos que usem e disseminem nosso projeto.

Perdemos o acesso a produtos legais e mais baratos porque usam mapas gratuitos. O rastreador veicular do Odilon é um caso. O navegador da Stetsom é outro.

Perdemos a oportunidade de contribuir com o crescimento da economia nacional, a evolução do PIB, o sorriso da família de um empresário de sucesso.
Novamente, eu discordo desse seu ponto de vista.

Ao contrário, a nova licença garante que as pessoas vão poder continuar usando gratuitamente os mapas Tracksource nos seus GPSs, PDAs, PCs, notebooks, rastreadores, etc., e que todas as melhorias e novos desenvolvimentos feitos nos mapas vão continuar gratuitos.

Para mim, não perdemos nada. Ao contrário, ganhamos transparência e garantimos a longevidade do Tracksource como uma iniciativa gratuita.


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#27 Mensagem por Haigh »

Sérgio Barroso escreveu:
1.1) O Odilon nunca fez isso. Por isso mesmo ele comprou de outra fonte os mapas que ele distribui com o TrackerII/GPSTrackMaker. Ele nunca distribuiu os mapas Tracksource.
Texto enviado pelo Odilon a lista Tracksource em 01/12/2006
Segue em primeira mão para a lista a Versão beta do TrackMaker #13.1 que irá acompanhar o módulo rastreador Tracker II.
http://www.gpstm.net/download/gtmle.zip
São 59MB.
Houve muita modificação na parte de navegação em tempo real e interface com o Google.
Foi Também criada uma interface completa de rastreamento via GPRS, CSD e DTMF.
É bem provável que os mapas fiquem disponíveis de graça no site do TrackMaker.
Os mapas que acompanham o programa foram gerados a partir de um grande investimento da Geo Studio na compra de mapas e alguma coisa do projeto TrackSource. Eles vão ser melhorados com o tempo.
Bom divertimento!

Odilon Ferreira Junior
Belo Horizonte - Brasil
Ele diz claramente que baseou os mapas dele num investimento em fontes pagas e em alguma coisa do projeto TrackSource. No meu entender é obra derivada.

não me oponho de maneira alguma. Pena que teve que comprar porque ainda não temos a cobertura que ele queria. Gostaria muito que ele usasse só os mapas do projeto e vendesso o Tracker II mais barato.

Se a Magellan quiser lançar uma Versão gratuita dos mapas Tracksource para seus aparelhos (coisa que por sinal nunca aconteceu até hoje, seja por falta de iniciativa dos usuários da Magellan, seja por falta de iniciativa da própria Magellan, mas nunca por qualquer impedimento do Tracksource), basta ela entrar em contato com o Projeto.

Na prática sempre foi assim, mesmo com a GPL. Vai continuar do jeito que está.
Pela licença GPL a Magellan poderia legalmente lançar o mapa gratuito sem pedir para ninguém (se tivesse os fontes). Na nova licença ou ela dava o compilador magellan para o projeto ou publicava via projeto ou obtinha uma nova licença dos detentores dos direitos autorais dos nossos mapas. Como o projeto não existe e ninguém transferiu os direitos autorais de nada para ninguém, ela teria que consultar centenas de desenvolvedores. Impraticável
O objetivo principal da restrição "não a obras derivadas" é garantir que qualquer pessoa que queira melhorar os mapas o faça através do Tracksource. Esse é o instrumento para garantir que toda a comunidade de usuários do Tracksource se beneficie gratuitamente de qualquer melhoria feita aos mapas por qualquer usuário, sem ter que ser especialista em desenvolvimento de mapas, ou ficar descarregando mapas de N fontes diferentes.
O objetivo principal pode até ser nobre mas tem um monte de outras consequencias. Pense em outras obras derivadas que não sejam o mapa em sí mas que sejam softwares que usem o mapa em um formato que não o MAP ou IMG disponibilizados pelo projeto. Morrem todas. Mesmo o objetivo principal é meio presunçoso. Tenta atrair a colaboração monopolizando o mapa, ou colabora comigo ou vai brincar sem mapa. Adoraria que nacesse um projeto paralelo melhor que o nosso, com mais recursos, com mais gente, que partisse do nosso e evouluisse. Qual o medo em permitir isso. Eles vivem em paralelo e que sobreviva o melhor. Ou que eles aprendam a colaborar e crescam juntos. A nova licença mata a possibilidade do novo. Estanca a evolução. E monopolista, conservadora e retrógrada.
Bom, eu não vejo como alguém possa explorar comercialmente os mapas Tracksource sem com isso indiretamente explorar o trabalho voluntário de alguém.
Do post anterior
Ganhamos a sensação de que não estamos sendo explorados para o lucro de outro, mesmo que isso não mude em nada o nosso esforço nem o resultado que tiramos dele.

...

Perdemos a força do crescimento de um mercado de produtos comercialmente desenvolvidos que usem e disseminem nosso projeto.

Perdemos o acesso a produtos legais e mais baratos porque usam mapas gratuitos. O rastreador veicular do Odilon é um caso. O navegador da Stetsom é outro.

Perdemos a oportunidade de contribuir com o crescimento da economia nacional, a evolução do PIB, o sorriso da família de um empresário de sucesso
não me sinto explorado. O meu trabalho não muda. Continuo tendo os mapas para usar no GPS e ainda vivo num mercado com produtos melhores.

Tudo pode parecer meio cheio de ideais mas software livre sempre foi construído com base em ideais e visões utópicas. Se não acreditarmos ninguém vai.


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#28 Mensagem por Igor »

Compartilho da opinião expressa do Sérgio, Alex, Ruy, Chicão e Paulo.

Apenas agora pude acessar o fórum, assim escrever qualquer coisa seria chover no molhando.


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#29 Mensagem por Haigh »

Paulo, que bom que você Também se juntou ao debate-bola. Acho seus comentários sempre pertinentes e não vou deixar de comentá-los.
casaretto escreveu: Suas observações São pertinentes. Só não concordo com sua reclamação contra a livre democracia, pois se seu texto com suas poisições estão aí, é sinal claro de que qualquer um pode (e deve) exercer esta democracia.
Reclamou no vazio.
Paulo. 85 pessoas votaram sem que tivesse havido o debate. Erro delas? Talvez. Eu acho que foi erro do processo eleitoral que deve sempre favorecer e estimular o debate (e não só permiti-lo como faz o forum) antes da votação. Eu teria criado um tópico específico para a discussão. Avisado que haveria enquete e aberto a votação depois de 10 ou 15 dias. A carta de chamada para a votação Também não pode ter viés, senão babau democracia. Mas o que interessa mesmo é que agora estamos debatendo democraticamente.
casaretto escreveu: Quando às suas considerações e comparações obre as duas licensas, voce foi perfeito e sintetizou o que já discutimos.
Acontece somente que voce não levou em conta um fato. O formato .img é um formato não GLP, de propriedade de uma empresa chamada GARMIN que NUNCA liberou este formato para ninguém. Esse é o grande fator que tem de ser levado em conta.

Esta empresa a qualquer momento pode exercer o que lhe é de direito, impedindo através da Justiça que sua propriedade intelectual seja usada para sustentar concorrentes.
Pelo que entendo do assunto a Garmin não tem propriedade sobre o formato do arquivo IMG. Ela tem propriedade sobre os mapas dela e sobre o programa que ela criou para escrever e ler arquivos IMG. Peter Dekode escreveu outro software (copyright dele) que é capaz de escrever arquivos em um formato compatíel com o IMG. Usamos um software legalmente comprado da Garmin (mapsource) para ler um arquivo sobre os quais temos todos os direitos (tracksource) que foi compilado para um formato específico por um software de uso gratuito (mapdekode).
Mesmo que a Garmin ganhe o direito de impedir o uso de um IMG compilado por outros, o que tornaria ilegal o Mapdekode e o CGPSMapper. Nosso projeto iria pro beleleu em qualquer licença. Teriamos os GZ para usar no GTM e só.
casaretto escreveu: Para garantir nosso direito de desenvolver, temos de respeitar o direito de propriedade da Garmin. Enquanto o projeto estiver sendo distribuido sem propiciar vantagem econômica a ninguém, não há bases para qualquer impedimento.
Como comentado, a licença escolhida não altera nossa situação de ferir ou não os direitos da Garmin. O projeto estranhamente oferece prejuizo para a Garmin porque ela não vende o CitySelect e uma vantagem competitiva enorme Também. Basta ler qualquer review de qualquer site brasileiro que verá a tendência de indicar modelos Garmin sobre outros modelos. (O Wallace com seu xodó pelo 276C e o Sérgio com seu 60CSX que o digam). O impedimento por parte da Garmin não viria de uma vantagem ou desvantagem competitiva. Se violarmos os direitos dela, mesmo sem causar prejuizo, podemos ser impedidos de continuar.
casaretto escreveu: Nosso trabalho nos mapas advindo da livre iniciativa devem continuar a ser distribuidos e usados livremente. Esse é o nosso objetivo.
Com essa não posso descordar. Também tenho a livre distribuição como objetivo. Só acho que a CC proposta tira liberdades que não precisamos tirar.
casaretto escreveu: Voce inicia seu texto com uma invocação a pensar grande. Peço mais, além de pensar grande, devemos pensar com justiça, sem passar por cima do direito dos outros.
Concordo de novo. Mas peço para pensar grande e não eliminar o direito de alguém fazer melhor, fazer diferente, fazer mais. Mesmo que seja necessário para isso fazer sem ser na estrutura do projeto, desde que mantenha o livre acesso.

abração e ansioso por ouvir mais opiniões
Robert


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#30 Mensagem por Chicão »

Robert,

Se alguém quiser fazer mais, diferente ou melhor, pode se juntar a nós ao invés de usar tudo que já fizemos, agregar melhorias ou diferenças e derivar um novo projeto.

Fazer mais, diferente e melhor tem sido a tônica do trabalho da Equipe de coordenação e de mais um punhado de desenvolvedores e colaboradores. está aí, para provar, o lançamento do TRR!

Quando ainda temos muito a fazer, penso em agregar e não em dividir...


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#31 Mensagem por casaretto »

Robert

Voce falou que está há 3 meses no projeto e talvez por isso esteja aqui defendendo a GPL.

Acontece que esta discussão já foi feita (antes de eu conhecer o projeto), e foi decidido que NÂO deveriam ser lberados os fontes, portanto o que se está fazendo aqui é corrigir o que deveria ser sido feito há muito tempo, que é ter uma licensa adquada a esta decisão. Na época foi mantida a GPL, mas isso foi um erro, no mínimo uma incongruência. Como ser GPL e ter os fontes sigilosos ?

Quando não discutimos na lista, é porque partimos do fato conhecido de haver esta restrição e que várias vezes foram iniciadas discussões na lista Tracksource e a conclusão sempre foi a mesma: "é necessário alterar a licensa, pois o Projeto Tracksource não é GPL". Isso é um fato.

Dê uma olhada nas mensagens antigas ou até uma de J.Dirceu de dois ou tres dias atras.
Estamos só arrumando a casa, não inventamos ou mudamos nada.

[]s,,
Paulo


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#32 Mensagem por nqnnospam »

Haigh escreveu: Ele diz claramente que baseou os mapas dele num investimento em fontes pagas e em alguma coisa do projeto TrackSource. No meu entender é obra derivada.
Supondo que ele tenha usado, pela nova licença não vai poder usar mais.

Contudo, volto a repetir, mesmo nesse caso não muda nada, pois o usuário continuará a poder usar o Tracksource para TrackMaker com o TrackerII, ou qualquer outro rastreador que permita ver a posição através do TrackMaker.

Ainda não consigo ver qual é o problema. Os usuários continuam com acesso gratuito aos mapas.
Pela licença GPL a Magellan poderia legalmente lançar o mapa gratuito sem pedir para ninguém (se tivesse os fontes). Na nova licença ou ela dava o compilador magellan para o projeto ou publicava via projeto ou obtinha uma nova licença dos detentores dos direitos autorais dos nossos mapas. Como o projeto não existe e ninguém transferiu os direitos autorais de nada para ninguém, ela teria que consultar centenas de desenvolvedores. Impraticável.
não vejo porque é impraticável, se hoje a prática é essa, e funciona muito bem. Quando o Odilon lançou o formato "moving map" do TrackMaker (o .map), ele disponibilizou gratuitamente o compilador para gente, e assim surgiu o Tracksource para TrackMaker, totalmente gratuito para os usuários.

Se a Magellan quiser, pode fazer a mesma coisa. não há impedimento algum da coordenação do Projeto.
O objetivo principal pode até ser nobre mas tem um monte de outras consequencias. Pense em outras obras derivadas que não sejam o mapa em sí mas que sejam softwares que usem o mapa em um formato que não o MAP ou IMG disponibilizados pelo projeto. Morrem todas.
não morrem não. Se fosse assim não teríamos o Tracksource para TrackMaker.
Mesmo o objetivo principal é meio presunçoso. Tenta atrair a colaboração monopolizando o mapa, ou colabora comigo ou vai brincar sem mapa. Adoraria que nacesse um projeto paralelo melhor que o nosso, com mais recursos, com mais gente, que partisse do nosso e evouluisse. Qual o medo em permitir isso.
não existe medo de evolução. Se fosse assim, não teríamos o auto-roteamento funcionando, nem os mapas para TrackMaker.

Todas as iniciativas para ampliar os formatos nos quais os mapas São apresentados serão bem-vindas, desde fique garantido que o resultado será gratuito.

A gratuidade é ponto chave aqui. Eu não abro mão disso. Por isso a nova licença.


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#33 Mensagem por Haigh »

Chicão,

É justamente isso que acho um pouco de prepotência e arrogância ou visão limitada. Se quiserem fazer mapas melhores tenho certeza que farão conosco. não tem porque fazer separado. Se por qualquer motivo querem fazer separado porque não permitir? Provavelmente iriam fazer separado de qualquer maneira mas terão retrabalho e podem não compartilhar. Com a GPL São obrigados a compartilhar, mesmo que façam separado. Proibir o desenvolvimento paralelo não traz novas colaborações.

Mas a questão real não São os mapas em si. São outras soluções derivadas dos mapas, que não São do foco direto do projeto mas que podem ser do interesse de todos e que nunca seriam desenvolvidas pelo projeto ou dentro do projeto.

Achar que este projeto é só para fazer mapas para GPS Garmin é pensar pequeno. Achar que este projeto é para fazer mapas vetoriais das vias urbanas e rodoviárias de todo o país para uso para qualquer finalidade inclusive GPS Garmin é pensar grande. Pensando pequeno a GPL e a CC dão na mesma. Só da pra pensar grande sem impor restrições a obras derivadas e uso comercial. Por isso convidei todos a Pensar Grande.

Hoje so conseguimos dar vazão a mapas para GPS Garmin com a nossa base vetorial. não acho que podemos tirar todas as outras possibilidades do radar só porque não conseguimos lidar com elas agora.

abração
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#34 Mensagem por Chicão »

Concordo que nosso objetivo deva ser fazer mapas vetoriais para GPS!

Se vc tivesse acompanhado o desenvolvimento do projeto desde os primórdios, teria visto a evolução e as diferentes iniciativas neste sentido que sempre tiveram total apoio no grupo.

Começamos com o TE, depois veio o TM, o TA, o TN, o Topo, o TS para GTM, o TRR e agora o TRU. Isto sempre partiu de grupos interessados que se juntaram a nós, se organizaram em equipes muitas vezes independentes, compartilharam experiências, ferramentas, fontes e passaram a gerar algo diferente.

não temos nada contra gerar nossos mapas em formato Magelan ou outro qualquer! Basta ter voluntários que se habilitem para isso....


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#35 Mensagem por Haigh »

Sérgio,

Acho que não está me entendendo. Louvo os esforços que geraram o Tracksource para Trackmaker e a Versão Roteável. Adoro e concordo que o resultado do nosso trabalho seja sempre gratuito. Nunca questionei nenhuma destas coisas mas:

A GPL continua garantindo que os mapas e as obras derivadas sejam gratuitas. Se é obrigatório manter a obra derivada sob a GPL e a GPL permite copiar, basta 1 comprar que pode ser copiado livremente legalmente. Além disso tem que distribuir o fonte gratuitamente então não precisa nem comprar 1 cópia. Basta compilar o fonte e copiar legalmente sem ser pirataria.

A nova licença impõe restriçoes que significam que toda evolução tem que acontecer dentro dos domínios do projeto tracksource. Eu acho esta limitação desnecessária pois impede uma série de desenvolvimentos. Imagine que meu rastreador veicular só leia mapas em arquivos txt. não pode usar os mapas do projeto. Ou meu site de guias online, ou meu site de turismo, ou qualquer coisa GIS que não tenha nada a ver com o projeto. Por favor pensem fora do escopo atual do tracksource. Pensem grande. Pensem software livre. Livrem-se do apego de propriedade e domínio. Ter outros criando fora dos nossos domínios só tem a agregar. Vide o sucesso do Odilon e a genialidade da Stetsom. Aonde o que eles fizeram fere o tracksource?

Dê-me exemplos de porblemas que podemos enfrentar se ficarmos com a GPL. já citei inúmeras coisas que perdemos se migrarmos. Me digam quais perdemos se ficarmos com a GPL. Continuo sem ver vantagem na mudança.

Abraços
Robert


Robert Haigh

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fabiomaco
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#36 Mensagem por fabiomaco »

Votei pela alteração, porém Após toda esta troca de informação que vem sendo realizada fiquei com a seguinte dúvida: E como fica a licença UMP 1.0 utilizada pelo site Mapcenter2 ? Se entendo que no mínimo o TRR será conduzido através da utilização desta ferramenta a CC não é contraditóra a mesma ?

Sds,

Fábio Colella



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Igor
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#37 Mensagem por Igor »

Robert,
Hoje so conseguimos dar vazão a mapas para GPS Garmin com a nossa base vetorial. não acho que podemos tirar todas as outras possibilidades do radar só porque não conseguimos lidar com elas agora.
Novamente: NADA impede que passemos a ter versões do Tracksource Também para Magellan e a plataforma que for!

nós conseguimos sim lidar com as possibilidades, desde que elas existam e tenha viabilidade. até 2005 não havia a possibilidade de termos mapas roteáveis. Trabalhamos (e muito) e hoje temos o TRR.
Agora é a vez de buscar a implementação do TRU e continuar com o crescimento do projeto.


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Pedro César de Conti
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#38 Mensagem por Pedro César de Conti »

O Robert Haigh acaba de ganhar um aliado. Votei contra a alteração. Para explicar por quê, é preciso dar alguns passos para trás. Acho que estamos debatendo as conseqüências sem termos antes debatido as premissas. Acredito que sejam duas:

1. O projeto Tracksource não tem dono.

2. O projeto Tracksource não tem e jamais terá objetivo comercial.

Nesse caso, o que exatamente estaríamos perdendo caso alguém desenvolva algo diferente com base no que foi conseguido até agora? Mais ainda, se o projeto não tem e jamais terá interesse comercial, o que temos a objetar caso alguém encontre maneiras de lucrar com ele? Nossos mapas ficarão piores? Os participantes perderão o interesse? será que preferirão pagar por algo que podem obter gratuitamente? Se houver um mapa gratuito melhor que o Tracksource mas baseado no Tracksource, isso será bom ou ruim para os usuários de GPS - que, afinal, São o público-alvo do projeto? será que essa polinização cruzada não acabará gerando benefícios e idéias Também para o próprio projeto?

Indo além: se estabelecemos restrições, elas têm que ser impostas por alguém. O que significa que precisaremos, de agora em diante, ter um guardião das chaves. E, claro, alguém que vigie o guardião das chaves, para que ele não abra a porta para terceiros. E por aí vai. O que não impede, evidentemente, que alguém realmente interessado consiga de uma maneira ou de outra obter uma cópia dos arquivos-fonte. Ou reproduza os mapas por engenharia reversa. Ou até - o que não é de maneira alguma reprovável, muito pelo contrário - contrate um dos participantes mais ativos para desenvolver algo nos mesmos moldes.

Se o projeto baseia-se no diletantismo e vai continuar assim, não há absolutamente nada a perder e, potencialmente, muito a ganhar deixando-o aberto a todos, seja qual for a forma como ele seja utilizado. Disso podem surgir coisas horríveis e coisas criativas. Se alguém fizer um novo projeto aberto e gratuito melhor que o Tracksource, ótimo, vamos aprender e possivelmente colaborar. Se, por exemplo, o criador do TrackMaker - que tem, obviamente, um interesse comercial nesse setor - não conseguir encontrar no mercado mapas melhores que os nossos, por que devemos impedi-lo de usar esses mapas? Se for necessário processar alguém por uso indevido dos mapas, quem representará o projeto? Que tipo de indenização será pedida? Quem receberá essa indenização? Minha opinião é que estamos abrindo uma discussão com centenas de variáveis sem ter uma resposta concreta para nenhuma delas. Pura perda de tempo e de energia.

Se o Linus Torvald tivesse patenteado o Linux e preservado o controle das fontes, provavelmente teria afundado diante da Microsoft, que dispunha de um poder de fogo infinitamente maior. O que o manteve à tona foi a sinergia de milhares de colaboradores, muitos dos quais provavelmente fazendo coisas que ele jamais imaginou ou às quais talvez até se oponha. não há um meio-termo. Posso distribuir maçãs de graça, mas não posso obrigar os destinatários a comê-las ou proibi-los de revendê-las. Só há dois caminhos: ou mantenho essa gratuidade incondicionalmente, ou fecho a cerca e boto um preço no meu produto.

Trocando em miúdos: ou o TrackSource continua gratuito e livre, seja qual for o uso que façam dele, e seus participantes concentram-se em fazer mapas cada vez melhores e não em direcionar a forma como eles serão usados; ou fecha a porteira, forma uma S.A. e passa a vender seu produto - que é, sem dúvida, de excelente qualidade. Se não fosse grátis, eu compraria.



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#39 Mensagem por Igor »

Pedro:

Ninguém aqui quer direcionar a forma como os mapas São usados (se alguém quiser, por favos se manifeste).
Quem baixa os mapas não precisa identificar-se, não precisa dizer onde, como e nem porque vai usar.
Mais ainda, se o projeto não tem e jamais terá interesse comercial, o que temos a objetar caso alguém encontre maneiras de lucrar com ele?
Pura e simplesmente:
Os mapas São desenvolvidos por voluntários para um projeto que distribui os conjuntos de mapas gratuitamente.
Todos somos livres para trabalhar de graça prá quem quisermos, no entanto, acredito que que colabora com o Projeto Tracksource esteja querendo efetivamente colaborar com o Projeto Tracksource e com seus conjuntos gratuitos, e não com o lucro de X Y ou Z que possa comercializar um produto que derivaria do Projeto Tracksource.


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#40 Mensagem por Chicão »

Pedro César de Conti escreveu:Indo além: se estabelecemos restrições, elas têm que ser impostas por alguém. O que significa que precisaremos, de agora em diante, ter um guardião das chaves. E, claro, alguém que vigie o guardião das chaves, para que ele não abra a porta para terceiros.
Pedro, os guardiões da chave sempre existiram no Projeto. A equipe de coordenação e Compilação além de ser responsável por mensalmente montar este imenso quebra cabeças com os mais de 1000 mapas estaduais e municipais, Também é a responsável pelos backups e guarda dos fontes.

É esta mesma equipe que, preocupada com a responsabilidade assumida de "guardar" o trabalho de todos nós, está propondo as mudanças!


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#41 Mensagem por Igor »

Algumas das coisas que NÃO MUDAM com a adoção da licença Creative Commons:

Os conjuntos de mapas continuarão sendo atualizados e disponibilizados para download GRATUITAMENTE para todos os usuários, em todas as versões, como sempre foi feito no Projeto.

As colaborações continuarão a ser recebidas e incluídas da mesma forma que vem ocorrendo há anos.

Novas versões continuarão sendo pesquisadas e desenvolvidas, a exemplo do sonhado TRR, que hoje é uma realidade.


Algumas coisas que MUDAM com a adoção da Creative Commons:

Os colaboradores do Projeto Tracksource, sejam os que caminham pelas ruas coletando POIs, sejam os que gastam combustível rodando centenas de quilômetros coletando tracklogs ou ainda os que apenas informam nomes de ruas, terão a certeza de que a sua contribuição beneficiará exclusivamente os conjuntos de mapas gratuitos de download livre e irrestrito do Projeto Tracksource sem estar, eventualmente, Também contribuindo com o lucro de seja lá quem for que pudesse vir a usar comercialmente os dados do Projeto.

Passaremos a ter uma licença adequada a realidade do Projeto e as decisões que já foram tomadas ao longos dos anos em relação aos mais diversos aspectos do Projeto, deixando-se de ter uma licença específica de software, incompatível com relação ao Projeto Tracksource.


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#42 Mensagem por Chicão »

fabiomaco escreveu:E como fica a licença UMP 1.0 utilizada pelo site Mapcenter2 ? Se entendo que no mínimo o TRR será conduzido através da utilização desta ferramenta a CC não é contraditóra a mesma ?
Fábio, vc tocou em um ponto interessante. Um dos maiores riscos impostos ao nosso projeto é exatamente a política do Mapcenter.

Eles processam nossos mapas e o disponibilizam segundo suas regras, mas não fornecem as ferramentas e nem abrem os seus fontes.

Falam em mapas públicos e livres mas nada de software livre!

Quem quiser, tem que comprar, e caro, o cgpsmapper que foi desenvolvido por eles.

já pensou se de uma hora prá outra eles resolverem tirar o site do ar ou não mais processarem a compilação dos mapas.....

Podem fazer isso a qualquer momento e aí, adeus TRR!

Mas esta é outra história que daria muito assunto para outro tópico no Fórum.


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Pedro César de Conti
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#43 Mensagem por Pedro César de Conti »

Igor, talvez eu não tenha me expressado bem. Quando digo "direcionar", refiro-me não aos usuários, mas ao poder de veto sobre os produtos originários do Tracksource.

Vou dar um exemplo concreto. Costumo usar um software gratuito chamado VirtualDub para editar vídeo. É um programa sensacional, possivelmente o melhor do mercado, e o produto de anos de trabalho do seu autor. Esse programa gerou uma infinidade de variações, ou "mods", criadas por outros desenvolvedores para suprir necessidades específicas. Algumas dessas versões eram lamentáveis: não faziam o que diziam fazer, travavam o computador, criavam mais problemas do que resolviam. Outras eram úteis. Todas São indicadas por links, indistintamente, no site do próprio VirtualDub; o criador parece não ter ciúmes da sua criatura. Usei várias delas, até que surgiu o VirtualDubMod, uma Versão que agrupa vários dos mods anteriores. É a Versão que uso agora.

Em nenhum momento atribuí qualquer dos problemas que tive com diferentes mods ao VirtualDub original; seu criador apenas disponibiliza o código-fonte a quem estiver interessado e ajuda no que for possível, continuando Também a gerar novas versões do próprio VirtualDub (e muitas vezes incorporando a essas versões as melhorias feitas por terceiros). Isso, na minha opinião, é software livre: uma troca irrestrita, desinteressada e sinérgica de informações e experiências.

É claro que existem fabricantes de programas comerciais que aproveitam certos recursos do VirtualDub, via de regra sem citar a fonte - embora ocasionalmente seja possível identificar a origem desses "novos" recursos. não há nenhuma surpresa nisso. O objetivo dos fabricantes de editores de vídeo comerciais é ganhar dinheiro com seus produtos. O objetivo do criador do VirtualDub é aprimorar continuamente a sua criação através da troca de informações. Uma coisa não elimina a outra; São apenas canais diferentes. não acredito que ele se ressinta do lucro que outros obtêm com seu programa; se fosse assim, ele poderia simplesmente passar a vender as novas versões do VirtualDub. Por outro lado, se passasse a vender o VirtualDub, ele perderia a colaboração desinteressada de milhares de pessoas e teria que montar uma estrutura profissional para continuar o desenvolvimento, porque qualquer produto de software hoje fica obsoleto em seis meses.

O que tentei argumentar acima, talvez sem a clareza necessária, é que, a meu ver, não há meio-termo nessa questão do software livre. Ou vai ou racha. Sou favorável, em tese, a ambas as alternativas: botar tudo à disposição de qualquer pessoa e ver o que acontece ou fechar o grupo e partir para a comercialização, o que acarreta uma série de conseqüências bastante complicadas (particularmente em um grupo difuso como o do TrackSource). Como afirmei, sem dúvida eu compraria os mapas do TrackSource - só que, nesse caso, eu me sentiria no direito de reclamar das lacunas no mapeamento (uma das quais, lamento dizer, é de minha inteira responsabilidade). O que não me parece viável é estabelecer um regime de liberdade controlada. não por qualquer idealismo besta, mas porque o software livre, por princípio, rema contra a maré da indústria e sua força reside exatamente nessa generosidade radical. Um projeto como esse bota uma infinidade de vetores em movimento; qualquer tentativa de controlar esse caos criativo é pura perda de tempo. Quando você limita as interações mas não dispõe de poder financeiro/equipe/tempo para prever e cobrir todas as possibilidades, está se condenando à obsolescência a médio prazo. Ou seja: meu receio é que, ao fechar parcialmente a porta e limitar o grau de "polinização" que outros podem proporcionar, o projeto TrackSource esteja dando um tiro no próprio pé. Eu faria exatamente o contrário: botaria todas as fontes disponíveis para download, ofereceria a todos que quisessem usar, estimularia as variações e melhorias, apoiaria projetos alternativos baseados nesse. Sempre se aprende alguma coisa. E, no mínimo, isso democratiza a pirataria...

Claro que não seria agradável ir à banca de jornais e encontrar, digamos, um CD-ROM da Quatro Rodas claramente baseado nos mapas do TrackSource. Mas como evitar isso, já que os mapas estão disponíveis livremente para download? Sejamos realistas: se o TrackSource oferecer seus mapas para utilização sem impor condições, nada impede que os editores da nossa Quatro Rodas hipotética façam menção à origem do mapa nos seus produtos. Por outro lado, se sou o editor da Quatro Rodas e o grupo do TrackSource exige que qualquer produto baseado nos seus mapas passe pelo seu crivo, tenho duas alternativas: submeter-me a isso ou gerar uma Versão maquiada (e sem lacunas) do TrackSource sem qualquer menção à origem. Convenhamos, não é tão difícil assim; afinal, todo mundo que passar com um GPS pela mesma estrada obterá o mesmo mapa e é praticamente impossível provar que algo foi copiado. Posso contratar meia dúzia de nerds, botá-los numa sala copiando os mapas do TrackSource (com pequenas variações, claro) e obter todas as matrizes necessárias em menos de um mês. Indo ainda mais longe: digamos que eu baixe todos os mapas do TrackSource, grave em CD e ponha descaradamente à venda no Mercado Livre. O que exatamente pode ser feito para impedir isso, já que nem as gravadoras e produtoras de vídeo conseguem?

não me entendam mal. não me oponho à tentativa de impor um mínimo de controle. Apenas acho que não funciona e talvez jogue contra o patrimônio. não me parece produtivo que nos preocupemos com o possível uso que qualquer um venha a fazer - ou lucro que venha a obter - com os mapas. Enquanto eles estiverem disponíveis para download, sempre haverá alguém usando-os de uma maneira ou de outra e não há nada que possa ser feito a respeito. E, com certeza, sempre haverá empresas usando o resultado em seus produtos de maneira ostensiva ou disfarçada - mesmo porque seria inviável para qualquer empresa montar uma equipe tão numerosa, diversificada e competente como essa.

O TrackSource é um empreendimento coletivo com o objetivo de gerar mapas de boa qualidade e disponibilizá-los gratuitamente. O risco é perder isso de vista. Enquanto for estimulante e divertido, certamente haverá gente participando e proporcionando feedback. De certa maneira, é como uma árvore plantada no meio da praça: é perda de tempo preocupar-se com o destino dos frutos.



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#44 Mensagem por Chicão »

Pedro,
Compreendo perfeitamente e concordo inteiramente com suas colocações quanto à participação, colaboração e troca de informações.

não concordo entretanto com sua comparação do TS com o VirtualDub!

No nosso caso, o VirtualDub seria o Trackmaker, o Mapdekode, o Conversor do Roteável, o Validador do TS, todos eles livres, além de alguns outros softwares totalmente "fechados" como o Mapsource ou o Cgpsmapper.

Continuando na analogia, os mapas do TS seriam os vídeos que vc edita. O TS é uma obra e não um software.

O que vc pensaria quando um video que vc editou e disponibilizou de alguma forma aparecesse na NET com outra edição, truncado, ou com a "mensagem" que vc queria transmitir distorcida? E o pior, se atendendo a uma imposição de direitos seus, fosse citada a sua autoria e seu nome ficasse associado a esta mensagem distorcida?

Uma "obra" como o TS ou o seu vídeo precisa de uma proteção de "direitos autorais" e não de uma licença de "software livre".

É esta a mudança que está sendo proposta! No resto, não muda nada no que hoje já praticamos no TS. Os mapas continuam sendo grátis e estarão disponíveis para todos que queiram usá-lo.


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#45 Mensagem por Igor »

Pessoal:

O Tracksource NÃO É SOFTWARE, pensar nele como software é um erro.

Nada será alterado em relação ao mecanismo de desenvolvimento, os desenvolvedores não ficarão desestimulados.

Ninguém está querendo implementar uma 'liberdade controlada'. Em português bem claro, o que não queremos é que pessoas ou empresas tenham lucro com base no trabalho voluntário alheio que foi dedicado ao Projeto Tracksource.

Ninguém está com ciúme, queremos proteger o resultado de anos de trabalho voluntário de centenas de pessoas.


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Regime de domínio público

#46 Mensagem por mjmcosta »

Sérgio,

Eu não cogito de disponibilizar os arquivos GZ/GTM. Aliás, na minha interpretação os IMG que já São disponibilizados São os próprios fontes do Projeto. não vejo qualquer incompatibilidade com a licença GPL.

O que eu estou suscitando é que a intenção do GRUPO sempre foi a produção de mapas LIVRES e GRÁTIS e o que melhor se adequa a esse espírito é a distribuição em regime de domínio público. No meu modo de ver essa é a melhor forma de impedir que o trabalho desinteressado de todos venha a ser apropriado por alguém que venha a ser arrogar detentor dos direitos autorais sobre os mapas.

Portanto, como o GRUPO já decidiu que não deseja tornar-se uma associação ou sociedade civil (o que é uma pena), não há qualquer razão plausível para a introdução de uma licença cuja finalidade precípua é a preservação dos direitos econômicos de exclusividade sobre os mapas.

Considerando-se que o Grupo Tracksource não tem a intenção de se constituir em pessoa jurídica, estamos preocupados em assegurar direitos econômicos de exclusividade para uso de quem?

Abs.


Marcelo Costa



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#47 Mensagem por Chicão »

Marcelo,

até agora, ninguém disse ou decidiu que o projeto tracksource não vá se tornar uma associação ou sociedade civil!

Se houve alguma menção a isso, foi no sentido de não misturar os assuntos e de se discutir isso em outro tópico ou outra oportunidade.

Eu acredito firmemente que este é o caminho que teremos que trilhar para garantir nossos direitos, propiciar segurança para todos os integrantes do grupo no que concerne à administração e para poder respaldar as ações do projeto perante órgãos públicos ou empresas privadas.

Mas precisamos dar um passo de cada vez!


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#48 Mensagem por Haigh »

Marcelo,

É isso mesmo.

A GPL é melhor até do que o domínio público. Obras em domínio público podem ser usadas por qualquer um para qualquer finalidade, inclusive a construção de obras derivadas com direitos reservados e comercialização liberada.

A GPL garante que tudo o que for feito a partir da obra, seja Também GPL, ou seja:
- Toda obra derivada deve ser livremente copiada e distribuida
- Toda obra derivada deve ter fontes abertas
- Toda obra derivada pode ser usada para novas obras derivadas

Isso é mais livre do que o domínio público porque propaga e da continuidade a liberdade inclusive para todas as obras derivadas

É por isso que a GPL é chamada de copyleft, porque usa a legislação de copyright justamente para matar o princípio de preservação do direito do indivíduo sobre a coletividade. A GPL protege o direito da coletividade sobre o indivíduo. O indívíduo pode até ser o Projeto Tracksource em si, que como não tem forma estabelecida de governo, sabe-se deus onde vai parar.

Incrivelmente a GPL nos protege até de nós mesmos. Algo que está na base de todo o movimento de Software Livre, que está na base do Linux, não pode ser de todo ruim.

Abraços
Robert


Robert Haigh

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#49 Mensagem por Igor »

Marcelo:

O que queremos é que os dados do Projeto não sejam objeto de lucro, nem do projeto nem de terceiros.

O projeto é feito de dados:
Recebidos de colaboradores;
Coletados pelos desenvolvedores e;
Recebidos de prefeituras e outras instituições, que os fornecem para o Projeto Tracksource.

Com a nova licença evitamos que os dados recebidos pelo Projeto, que sempre os recebe em função de seu caráter gratuito, sejam utilizados para obter lucro, seja da parte de quem for.


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#50 Mensagem por Igor »

Robert:

Ninguém falou que a GPL é ruim.
A GPL é INADEQUADA ao projeto.

A GPL é uma licença de software e o Tracksource não produz software.


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#51 Mensagem por Haigh »

Igor escreveu:Robert:

Ninguém falou que a GPL é ruim.
A GPL é INADEQUADA ao projeto.

A GPL é uma licença de software e o Tracksource não produz software.
Igor,
Esta é uma tecnicalidade que podemos discutir até o fim da vida.

O problema é usar uma desculpa de interpretação técnica para mascarar uma mudança profunda de conceito. Vários já tentaram dizer que nada muda mas a nova licença muda muita coisa:
- Os mapas continuam a ser gratuitos mas deixam de ser livres
- Perde-se a liberdade de criar obras derivadas
- Perde-se o acesso aos fontes
- Perde-se a oportunidade de construir negócios em volta da obra. não digo explorar e vender o mapa mas construir outros negócios que gerem ou não dinheiro e que usem os mapas em um formato que não os fornecidos pelo Tracksource. Perde-se a liberdade de criar qualquer coisa fora do grupo.

Estas para mim São as mudanças reais. Se for meramente pela tecnicalidade do termo software vs. obra porque não usar a Creative Commons - Atribuição - Compartilhar sob a mesma licença, que é uma licença muito mais parecida com a GPL que usamos até hoje? A única diferença é que a GPL explicita a obrigatoriedade de abrir o fonte e a CC não explicita isso. (apesar de ser questionável)

abração
Robert
Editado pela última vez por Haigh em 24 Fev 2007, 15:41, em um total de 1 vez.


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#52 Mensagem por Wallace »

Acho que um ponto importante é evitar a comercialização de algo que use os mapa dos grupo justamente para não se perder colaboradores que não aprovem isso e deixem de colaborar o que ai dificulta e atraza a melhoria e atualização dos mapas.
Eu não sou da coordenação e sei que não existe um modelo perfeito mas o projeto tem evoluido bem.


Abraços,
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#53 Mensagem por Chicão »

Wallace escreveu:Acho que um ponto importante é evitar a comercialização de algo que use os mapa dos grupo justamente para não se perder colaboradores que não aprovem isso e deixem de colaborar o que ai dificulta e atraza a melhoria e atualização dos mapas.
Eu não sou da coordenação e sei que não existe um modelo perfeito mas o projeto tem evoluido bem.
Wallace, é isso mesmo!

você e outros pioneiros do projeto sabem e vão se lembrar que a maioria do grupo optou pela não liberação ou divulgação dos gz/gtm.
O que a atual coordenação tem feito, neste sentido, é garantir o fiel cumprimento desta vontade da maioria.

Mas a GPL vai contra esta vontade. O que fazemos se a maioria não quer liberar os fontes e a licença nos obriga a liberar?

A alteração da licença é, antes de mais nada, a tentativa da coordenação de se respaldar e tentar fazer valer a vontade da maioria.

A atual enquete se presta a validar esta vontade e como vc disse, se não for perfeito, estaremos evoluindo, seja qual for o resultado!


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#54 Mensagem por paulocarvalho »

Chicão escreveu:Paulo,
Muito boas os seus esclarecimentos!

Gostaria entretanto de ressaltar um ponto fundamental:

O TS não é um software e sim uma "obra". Software São o Mapsource ou o Trackmaker, que os usuários utilizam para "ler" a nossa obra. Fazendo uma analogia, os mapas São como um e-book ou um documento qualquer que necessita do software Word para ser lido.

Exatamente por isso, uma licença de software livre, como a GPL, não é adequada para proteger os direitos autorais de uma obra como os mapas do TS.
Boa colocação, Chicão. Entretanto, o TS possui códigos-fonte e produtos compilados. Estes últimos São distribuídos. Poderíamos equiparar o TS ao Java, com seus códigos-fonte .java e suas classes .class que necessitam de um software (a JVM) para executar. Aliás existem poucos softwares que realmente dispensam outros softwares para executar. Mas isso é uma discussão técnica muito enfadonha. Vamos deixar isso de lado.

Podemos ver os mapas do TS como o segmento de dados de um software. O segmentos de códigos seriam os softwares que mostram os mapas (firmware do GPS, TrackMaker, MapSource, etc.). Mas isso é uma interpretação minha. Mesmo pensando de outra forma, creio que GPL, Creative Commons, copyleft, et cetera, ainda São adequados para regulamentar o uso e a distribuição do TS, mesmo que este não seja um software per se, sendo apenas arquivos de entrada.



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#55 Mensagem por paulocarvalho »

lauria escreveu:Meus caros,

Mais por curiosidade: e se alguém desrespeitar a licença, seja a atual ou a outra, o que pode ser feito? Entra-se na Justiça? Quem entra? Existe representante legal do Projeto? não é preciso algum tipo de registro?

[]s,
Mande uma carta registrada para você mesmo e não abra. Em caso de ação judicial, paça para o juiz abri-la e inspecionar o conteúdo para provar que você é o autor do software em questão. A carta registrada nos Correios e fechada prova perante a justiça que você criou o objeto pelo menos antes da data de envio da carta.

O registro só é necessário em caso de fazer transações com a obra, tipo transferir os direitos autorais. Mas para efeito de prova de autoria, o método da carta registrada basta e é deveras mais barato.



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#56 Mensagem por Chicão »

paulocarvalho escreveu: Boa colocação, Chicão. Entretanto, o TS possui códigos-fonte e produtos compilados. Estes últimos São distribuídos. Poderíamos equiparar o TS ao Java, com seus códigos-fonte .java e suas classes .class que necessitam de um software (a JVM) para executar. Aliás existem poucos softwares que realmente dispensam outros softwares para executar. Mas isso é uma discussão técnica muito enfadonha. Vamos deixar isso de lado.

Podemos ver os mapas do TS como o segmento de dados de um software. O segmentos de códigos seriam os softwares que mostram os mapas (firmware do GPS, TrackMaker, MapSource, etc.). Mas isso é uma interpretação minha. Mesmo pensando de outra forma, creio que GPL, Creative Commons, copyleft, et cetera, ainda São adequados para regulamentar o uso e a distribuição do TS, mesmo que este não seja um software per se, sendo apenas arquivos de entrada.
Paulo, como temos visto nesta discussão no Fórum, existem várias interpretações possíveis para a caracterização do projeto, bem como para a aplicabilidade desta ou outra licença. Toda esta discussão tem sido muito proveitosa para todos nós por trazer tantos esclarecimentos.

Mas com tudo isso, na minha opinião, o que realmente pesa nesta decisão é a questão da proteção ou liberação dos fontes.

Neste ponto, tenho opinião formada:
- Como Desenvolvedor tenho o compromisso moral de proteger os dados de meus colaboradores;
- Como Compilador, tenho o dever de proteger os dados do projeto, em função das regras atuais que foram vontade da maioria;
- Como Colaborador e usuário do projeto, sou de opinião que devemos proteger nossos dados do uso comercial não autorizado;

Por isso, sou favorável à adoção da CC 2.5


Chicão
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Haigh
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#57 Mensagem por Haigh »

Do texto da Creative Commons - Atribuição-Uso não-Comercial-não a obras derivadas:
você não poderá exercer nenhum dos direitos acima concedidos a você na Seção 3 de qualquer maneira que seja predominantemente intencionada ou direcionada à obtenção de vantagem comercial ou compensação monetária privada.
É assim e só assim que está definida a restrição de uso comercial. não fala especificamente em venda ou comercialização. Explicitamente diz: "de qualquer maneira" e isto inclui o uso com finalidade comercial.

Ou seja, por esta definição será proibido:

Usar o tracksource num GPS no seu Taxi
Usar o tracksource para GTM para rastrear frotas
Usar o tracksource num GPS de caminhão de entrega
Usar o tracksource se você for entregador de pizza
Usar o tracksource em qualquer atividade profissional

Te parece absurdo? Me parece absurdo! Mas esta é a licença que está sendo proposta. Propor e iniciar uma votação sem a devida análise e discussão dá nisso.....

Livrem-se do preconceito (idéias pré-concebidas) e pensem sobre o que está sendo proposto. Nunca é tarde para rever suas idéias e seu voto. O futuro do projeto está sendo construído. Participe!

Abraços cada vez mais convictos
Robert


Robert Haigh

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casaretto
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#58 Mensagem por casaretto »

Robert

Citação:
Haigh escreveu: Ou seja, por esta definição será proibido:

Usar o tracksource num GPS no seu Taxi
Usar o tracksource para GTM para rastrear frotas
Usar o tracksource num GPS de caminhão de entrega
Usar o tracksource se você for entregador de pizza
Usar o tracksource em qualquer atividade profissional
Acho que voce foi longe demais.

Ninguém vai aumentar o preço da pizza porque usa um GPS com os mapas do Tracksource.

A vantagem comercial a que se refere a licensa, referem-se taõ somente à atividades diretamente liadas à comercialização do produto, tais como a venda de nossos mapas, venda de produto casado, etc.

O uso dos mapas seja em atividades profissionais como para uso amador, sempre estará liberado e poderá ser feito com é hoje.

O que está proibido é que seja obtido lucro, comercializando o esforço comunitário e voluntarios seu e dos demais desenvolvedores.

Desculpe, mas está parecendo que argumentos sérios estão se esgotando.


Paulo


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Não respondo mensagens privadas.

Alex Rodrigues
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Contato:

#59 Mensagem por Alex Rodrigues »

O que responder para um colaborador que gastou tempo, combustível, e dedicação em coletar manualmente POIs e tracklogs para colaborar com o grupo, quando vê que seu trabalho está sendo usado por pessoas que estão obtendo lucro com isso de forma direta, agregando valor ao seu produto? Pode ser que alguns não achem ruim? Sim. Pode ser alguns até incentivem? Sim. E o que responder aos que não concordam com isso? Perderíamos credibilidade e consequentemente, colaboradores que é o que movimenta o projeto. Sem os colaboradores nada disso existiria. Na verdade vejo 3 "objetos" fundamentais para o sucesso do TrackSource. Os colaboradores, que coletam as informações, os desenvolvedores que organizam e formatam a matéria prima e a equipe da coordenação, que pega mensalmente esque grande quebra-cabeça, formata, tira erros, limpa, compila e disponibiliza de volta para todos. É assim que funciona e é assim que irá sempre fucnionar. não estamos mudando isso. Só estamos acertando a licença que de fato estamos usando.

Ainda há muito mais o que melhorar? Sim, claro! E este processo agora é o primeiro deles. Ótimas novidades estão por vir, principalmente com mapas roteáveis.

não entendo o motivo de aparecer justo agora, depois de anos de trabalho do grupo, pessoas que não pensam junto com a coletividade, que tem objetivos comuns...

Abraços,
Alex Rodrigues
Coordenador



mjmcosta
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O que dizer aos colaboradores?

#60 Mensagem por mjmcosta »

Alex,

O Tracksource existe, conforme a explicação do próprio site: a¢â‚¬Å“porque os mapas fornecidos pela Garmin, no Brasil, São de baixa qualidade. não têm detalhes internos das cidades, somente uma parte das rodovias federais e estaduais aparece nos mesmos, e há muitos problemas de precisão nos traçados e posicionamento”. Eu acrescentaria uma outra razão, não declinada no site, mas que julgo de consenso: O elevado preço dos mapas da Garmin.

Postas essas duas premissas, me parece que o objetivo comum de todos no Tracksource é a obtenção de mapas de qualidade, precisão e baixo custo. Me refiro a baixo custo e não a mapas gratuitos, porque da análise dessas premissas me deparo com a conclusão lógica de que o Projeto não teria sentido caso existissem mapas de boa qualidade e a preços acessíveis. não tenho procuração para falar em nome de ninguém, mas tenho a impressão que muitos, eu pelo menos, ficariam desestimulados de trabalhar tanto para chegar a resultado análogo ao de fácil obtenção no mercado e em condições razoáveis.

Se essas premissas São verdadeiras, embora eu só possa falar por mim, acho que todos os que gastaram tempo, combustível e dedicação, o fizeram de uma forma completamente desinteressada, pelo menos comigo foi sempre assim. Qualquer um que tivesse outra intenção faria os mapas para uso individual ao invés de disponibilizá-lo ao grupo. Ouso dizer que quem colaborou desinteressadamente foi tão altruísta que assumiu o risco de que esse trabalho viesse um dia a se perder ou transformar-se numa iniciativa comercial.

não tenho dúvida de que se uma grande empresa se apoderasse do trabalho do Tracksource e lançasse como seu um produto baseado no Tracksource, seria muito difícil provar judicialmente a cópia, mesmo com carta registrada e auto-endereçada, já que seria impossível incluir nessa carta todos os elementos de prova para um processo como esse, que não chega a ser tão simples assim.

Por outro lado, os que contribuíram altruisticamente sequer estão a salvo do risco representado pelos próprios coordenadores do projeto. Embora não haja qualquer motivo para lançar suspeita sobre ninguém, muito pelo contrário, o que é fato é que as coisas mudam. Assim como as juras de amor, que Também São insuspeitas, mas que só São eternas enquanto duram, como já dizia o poeta. Essa realidade somente seria diferente se o grupo tivesse personalidade jurídica para defender judicialmente os seus direitos autorais e possuísse um estatuto que garantisse a não comerciabilidade dos mapas.

Como a proposta de constituição de uma pessoa jurídica foi derrotada com ampla maioria e alguma paixão, jamais voltando à baila, me parece, eu pelo menos penso assim, que aqueles que gastaram tempo, combustível e dedicação se sentirão muito mais confortáveis em saber que o seu trabalho é de uso LIVRE, IRRESTRITO E GRATUITO e que não se está fazendo nenhuma reserva de direitos comerciais para uso futuro.

Por fim, quanto ao a¢â‚¬Å“pensar junto com a coletividade”, acho que Também isso deve ser livre. Quando alguém quiser impor ao Grupo um modo comum de pensar ele e todos os seu propósitos altruístas terão morrido. então, já não valerá a pena contribuir com o Projeto.

Abs.

Marcelo Costa



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Haigh
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#61 Mensagem por Haigh »

casaretto escreveu:Robert
Acho que voce foi longe demais.

Ninguém vai aumentar o preço da pizza porque usa um GPS com os mapas do Tracksource.

A vantagem comercial a que se refere a licensa, referem-se taõ somente à atividades diretamente liadas à comercialização do produto, tais como a venda de nossos mapas, venda de produto casado, etc.

O uso dos mapas seja em atividades profissionais como para uso amador, sempre estará liberado e poderá ser feito com é hoje.

O que está proibido é que seja obtido lucro, comercializando o esforço comunitário e voluntarios seu e dos demais desenvolvedores.

Desculpe, mas está parecendo que argumentos sérios estão se esgotando.


Paulo
Paulo,
Todos os argumentos que estou usando São sérios. Sei que parece absurdo proibir o uso dos mapas em atividade comercial. Sei que a intenção de vocês não é essa e é impedir a venda dos mapas. O que estou dizendo é que a licença escolhida é errada e veta sim o uso em atividade comercial. Esqueça a idéia que já tem na cabeça e leia o texto do documento com atenção. Na dúvida consulte um advogado. O texto claramente proíbe o uso em situação comercial.

Em nenhum momento zombei da argumentação alheia. Acho desrespeitoso partirmos para este nível de discussão.

abração
Robert


Robert Haigh

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Igor
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#62 Mensagem por Igor »

Prezado Robert e demais interessados no assunto,

Em minha última msg sobre este assunto, solicitei um curto esclarecimento
sobre as diferenças entre os dois tipos de licenças.

Entre os cerca de 3.000 associados à lista/fórum/projeto, acredito que, eu e
mais ou menos 2.980 outros participantes não entendamos nada sobre os
detalhes deste assunto.

Daí minha pergunta que só veio a receber uma resposta mais elucidativa com
os seus questionamentos.

No meu entendimento (pobre de tecnicalidade) ficamos entre :

a) seguir a a¢â‚¬Å“orientação” do a¢â‚¬Å“conselho” que nos sugere mudar a licença,
mantendo o projeto mais restrito/fechado, mais concentrado (em termos de
informações) nas mãos de alguns poucos a¢â‚¬â€œ o que, de passagem, talvez tenha
sido uma das razões do sucesso até aqui alcançado; ou,

b) deixá-lo mais aberto para usos e desenvolvimentos futuros.

Cada uma das alternativas, me parece, traze alguns riscos :

a) na primeira, quem garante que, no futuro um ou mais dos participantes
do a¢â‚¬Å“conselho” não se arvore(m) a¢â‚¬â€œ sob qualquer pretexto - como a¢â‚¬Å“dono(s)a¢â‚¬Â do
que foi até então desenvolvido ? Quantos sistemas a¢â‚¬Å“freeware” já vimos que,
de repente, se transformam em produtos comerciais, depois de terem sido
amplamente modificados pela interação com seus usuários ? Pode ser que eu
esteja falando de coisas diferentes, mas como já escrevi, sou um entre uma
maioria de leigos no assunto mas que, por isto mesmo, pode considerar (mesmo
que indevidamente e até que seja esclarecido) tal risco.

b) Na segunda, argumentos já amplamente discutido por aqui, temos os
riscos de interferência da Garmin, utilização comercial e indevida do
projeto por terceiros, etc.

Esta vai ser uma votação difícil, por ser de assunto de difícil compreensão
pelos votantes. Igual aquela da diretoria da empresa em que assuntos
complicados eram resolvidos em 15 segundos, mas quando se tratava de
resolver onde localizar o bebedouro, tomavam-se horas para resolve a questão
!!!

Abraços,

Murilo Galvão
Olá Murilo!

Gostei do teu e-mail, ele me fez perceber mais um bom motivo para
adotarmos a Creative Commons da forma proposta:

Se a coordenação resolvesse fazer isso, de 'fechar tudo' e fazer um
produto comercial, coisa que podes contar que não ocorrerá já que todos
São pessoas idôneas e totalmente favoráveis a manutenção da gratuidade
dos conjuntos de mapas, seria muito mais fácil de fazer com a atual GPL.

A GPL PERMITE que se use os dados de forma a obter lucro direto sobre
eles. Bastaria dar uma mexidinha em uma e outra coisa e sair por aí
vendendo em absoluta conformidade com a GPL!

já a Creative Commons não permite isso.

Perceba então que é com a adoção da Creative Commons que fica sim mais fácil de nos protegermos inclusive de nós mesmos (embora desnecessário).


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rovane
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#63 Mensagem por rovane »

Bom, Após ler os comentários, posto minhas observações.

Concordo com o Haigh em pensar grande, porém não podemos querer num passo estar tudo 100% ajustado.

Temos que estar bem cientes que vários parceiros (em geral prefeituras e Departamentos de Estradas) só aceitaram diposnibilizar os dados vetoriais porque as fontes não seriam públicas.
No TS disponibilizamos INFORMAÇÕES e não DADOS.
Se optarmos por uma licença que obrigue a publicação de informações terei que IMEDIATAMENTE tirar do ar os mapas de São José/SC e retornarmos a uma Versão bem mais pobre do TE SC, pois em ambos assinei um termo de responsabilidade que não publicaria DADOS e sim as INFORMAÇÕES. Creio que existem vários casos como este... Portanto a GPL está fora de cogitação.

não que eu seja contra a publicação de dados, mas os parceiros fizeram esta imposição. Um exemplo é a Prefeitura de Florianópolis que simplesmente NÃO cedeu os dados!!! Eles não acreditaram que os dados estariam protegidos... O que existe de Florianópolis é fruto de muito arranhão meu e do Felipe Castanho.

Creio que com o lançamento recente do Google Earth (sim, é um bebê se comparado com o TS), muitas cabeças irão mudar e com isso tudo ficará mais fácil e colaborativo como preconiza a GPL. para se ter uma idéia, o IBGE disponibilizou os mapas em meio digital e vetorial somente há 2 anos... Antes era proibido e eram tratadas como finormações sigilosas...
O GE foi um tapa com luva de pelica em muitos órgão públicos...

Temos que avançar passo a passo sem atravessar acordos feitos particulares (pois o TS é virtual) que com certeza iriam dificultar a base de informações hoje. E no futuro? repensaremos, pois a realidade poderá ser outra...

Sou favorável à CC 2.5



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Chicão
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#64 Mensagem por Chicão »

Rovane,

Concordo inteiramente com suas observações.
Sempre inibimos o acesso aos fontes e sempre alardeamos isso para todos, tanto nos contatos com prefeituras e órgãos públicos, como Também nos contatos com os demais colaboradores.
É por isso que já disse que, "como Desenvolvedor, tenho o compromisso moral com os colaboradores de proteger os dados".
A adoção da CC-2.5 só vem formalizar uma coisa que já fazemos a tempos....


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Haigh
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#65 Mensagem por Haigh »

Prezado Robert e demais interessados no assunto,

Em minha última msg sobre este assunto, solicitei um curto esclarecimento sobre as diferenças entre os dois tipos de licenças.

...

Abraços,
Murilo Galvão
Murilo,

As características técnicas básicas das duas licenças São:

Ambas garantem o direito de uso, cópia e distribuição gratuita dos mapas desde que se cite a fonte sempre

A CC 2.5 Atribuição - não ao uso comercial - não a obras derivadas:
- Permite só o uso, cópia e distribuição "as is" sem alterações ou modificações.
- Como o nome diz, proíbe a construção de obras derivadas. Ou seja, é proibido fazer um mapa melhor ou alterar a forma dos arquivos para uso em outro software ou equipamento a não ser que isto seja feito e publicado pelo projeto.
- Proíbe o uso com finalidade comercial. Ou seja, é proibido lucrar com os mapas de qualquer forma. Seja vendendo, seja incluindo num navegador veicular, seja usando para sua frota de onibus, seja no seu taxi. Uso comrecial está fora.

A GPL:
- Permite que qualquer um faça melhorias e publique uma Versão alterada desde que mencione a fonte, mencione que alterou, e libere a nova Versão sob a GPL, ou seja, livre para ser usada, copiada, e distribuida gratuitamente. Toda melhoria que derivar dos mapas tem que ser continuamente distribuida gratuitamente.
- Permite o uso comercial. Isto não significa que podem vender os mapas, até podem mas tem que permitir que as pessoas copiem de graça então não tem muito sentido vender não é. A não restrição ao uso comercial significa que eu posso fazer um site com informações de turismo, com anunciantes pagos, que usa os mapas para o site, como o apontador por exemplo. Para isso vou ter que disponibilizar qualquer melhoria que eu fizer nos mapas, como um cadastro de bares por exemplo, de graça na internet em código fonte aberto. não preciso cadastrar as informações no projeto mas tenho que deixar disponíveis para alguém fazer.

A diferença é o grau de liberdade.
- A GPL é mais flexivel e protege a liberdade e a gratuidade dizendo: você pode fazer o que quiser com os mapas desde que deixe que qualquer um faça o que quiser com aquilo que você construir a partir dos mapas. De graça sempre.

- A CC 2.5 com as restrições impostas protege a liberdade e gratuidade dizendo: Pode copiar e usar a vontade desde que use da forma como eu publiquei e não use para fins comerciais. De graça igual.

Notem que as duas garantem que os mapas serão sempre gratuitos e a GPL ainda garante que os dados derivados dos mapas serão sempre gratuitos, sem proibir que alguém ganhe dinheiro. Dá pra constuir modelos de negócios lucrativos com software gratuito. A Red Hat e a Conectiva fazem isso, se alguém quiser que eu explique a lógica eu explico.

É importante salientar que existem versões da CC 2.5 muito mais brandas, e no meu entender adequadas ao projeto.
A CC 2.5 é uma licença de uso e cópia gratuita à qual pode-se adicionar as seguintes restrições:

- Atribuição - você é obrigado a citar a fonte (incluida em todas as licenças CC)
- não a obras derivadas - Voce distribui como está mas não pode fazer alterações
- não ao uso comercial - você não pode usar com finalidade comercial
- Compartilhamento pela mesma licença - você pode alterar desde que distribua com uma licença idêntica a esta

não a obras derivadas e Compartilhamento pela mesma licença São obviamente incompatíveis mas todas as outras combinações valem.

Eu sou um forte defensor da manutenção da GPL mas a CC 2.5 - Atribuição - Compartilhamento pela mesma licença seria Também adequada. Garante gratuidade e é muito mais flexivel. A diferença entre esta e a GPL é que a GPL explicitamente obriga a distribuição dos GTM e GZ. A CC2.5 não explicita isso apesar de permitir alterações.
Este caso fica assim:
- Com a GPL - todo mundo pode criar alterações e é obrigado a abrir a fonte, incluisve a coordenação do projeto
- Com a CC proposta - ninguém pode criar alterações fora do projeto, nem que tenha acesso aos arquivos fonte
- Com a CC compartilhamento - qualquer um pode criar alterações mas tem que se virar para conseguir os fontes ou copiar na unha os mapas ou quebrar com software mas não tem que liberar os fontes do novo trabalho, apesar dele Também poder ser copiado e alterado. Por isso eu acho ela mais fraca que a GPL

abração
Robert


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Uma questão de suma importância!

#66 Mensagem por erikdias »

não sei se esta questão foi levantada ainda, mas me parece importantíssima abordá-la....

Pelo pouco que li aqui na lista (vez que acompanho somente via POP) me pareceu haver um preocupação enorme quanto aos uso mapas em outros projetos, em especial, o seu uso no GPS da setsound. Parece haver um medo de que tal uso pode inflar a Garmin "a vir em cima" do projeto em busca de "seus" direitos. não sei se isso realmente é preocupação real da lista, mas lendo algumas mensagens senti algo do tipo...

não sou desenvolvedor, não entendo muito como é feito o processo de compilação dos mapas, por isso me perdoem se eu disser bobagem demais...

Mas, do ponto de vista jurídico, me parece estar tudo errado... O IMG é padrão proprietário da Garmin e a mesma possui, indiscutivelmente, direitos sobre ele. E aí é que eu digo que parece estar "tudo" errado. Errado quanto a nova forma de licença a ser adotado. Errado quanto a forma que o tracksource é distribuido hoje....

Digo errado porque "estamos" distribuindo arquivos de formato proprietário da Garmim e o uso comercial destes arquivos de forma direta ou indireta dá o direito da Garmin reivindicar seus direitos contra o projeto por quebra de patentes. Se eu estiver errado, por favor me corrijam, não entendo nada sobre direitos autorais pois não é minha praia. E é por isso que penso que a CC 2.5 é mais uma arma contra nós do que uma garantia.

Entendo que a forma correta de distruibuição seria disponibilizar não os binários, e sim a coisa que a tracksource mais quer proteger: os fontes. Assim, cada pessoa pega o seu fonte, compila e usa da forma que entender (desde que respeitado os limites da GPL). Na minha humilde opinião esta é a única forma que a Garmin não poderia jogar água fria nos planos do tracksource, vez que os fontes não São proprietários de ninguém.

Em tempo, a questão de disponibilizar os fontes invés dos executáveis em nada afeta o andamento de todo o projeto... As contribuições seriam enviadas ao desenvolvedor que as incluiria se elas fossem úteis e estivessem de acordo com os parâmetros do tracksource.



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#67 Mensagem por Haigh »

Bravo Erik,

Acho o raciocínio bom mas baseado em um erro comum de conceito. A Garmin não tem a patente e nem o direito autoral sobre o formato IMG. Ela tem o direito autoral sobre os mapas que ela cria e sobre o compilador que ela usa para fazer os IMG dela. Se alguem conseguiu construir outro compilador (mapdekode ou CGPSMapper) que constroem um arquivo num formato equivalente ao IMG e nomeiam este arquivo .IMG não tem nada que a garmin possa fazer. É o caso do StarOffice que lê e grava em formato reconhecido pelo MSOffice da Microsoft.

Nada impede a Garmin de criar um novo padrão de arquivo e trocar os firmwares dos equipos dela (duvido muito) mas o IMG não é e nunca foi de ninguém. Formato proprietário significa que é um formato que eu não te conto como é mas não um formato que você não pode copiar. Isto não existe.

Achar que a Garmin vai se incomodar porque a Stetsom ou qualquer outro está usando arquivos padrão IMG gerados pelo tracksource é pura teoria da conspiração. O Mapdekode e o CGPSMapper São amplamente usados para gerar mapas de uso aberto e comercial pelo mundo todo. A Stetsom usa uma Versão do PocketMV que é um software de GPS que lê arquivos IMG Garmin. A PocketMV sim deixa a Garmin de cabelo em pé porque abre espaço para fabricar equipos sem ter que investir em mapas mas mesmo assim não há nada que eles possam fazer.

Acho o seu ponto bom no sentido que ele mostra o quanto o nosso projeto, sem quer dar vantagem comercial para ninguém, sem vinculo com empresa nenhuma, é altamente ligado à Garmin. Sei que por uma questão técnica incial de viabilidade, que levou a um viés de recomendação de equipamentos, que levou a uma concentração de desinteressados em outras marcas ficamos na Garmin mas acho tudo isso perigoso e limitado.

Acho ficar preso a Garmin um erro
Acho ficar preso a GPS um erro
Acho ficar preso a usos que o próprio projeto desenvolva um erro
Tem muito mais poder nestes mapas do que o nosso uso em GPS mas por algum motivo me parece que temos medo de perder o controle então ficamos com o que conseguimos fazer, TE, TM, TRR, TRU.
Só precisamos ter controle daquilo que publicamos, deixem o resto florescer por favor. Lembrem-se dos sonhos que tinham quando começaram.
Manter a GPL permite que estes usos florescam.


Robert Haigh

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#68 Mensagem por Chicão »

Erik,

A preocupação com a Garmin sempre foi um fantasma que assombra o projeto.

Particularmente, acredito que ela não está nem um pouco preocupada com os nossos mapas. Afinal, os mapas a ajudam a vender o GPS.

Espalhados pelo mundo, existem diversos projetos como o nosso, alguns até com objetivos claramente comerciais e se ela desejasse impedir isso, já teria feito a muito tempo.

não custa nada lembrar Também, que não temos nenhum ganho comercial com eles e que os img São distribuidos livre e gratuitamente, para serem utilizados no software e no aparelho da Garmin.

Inclusive, se ela fosse agir contra, seria muito mais eficaz se atacasse o Mapcenter, o Cgpsmapper ou o Mapdekode. Estes sim, São os softwares que geram o img e que estariam de alguma forma utilizando os códigos da Garmin.

Agora, se começarem a vender aparelhos de GPS "ching-ling" baratos que utilizem no seu software interno os códigos da Garmin para ler e interpretar os img, isso pode atrapalhar suas vendas de GPS e aí, a história pode mudar.

Os aparelhos que estão entrando no mercado, podem ser carregados com qualquer mapa Garmin! Porque eles não anunciam isso? Eles só anunciam que usam os mapas do Tracksource, ou mapas recompilados por eles mas derivados do tracksource!!! Se vcs ainda não perceberam, estão nos jogando na fogueira para se proteger!!!

O veto às obras derivadas e ao uso comercial tem como um dos objetivos, tentar nos proteger.....


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#69 Mensagem por erikdias »

Chicão,

Obrigado por sua resposta...
Só não consegui entender a sua fala "O veto às obras derivadas e ao uso comercial tem como um dos objetivos, tentar nos proteger....."
então pergunto, proteger? Proteger do que exatamente? E se proteger é um dos objetivos, quais seriam os outros? A verdade é que não vi vantagem alguma da CC 2.5. A forma atual de desenvolvimento tem funcionado e muito bem sob a forma do GPL.

Eu compreendo perfeitamente o incômodo que algumas pessoas sentem em ter gasto gasolina e tempo "desenhando" seus mapas e ver seus mapas sendo utilizados comercialmente... Mas, apesar de compreender, acho que não justifica a iniciativa de fechar o acesso aos fontes. Sou daqueles que acredita (talvez erroneamente, mas isso só o tempo poderá dizer) que é saudável ver GPS utilizando os mapas do tracksource. Significa que nossos mapas São tão bom ou melhores que os que estão por aí... Significa Também que vamos disseminar mais o uso e o "conhecimento" do GPS. Vale lembrar que a maioria da população sequer sabe o que significa GPS. E a que sabe, em grande maioria, sequer tem condições de comprar um. É um fato. E por isso acredito que a idéia é disseminar e não restringir...

Minha preocupação é que com a nova licença (apesar de que não acreditar que nenhum desenvolvedor irá debandar do projeto) tenhamos o tracksource e os "projetos derivados", quando poderíamos ter um tracksource andando a todo vapor. Digo projetos derivados, porque nada impede o interessado de utilizar os mapas já disponíveis em GPL para continuar a desenvolver por conta própria...



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#70 Mensagem por Chicão »

Erik,

Na minha fala, me referi a nos proteger de empresas que estão praticando o que havia escrito no parágrafo anterior que transcrevo:
Chicão escreveu:Os aparelhos que estão entrando no mercado, podem ser carregados com qualquer mapa Garmin! Porque eles não anunciam isso? Eles só anunciam que usam os mapas do Tracksource, ou mapas recompilados por eles mas derivados do tracksource!!! Se vcs ainda não perceberam, estão nos jogando na fogueira para se proteger!!!

O veto às obras derivadas e ao uso comercial tem como um dos objetivos, tentar nos proteger.....
As demais vantagens da adoção da CC-2.5 , na minha opinião, já explicitei claramente nas mensagens que postei no fórum, mas a principal delas, acredito ser a de adequar a licença ao que já é praticado no projeto.

Quando vc diz "A forma atual de desenvolvimento tem funcionado e muito bem sob a forma do GPL" não leva em conta que não a estamos cumprindo. Por vontade do grupo, os gz nunca foram liberados. Em acordos com prefeituras, isso foi prometido. Utilizar a CC é simplesmente formalizar o que sempre praticamos e, repito, por vontade da maioria.

Compartilho com vc da satisfação em ver os GPS funcionando com nossos mapas e Também da preocupação com a possibilidade de ver nascer projetos paralelos. Mas hoje, acredito que vamos conseguir isso é a partir da organização do projeto e da adoção da CC-2.5


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#71 Mensagem por Igor »

Erik:

A decisão de não liberar os arquivos GZ existe a mais de três anos dentro do projeto e talvez por isso o pessoal mais novo não tenha conhecimento.

Um dos motivos da alteração, além dos já citados, é a adequação da licença a essa decisão.


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#72 Mensagem por nqnnospam »

Pessoal,

Esta havendo uma confusão, parte dela culpa minha.

A GPL não permite uso comercial direto dos mapas, mas ela permite algumas situações interessantes:

1) Permite que alguém cobre para redistribuir o mapa (em CD, em cartão de memória, etc.). Em virtude da reação das pessoas aos episódios no Mercado Livre, suponho que a maioria não concorda com isso. Eu não concordo, pelo menos.


2) Se uma pessoa (física ou jurídica), acrescentar dados novos aos nossos mapas e distribuí-los da mesma forma que fazemos, então deve distribuir os fontes.

3) Contudo, dada a natureza do Tracksource, uma empresa fictícia com acesso aos nossos arquivos .gtm/.gz pode usá-los para produzir mapas "compilados" num outro formato qualquer, vizualizáveis somente com um programa qualquer produzido pela empresa (para uso em algum dispositivo qualquer, como um PND, celular java, etc.).

Como o programa de compilação utilizado pela empresa não deriva dos nossos mapas, a empresa não é obrigada a fornecer o fonte desse programa.

No final, estes mapas produzidos pela empresa fictícia, ela poderia vender, sem violar a licença GPL, e veríamos a tal empresa fictícia lucrar sobre nossos mapas, e sem contribuir em nada para a melhoria dos mesmos.


Dentro da nova licença proposta, todas estas situações seriam evitadas.


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nqnnospam
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Re: Regime de domínio público

#73 Mensagem por nqnnospam »

mjmcosta escreveu:Sérgio,

Eu não cogito de disponibilizar os arquivos GZ/GTM. Aliás, na minha interpretação os IMG que já São disponibilizados São os próprios fontes do Projeto. não vejo qualquer incompatibilidade com a licença GPL.
Marcelo, eu concordo com você, mas dada a natureza do Projeto, isto depende da interpretação, por isso um dos motivos para a mudança é evitar esta dúvida.
mjmcosta escreveu: O que eu estou suscitando é que a intenção do GRUPO sempre foi a produção de mapas LIVRES e GRÁTIS e o que melhor se adequa a esse espírito é a distribuição em regime de domínio público. No meu modo de ver essa é a melhor forma de impedir que o trabalho desinteressado de todos venha a ser apropriado por alguém que venha a ser arrogar detentor dos direitos autorais sobre os mapas.

Portanto, como o GRUPO já decidiu que não deseja tornar-se uma associação ou sociedade civil (o que é uma pena), não há qualquer razão plausível para a introdução de uma licença cuja finalidade precípua é a preservação dos direitos econômicos de exclusividade sobre os mapas.
Marcelo, realmente, amarrando a questão da Pessoa jurídica com a da mudança da licença, não muda-se nada. São questões extremamente importantes, e que por isso merecem espaços temporais diferentes para discussão.

Eu acho, contudo, que podemos e devemos dar um passo de que cada vez.
Considerando-se que o Grupo Tracksource não tem a intenção de se constituir em pessoa jurídica, estamos preocupados em assegurar direitos econômicos de exclusividade para uso de quem?
Como eu disse, vamos dar um passo de cada vez. Se amarrarmos as duas coisas, não vamos conseguir nenhuma das duas.


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uirauna
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#74 Mensagem por uirauna »

Bom, tenho uma correção a fazer.
Eu entrei em contato com um pessoal que manja mais da GPL e de licenças e o que foi me explicado é o seguinte:


1. Todas as copias que foram distribuidas sob a GPL CONTINUAM sob a GPL, não sendo afetadas pela troca de licença. Portanto a Stetson pode continuar distribuindo livremente os mapas para o seu GPS baseado na Versão do source que eles tem. Portanto mesmo mudando para a CC, NADA MUDA neste aspecto, já que quem ja obteve o tracksource podera continuar distribuindo-o legalmente sob a GPL.

2. A mudança de licença SÓ PODE SER FEITA PELO AUTOR! Portanto NÃO ADIANTA MAIORIA EM VOTAÇÃO. Dessa forma ou TODOS concordam com a troca de licença ou entao o projeto será dividido em dois, sendo uma parto dos que querem mudar, e portanto sob a CC, mas apenas com a parte que estes contribuiram, e a segunda parte sob a licença GPL, incluindo todo o desenvolvimento do tracksource até agora (pois o mesmo estava sob a GPL).

Ou seja, tudo o que foi contribuido por quem discorda da mudança de licença DEVE SER REMOVIDO DO PROJETO, a não ser que o autor aceite a inclusão.

Ou seja, ESSA VOTAÇÃO NÃO TEM VALIDADE LEGAL! E mesmo se tivesse, seu efeito seria nulo, pois o tracksource ja foi distribuido sob a GPL.




E mais uma coisa, legalmente 'fonte' do projeto é o formato no qual as mudanças São feitas. Portanto a fonte do projeto São os arquivos GZ/GTM, e isso não é interpretação minha, está definido na própria GPL.


------------------------------
Uirauna I. Caetano

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Ruy Lerac
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#75 Mensagem por Ruy Lerac »

Uirauna,

Fiquei fora do fórum uns dias porque estava enrolado com outros problemas.

Antes de ser proposta a alteração da licença Também foram consultados alguns "especialistas".

Tem um aspecto que já foi ressaltado neste fórum, mas parece que não se deu a devida importância: O Projeto TrackSource não é Software e, portanto, não se encaixa na GPL. A mudança visa Também corrigir esta falha antiga.

Quanto às versões anteriores a mudança, se esta occorrer, já que a enquete ainda está em andamento, continuariam a ser analisadas à luz da GPL, no que esta puder ser utilizada no caso em questão.


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mjmcosta
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Formato proprietário

#76 Mensagem por mjmcosta »

Só uns esclarecimentos:

Ninguém tem direito a a¢â‚¬Å“formato proprietário”. A Acrobat desenvolveu um programa que se tornou popular na Internet. São os arquivos com a extensão PDF ou formato PDF. Ninguém tem o direito de modificar ou de copiar o programa da Acrobat, que é protegido pela lei do Software.

Entretanto, uma centena de outras empresas desenvolveu programas similares que Também geram arquivos em formato PDF. Se a Acrobat pudesse obstar essa iniciativa já o teria feito. Idem para Word e Microsoft (formato DOC).

Portanto, a Garmin nada pode fazer contra o Peter Dekode, CGSMapper ou o Tracksource!

A única assombração que a Garmin pode fazer ao Projeto Tracksource é lançar mapas detalhados e baratos do Brasil, o que eu duvido.

O que o Tracksource produz não é SOFTWARE, mas MAPA. O que a lei 9.610/98 GARANTE É O DIREITO AUTORAL SOBRE OS MAPAS.

Essa questão de licença GPL ou Creative Commons 2.5 é um pano de fundo para disfarçar um só fato: A COORDENAÇÃO DO PROJETO ESTÁ PRETENDENDO RESERVAR DIREITOS COMERCIAIS SOBRE OS MAPAS!

Só faria sentido ressalvar esses direitos se o Tracksource fosse ou pretendesse transformar-se em uma pessoa jurídica.

Esse assunto, entretanto, que querem dissociar desse faz de conta que é a discussão da licença, é indissociável, porque se não querem constituir uma pessoa jurídica só há um caminho: Os mapas devem ser de DOMÍNIO PÚBLICO, distribuídos livremente. Só essa solução é capaz de honrar o trabalho desinteressado e desapegado de quem gastou horas com esse projeto.

A propósito, o único software envolvido na distribuição do Tracksource é um freeware responsável pela instalação dos mapas. Esse software somente copia os IMG para o micro do usuário e altera o registro do Windows, para que o Mapsource possa ler o Tracksource como um dos seus conjuntos de mapas.

Abs.


Marcelo Costa



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Ruy Lerac
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Re: Formato proprietário

#77 Mensagem por Ruy Lerac »

mjmcosta escreveu:Só uns esclarecimentos:

A COORDENAÇÃO DO PROJETO ESTÁ PRETENDENDO RESERVAR DIREITOS COMERCIAIS SOBRE OS MAPAS!
não me dediquei tanto a este projeto para depois ter que ler isso.

Estou me retirando do projeto e estarei colocando meus mapas a disposição para quem desejar dar continuidade.


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Alex Rodrigues
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#78 Mensagem por Alex Rodrigues »

Ruy, sua carta de demissão não foi aceita. Sinto muito :)



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#79 Mensagem por Ruy Lerac »

Desculpe, Alex

Mas tudo tem um limite, que é maior para uns e menor para outros.

não tenho estômago para ler acusações como esta. Depois de não sei quantos anos desenvolvendo, ajudando e tirando dúvidas dos colegas e usuários, inclusive dos que fizeram a acusação, ser taxado de fazer parte de uma "conspiração" com o objetivo de "roubar" o trabalho voluntário de centenas de pessoas, com alguns dos quais desenvolvi verdadeira relação de amizade, é muito "pra minha cabeça".


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Re: Formato proprietário

#80 Mensagem por Chicão »

mjmcosta escreveu:Essa questão de licença GPL ou Creative Commons 2.5 é um pano de fundo para disfarçar um só fato: A COORDENAÇÃO DO PROJETO ESTÁ PRETENDENDO RESERVAR DIREITOS COMERCIAIS SOBRE OS MAPAS!
Marcelo,
até agora, embora tenha uma opinião diferente, respeitei e dei toda a atenção a todos que se manifestaram a favor da GPL.
Fico triste, entretanto, ao ver que as diferenças de opinião possam suscitar acusações levianas e infundadas sobre as pessoas que sempre se dedicaram de corpo e alma ao projeto, da forma mais desinteressada possível.
Ao propor a alteração e principalmente a enquete, a coordenação quer, antes de mais nada, reservar os direitos do projeto para o GRUPO.
Estamos dando espaço para que todos se manifestem livremente e para que possamos decidir o que for melhor para o GRUPO.
Repito, é muito triste perceber que existem pessoas, que ao perceberem que seus argumentos não estão convencendo o grupo, passam a utilizar de acusações infundadas que servem apenas para propagar a discórdia em um grupo que até hoje, em função da união, tem obtido resultados tão bons!!!


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#81 Mensagem por Ruy Lerac »

já alterei o banco de dados transferindo os mapas que estavam comigo para os que se manifestaram em pvt. Agradeço as mensagens.


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Re: Formato proprietário

#82 Mensagem por nqnnospam »

mjmcosta escreveu: A COORDENAÇÃO DO PROJETO ESTÁ PRETENDENDO RESERVAR DIREITOS COMERCIAIS SOBRE OS MAPAS!
Marcelo,

Se com essa afirmação você quer dizer que a coordenação pretende vender os mapas, então devo veemente dizer que ELA ESTÁ INCORRETA.

QUE FIQUE ABSOLUTAMENTE CLARO PARA TODOS:

NÃO EXISTE QUALQUER VONTADE, INTENÇÃO, COMPLÔ OU O QUE SEJA, DE QUEM QUER QUE SEJA DA "COORDENAÇÃO", DE VENDER OS MAPAS.

AO CONTRÁRIO, QUEREMOS JUSTAMENTE GARANTIR QUE ELES NÃO SEJAM COMERCIALIZADOS.


Por favor, vamos tomar cuidado com as palavras. A discussão está aberta à quem quiser participar, mas acusações infundadas não tem lugar aqui.


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#83 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu:
1. Todas as copias que foram distribuidas sob a GPL CONTINUAM sob a GPL, não sendo afetadas pela troca de licença. Portanto a Stetson pode continuar distribuindo livremente os mapas para o seu GPS baseado na Versão do source que eles tem. Portanto mesmo mudando para a CC, NADA MUDA neste aspecto, já que quem ja obteve o tracksource podera continuar distribuindo-o legalmente sob a GPL.
Sim, correto, mas isto não é razão para não mudar a licença das novas distribuições.
2. A mudança de licença SÓ PODE SER FEITA PELO AUTOR!
Sim, correto
Portanto NÃO ADIANTA MAIORIA EM VOTAÇÃO. Dessa forma ou TODOS concordam com a troca de licença ou entao o projeto será dividido em dois, sendo uma parto dos que querem mudar, e portanto sob a CC, mas apenas com a parte que estes contribuiram, e a segunda parte sob a licença GPL, incluindo todo o desenvolvimento do tracksource até agora (pois o mesmo estava sob a GPL).
não. você está partindo do pressuposto que os mapas São de cada autor, e isto não procede. Os mapas São do Projeto. Sempre foram. Os desenvolvedores vão, mas os mapas ficam, o Projeto fica. O Projeto é o autor dos mapas.
Ou seja, tudo o que foi contribuido por quem discorda da mudança de licença DEVE SER REMOVIDO DO PROJETO, a não ser que o autor aceite a inclusão.

Ou seja, ESSA VOTAÇÃO NÃO TEM VALIDADE LEGAL! E mesmo se tivesse, seu efeito seria nulo, pois o tracksource ja foi distribuido sob a GPL.
Desculpe, mas, para mim, a resposta é não. A VOTAÇÃO TEM VALIDADE SIM, porque, novamente, o Projeto é o autor dos mapas, e, Também novamente, a mudança de licença vale para as novas distribuições.

Aproveitando, peço a todos para não se exaltarem. Independente das nossas opiniões, tenho certeza que todos querem o melhor para o Projeto.


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Alex Rodrigues
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Re: Formato proprietário

#84 Mensagem por Alex Rodrigues »

mjmcosta escreveu:Só uns esclarecimentos:

Ninguém tem direito a a¢â‚¬Å“formato proprietário”. A Acrobat desenvolveu um programa que se tornou popular na Internet. São os arquivos com a extensão PDF ou formato PDF. Ninguém tem o direito de modificar ou de copiar o programa da Acrobat, que é protegido pela lei do Software.
http://www.estadao.com.br/tecnologia/no ... 25/168.htm



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paulocarvalho
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#85 Mensagem por paulocarvalho »

Chicão escreveu:Paulo, como temos visto nesta discussão no Fórum, existem várias interpretações possíveis para a caracterização do projeto, bem como para a aplicabilidade desta ou outra licença. Toda esta discussão tem sido muito proveitosa para todos nós por trazer tantos esclarecimentos.

Mas com tudo isso, na minha opinião, o que realmente pesa nesta decisão é a questão da proteção ou liberação dos fontes.

Neste ponto, tenho opinião formada:
- Como Desenvolvedor tenho o compromisso moral de proteger os dados de meus colaboradores;
- Como Compilador, tenho o dever de proteger os dados do projeto, em função das regras atuais que foram vontade da maioria;
- Como Colaborador e usuário do projeto, sou de opinião que devemos proteger nossos dados do uso comercial não autorizado;

Por isso, sou favorável à adoção da CC 2.5
Tens razão, Chicão. Essa licença certamente se adequa ao que o TS sempre tem feito desde o início. Entretanto, eu adoto o CC pela criticidade das informações, pois há necessidade de controle das alterações no projeto tendo em vista que os usuários de GPS não corram o risco de obter uma Versão do projeto com mapas inexatos levando a situações de risco pessoal.



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#86 Mensagem por Chicão »

paulocarvalho escreveu:Tens razão, Chicão. Essa licença certamente se adequa ao que o TS sempre tem feito desde o início. Entretanto, eu adoto o CC pela criticidade das informações, pois há necessidade de controle das alterações no projeto tendo em vista que os usuários de GPS não corram o risco de obter uma Versão do projeto com mapas inexatos levando a situações de risco pessoal.
Paulo,

Sim, o TS hoje tem credibilidade, fruto de anos de trabalho de todo o grupo. Apenas como exemplo, tem empresa por aí que alegando facilitar para o usuário leigo, sobrepos os dados do TE e TM criando um arquivo único. Os dados ficam sobrepostos, duplicados e com resolução diferente, causando confusão para o usuário e com um aspecto horrível. Isto, aliado ao fato de que citam a fonte, prejudica a imagem do TS.


Chicão
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Alex Rodrigues
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#87 Mensagem por Alex Rodrigues »

E o pior disso é que São pessoas que mal entradam no fórum, nunca foram muito de colaborar com o Projeto agora estão preocupadas em que o "filão" delas acabe. Depois de todo o trabalho de anos, muita dedicação, algumas empresas e pessoas com interesses escusos querem pegar todo o trabalho mastigado....
Por isso que sempre paguei a hospedagem dos sites do meu bolso e com a ajuda dos patrocinadores (http://www.fera.net , http://www.geostudio.com.br, http://www.geobusca.net, http://www.meuprimeirogps.com.br), pois tinha certeza que quando tivesse interesse comercial por parte de algumas pessoas, o projeto iria cambalear. O sucesso do projeto se dá pelo fato de nunca ter havido qualquer cobrança de ninguém, nem dos colaboradores, dos compiladores, desenvolvedores, minha, etc... E sempre será assim.
Editado pela última vez por Alex Rodrigues em 26 Fev 2007, 14:33, em um total de 1 vez.



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Haigh
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#88 Mensagem por Haigh »

Gostaria de deixar claro a todos que, apesar de não concordar com a mudança da GPL para a CC e de Também não concordar com a forma como foi conduzido o processo de enquete (vide primeiro post) em nenhum momento acreditei ou sequer sugeri que alguém estivesse agindo de má fé ou em interesse próprio.

Louvo o esforço coletivo de todos que trouxeram este projeto até aqui, em especial ao pessoal da coordenação, que dedica horas do próprio tempo a uma causa que é de todos nós.

Repudio veementemente qualquer ataque pessoal ou sugestão de má conduta sem embasamento. Acredito que o Marcelo Costa errou na sua colocação e, em nome de todos que como eu ficaram incomodados, peço desculpas ao Ruy e a todos que se sentiram atacados.

Esta não é a forma de conduzir uma discussão saudável a respeito de pontos de vista divergentes.

Ruy. Se você efetivamente levar adiante seu desligamento do projeto será uma perda irreparável. Peço que reconsidere. Simplesmente não vale a pena.

Mais uma vez entristecido pela falta de capacidade de diálogo civilizado das pessoas
Robert


Robert Haigh

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Chicão
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#89 Mensagem por Chicão »

Haigh escreveu:Gostaria de deixar claro a todos que, apesar de não concordar com a mudança da GPL para a CC e de Também não concordar com a forma como foi conduzido o processo de enquete (vide primeiro post) em nenhum momento acreditei ou sequer sugeri que alguém estivesse agindo de má fé ou em interesse próprio.

Louvo o esforço coletivo de todos que trouxeram este projeto até aqui, em especial ao pessoal da coordenação, que dedica horas do próprio tempo a uma causa que é de todos nós.

Repudio veementemente qualquer ataque pessoal ou sugestão de má conduta sem embasamento. Acredito que o Marcelo Costa errou na sua colocação e, em nome de todos que como eu ficaram incomodados, peço desculpas ao Ruy e a todos que se sentiram atacados.

Esta não é a forma de conduzir uma discussão saudável a respeito de pontos de vista divergentes.

Ruy. Se você efetivamente levar adiante seu desligamento do projeto será uma perda irreparável. Peço que reconsidere. Simplesmente não vale a pena.

Mais uma vez entristecido pela falta de capacidade de diálogo civilizado das pessoas
Robert
Robert,

É isso aí! Temos que saber conviver respeitosamente com as opiniões contrárias.
É assim, com atitudes como as suas que o dialogo pode nos levar a um ponto melhor e se possível de consenso.


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lucato
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#90 Mensagem por lucato »

Marcelo, contenha seu ímpeto conspiracionista e limite-se a acompanhar CALADO a discussão, caso não tenha como contribuir com ela.

Pessoal, sou um tímido colaborador e o faço com o desenvolvimento de dois municípios, por enquanto.
Depois de tudo isso colocado, não tenho como não concordar com a implementação da CC.
A GPL claramente não contempla a proposta inicial do projeto e por isso deve ser abandonada, mas um dos principais motivos foi o citado pelo rovane: Muitos de nós assumiu um compromisso com órgãos públicos de que os dados não seriam disponibilizados. Isso é sério demais e não pode ser ignorado. É crime de prestação de falsa declaração o que se está cometendo enquanto vigora a GPL. não vejo como continuar com ela.
A constituição de uma pessoa jurídica, com estatuto e tudo o mais Também imagino que traria somente benefícios ao projeto, mas não é o momento disso ainda.
parabéns aos coordenadores pelo trabalho.

Ruy, engrosso o clamor pela sua reconsideração. não abandone o projeto em função do que um insensato escreveu. você está valorizando demais uma opinião que é isolada. NINGUÉM aqui acredita que essa intenção macabra tenha passado pela cabeça dos coordenadores.

Abraços a todos.


Lucato

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Nelson A. da Costa
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#91 Mensagem por Nelson A. da Costa »

:cry: Olá pessoal !!

não sou um exper em GPS muito menos na legislação pertinente, porém estou desapontado com o rumo que essa enquete tomou, literalmente perdeu-se o norte e estamos precisando calibrá-la.
Quando descobri o Projeto TS fiquei impressionado com o produto e mais ainda quando pude fazer parte do mesmo através de contribuições e desenvolvendo minha cidade.
Achei magnífico poder colaborar e ver o resultado integrar o Projeto TS.
Precisamos unir forças !!
Ruy reconsidere sua idéia de sair do Projeto.

Abraços a todos !!
Nelson



mjmcosta
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#92 Mensagem por mjmcosta »

A julgar pelas reações enfurecidas eu devo ter sido infeliz no que disse ontem de manhã. a¢â‚¬Å“Nunca é tarde para consertar a mão”. Vou tentar reformular o que eu disse:

1- O Tracksource produz mapas e não software, portanto essas licenças serão sempre impróprias para regular a sua distribuição, somente se aplicando a ele de forma analógica;
2- O Grupo optou por não se transformar em pessoa jurídica, única forma pela qual poderia exercer os direitos sobre a obra coletiva, salvo se ficar entendido que o Grupo tem um organizador (pessoa física) que, nessa qualidade, vai se arvorar a titular dos direitos da obra coletiva (essas hipótese não sou eu quem as avento, mas a lei que regula a matéria);
3- É profundamente CONTRADITÓRIO com a opção de não constituição de uma pessoa jurídica a sugestão de reservar direitos comerciais sobre os mapas;
4- Se o espírito do Grupo é de efetiva liberdade e gratuidade na distribuição dos mapas, a melhor forma de distribuí-los é sob o regime de DOMÍNIO PÚBLICO, situação na qual ninguém (nem o grupo e nem terceiros) pode invocar direitos sobre esses mapas. A principal característica do regime de domínio público é justamente excluir a possibilidade do exercício de direitos sobre o produto, justamente porque o produto pertence à coletividade.
5- A discussão em torno da licença surgiu a partir do momento em que a coordenação entendeu que deveria restringir os direitos comerciais sobre os mapas. E isso não fui eu quem disse, mas ela própria ao propor a Substituição da licença;
6- O que é fato e está implícito na proposta, é que os propósitos iniciais de mapas públicos e gratuitos São efetivamente reformulados e as implicações disso, inclusive jurídicas, no meu modo de ver, devem ficar bem claras para o Grupo.

EU JAMAIS ACUSEI QUEM QUER QUE SEJA. Li um comentário sobre a mensagem que eu postei que atribui a mim a afirmação de má-fé. Eu jamais acusei ninguém da coordenação, nem qualquer outro integrante do Grupo de má-fé, tampouco de desonestidade, muito menos o Ruy, que é uma pessoa extremamente amável, educada, prestativa e que vem colaborando intensamente com o Grupo. Portanto, Ruy, me desculpe, não tive a intenção de ofendê-lo.

Razão tem o colega que disse que eu devo ficar calado. Vou beneficiá-lo com o meu silêncio. Afinal, o silêncio é o pano de fundo dos sons.

Abs.

Marcelo Costa

PS: Alex, MP3 não é um formato proprietário, mas uma técnica de compactação de áudio digital, por isso é possível a discussão sobre a propriedade intelectual da técnica em si e não do formato do arquivo.



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nqnnospam
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#93 Mensagem por nqnnospam »

mjmcosta escreveu:A julgar pelas reações enfurecidas eu devo ter sido infeliz no que disse ontem de manhã. a¢â‚¬Å“Nunca é tarde para consertar a mão”. Vou tentar reformular o que eu disse:

1- O Tracksource produz mapas e não software, portanto essas licenças serão sempre impróprias para regular a sua distribuição, somente se aplicando a ele de forma ógica;
2- O Grupo optou por não se transformar em pessoa jurídica, única forma pela qual poderia exercer os direitos sobre a obra coletiva, salvo se ficar entendido que o Grupo tem um organizador (pessoa física) que, nessa qualidade, vai se arvorar a titular dos direitos da obra coletiva (essas hipótese não sou eu quem as avento, mas a lei que regula a matéria);
3- É profundamente CONTRADITÓRIO com a opção de não constituição de uma pessoa jurídica a sugestão de reservar direitos comerciais sobre os mapas;
4- Se o espírito do Grupo é de efetiva liberdade e gratuidade na distribuição dos mapas, a melhor forma de distribuí-los é sob o regime de DOMÍNIO PÚBLICO, situação na qual ninguém (nem o grupo e nem terceiros) pode invocar direitos sobre esses mapas. A principal característica do regime de domínio público é justamente excluir a possibilidade do exercício de direitos sobre o produto, justamente porque o produto pertence à coletividade.
5- A discussão em torno da licença surgiu a partir do momento em que a coordenação entendeu que deveria restringir os direitos comerciais sobre os mapas. E isso não fui eu quem disse, mas ela própria ao propor a Substituição da licença;
6- O que é fato e está implícito na proposta, é que os propósitos iniciais de mapas públicos e gratuitos São efetivamente reformulados e as implicações disso, inclusive jurídicas, no meu modo de ver, devem ficar bem claras para o Grupo.

EU JAMAIS ACUSEI QUEM QUER QUE SEJA. Li um comentário sobre a mensagem que eu postei que atribui a mim a afirmação de má-fé. Eu jamais acusei ninguém da coordenação, nem qualquer outro integrante do Grupo de má-fé, tampouco de desonestidade, muito menos o Ruy, que é uma pessoa extremamente amável, educada, prestativa e que vem colaborando intensamente com o Grupo. Portanto, Ruy, me desculpe, não tive a intenção de ofendê-lo.

Razão tem o colega que disse que eu devo ficar calado. Vou beneficiá-lo com o meu silêncio. Afinal, o silêncio é o pano de fundo dos sons.

Abs.

Marcelo Costa

PS: Alex, MP3 não é um formato proprietário, mas uma técnica de compactação de áudio digital, por isso é possível a discussão sobre a propriedade intelectual da técnica em si e não do formato do arquivo.
Imaginei mesmo que fosse um mal entendido. Enfim, devemos todos escolher nossas palavras com cuidado.

Sobre a questão do que fazer primeiro, PJ x mudança de licença, o ponto aqui é urgência. Concordo com a necessidade de se criar a PJ, mas isto vai exigir uma discussão longa (que tipo de PJ, estrutura, redação do estatuto, etc.), que, no meu entendimento, levará meses para se concluir.

O mercado de GPS no Brasil está crescendo rapidamente (surgem vários modelos automotivos, produtos para celular, sites, etc.), e só uma questão de tempo até o assédio ao Projeto começar. Urge mudar a licença imediamente e adequar o Projeto a essa nova realidade, para garantir a continuidade da gratuidade dos mapas do Projeto. não acho que colocar os IMGs em dominío público seja uma saída satisfatória.


[]'s Sérgio Barroso
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Haigh
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#94 Mensagem por Haigh »

Sérgio,

Concordo que precisamos começar a discutir a criação de uma entidade jurídica e que isto vai demorar mais tempo e precisrá do envolvimento de várias pessoas.

Entretanto acho e já disse muitas vezes aqui que a mudança de licença em função da crecente pressão do mercado de navegadores e GPS é equivocada.

você mesmo havia feito um "mea culpa" anteriormente quanto ao argumento da gratuidade e acaba de repetí-lo:
Urge mudar a licença imediamente e adequar o Projeto a essa nova realidade, para garantir a continuidade da gratuidade dos mapas do Projeto.
A GPL garante a gratuidade dos mapas tanto quanto a CC. Aliás garante a gratuidade das obras derivadas Também. O que esta sendo feito aqui com a CC é:
- Proibir o uso comercial dos mapas
- Proibir o desenvolvimento de soluçoes, serviços e sistemas derivados dos mapas
- Matar a obrigatoriedade de distribuição dos fontes

Tudo isto erroneamente sob a bandeira de "garantir a continuidade da gratuidade dos mapas"

até aceito o ponto da não obrigatoriedade de distribuição dos fontes apesar de não achar necessário mas discordo veementemente dos dois primeiros. A CC share-alike (sem as restrições de uso comercial e obras derivadas) cumpre exatamente isso.

Enquanto as pessoas estiverem com seus votos orientados por uma linha de argumentação que é distorcida da realidade não estarei confortável. Se a maioria realmente concorda com o que está assinando OK, mas acho que foram levados a assinar algo por impulso e por argumentos equivocados.

Novamente, resultado da falta de um processo tranparente de discussão ANTES da votação.

Quanto ao domínio público, ele realmente não é adequado porque não coloca limite algum no uso dos mapas. não exige que cite a fonte e não exige que seja mantida a gratuidade das obras derivadas. Por isso licenças como a GPL e CC foram criadas, para garantir através de restrições, uma liberdade maior até do que o Domínio Público. É o chamado copyleft, que usa as leis e restrições do copyright para criar um mundo de informações mais livres. São pedaços brilhantes de textos jurídicos.

abração
Robert


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#95 Mensagem por Igor »

Desculpe-me Robert, mas é muito confortável assumir que as opiniões contrárias a tua São distorcidas e incorretas e que quem votou assim o fez por desinformação.

Ninguém favorável a CC está aqui rotulando de desinformado ou de 'ter opinião distorcida' quem votou favorável a manutenção da GPL.

É fácil pregar democracia e depois desmerecer o voto antagônico.


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#96 Mensagem por Haigh »

Igor,

não estou pregando democracia e desmerecendo o voto antagônico. Estou desmerecendo um processo que leva ao voto desinformado ou baseado em informações equivocadas e distoricidas. Vou listar as informações incorretas abaixo.

Todas foram retiradas de posts deste forum e todas sutilmente distorcem o texto das licenças ou dos fundamentos do Tracksource e criam imagens falsas de proteção à continuidade da gratuidade.
Uma das mais importantes destas regras pétreas é a que repele e repudia o uso comercial dos nossos mapas. (Ruy no texto oficial da enquete)
não há em nenhum documento ou manual do projeto este repúdio. não há como chamar isso de regra pétrea então. Pode ser a opinião dos coordenadores e de outros usuários mas não é regra pétrea.
A atual licença do projeto, a GPL, que é apresentada quando da instalação dos mapas no MapSource, não mais está sendo adequada para impedir, ou pelo menos dificultar, que algumas empresas utilizem-se, com objetivos comerciais, dos nossos mapas.(Ruy no texto oficial da enquete)
A GPL não tem e nunca teve o objetivo de "impedir, ou pelo menos dificultar, que algumas empresas utilizem-se, com objetivos comerciais, dos nossos mapas". Justamente porque esta não era uma preocupação explicita do projeto. Gratuidade para os usuários e uso comercial São duas coisas diferentes e a GPL sempre vai garantir a gratuidade.
O objetivo é justamente dificultar o desvirtuamento de um projeto baseado no voluntariado e garantir que os nossos mapas possam continuar a ser distribuidos gratuitamente a todos os interessados (Sergio)

Ao contrário, a nova licença garante que as pessoas vão poder continuar usando gratuitamente os mapas Tracksource nos seus GPSs, PDAs, PCs, notebooks, rastreadores, etc., e que todas as melhorias e novos desenvolvimentos feitos nos mapas vão continuar gratuitos. (Sergio)

...garantimos a longevidade do Tracksource como uma iniciativa gratuita. (Sergio)

A gratuidade é ponto chave aqui. Eu não abro mão disso. Por isso a nova licença. (Sergio)

Urge mudar a licença imediamente e adequar o Projeto a essa nova realidade, para garantir a continuidade da gratuidade dos mapas do Projeto. (Sergio)
Todos estes comentários do Sérgio levam a entender que sem a mudança não garantimos a continuidade da gratuidade. Esta é a argumentação distorcida à qual me referi porque é incorreta. A GPL garante a gratuidade dos mapas e acesso gratuito aos fontes de todas as obras derivadas dos mapas.
A GPL proíbe uso comercial. (Sergio)

Eu não vejo porque o problema com restrição "não ao uso comercial". Para os usuários, não muda nada. (Sergio)

No resto, não muda nada no que hoje já praticamos no TS. (Chicão)

O uso dos mapas seja em atividades profissionais como para uso amador, sempre estará liberado e poderá ser feito com é hoje. (Casaretto)
Estes argumentos todos levam ao entendimento de que não haverá mudança com a nova licença mas isto Também não é correto. Qualquer uso comercial que se faça dos mapas, mesmo em um GPS mas para uso comercial como em frotas, taxi ou delivery é uma violação da nova licença. Sei que este não é o objetivo da coordenação e que é difícil de ser imposto mas é o que diz o texto da licença. não poderá ser usado para fins comerciais.
Se a coordenação resolvesse fazer isso, de 'fechar tudo' e fazer um
produto comercial ...seria muito mais fácil de fazer com a atual GPL. (Igor)
Novamente sugere que a GPL não protege a gratuidade dos mapas. Erro novamente. Com a GPL não é possível 'fechar tudo' porque exige código aberto e exige liberdade de cópia e distribuição e exige que toda obra derivada seja GPL.

Igor,

Estes São os argumentos distorcidos aos quais me referi. São claros erros factuais que levam as pessoas a decisões equivocadas. Infelizmente não foi possível evitar que as pessoas votassem desinformadas porque não houve uma discussão de qualidade ANTES da votação. Quando o debate começou pra valer 85 pessoas já haviam votado, influenciadas pelo e-mail de convocação tendencioso e contendo informações equivocadas.

não São críticas sem fundamento ou acusações levianas das opiniões contrárias às minhas. São críticas reais a um processo que não favorece a democracia. Usar a urna e incluenciar o voto é possivelmente a pior forma de manipulação. Cria uma cara de democracia para dar legitimidade aos interesses de um grupo específico. Por mais que estes interesses sejam os mais bem intensionados do mundo, não é democrático.

A minha crítica ao Sérgio era que, apesar dele mesmo já ter dito "Esta havendo uma confusão, parte dela culpa minha. A GPL não permite uso comercial direto dos mapas..." o último post dele continua propagando equívocos: "Urge mudar a licença imediamente e adequar o Projeto a essa nova realidade, para garantir a continuidade da gratuidade dos mapas do Projeto."

abração
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#97 Mensagem por uirauna »

Bom, duas correçoes:

Primeiro, a GPL NÃO SE APLICA SOMENTE A SOFTWARE. E ponto. Caso queira discutir, leia o site da GPL:
http://www.gnu.org/licenses/gpl-faq.htm ... anSoftware



Segundo, O COPYRIGHT DOS MAPAS NAO PERTENCE AO PROJETO.
Primeiro por que NÃO EXISTE LEGALMENTE O PROJETO.
Segundo por que muitos dos mapas estão sob copyright de terceiros, como prefeituras, empresas, etc.
O copyright dos mapas pertencem aos autores. NÃO EXISTE NO PROJETO NADA DIZENDO QUE TODA CONTRIBUIÇÃO AO PROJETO PERTENCERÁ AO PROJETO e o autor perdera os direitos sobre sua obra.

então eu ainda sou o dono do pedacinho de mapa que eu contribui, e ainda tenho direito sobre ele, assim como todos os outros autores aqui. Caso algum deles não concorde com a mudança e queira que suas contribuiçoes sejam removidas do projeto, ele tem todo direito.


Dessa forma, eu ainda acho que esta votação não tem valor legal.
E como ja deixei claro, mesmo que tenha e mudem a licença, tudo o que foi feito até hoje sob a GPL continua valendo sob a GPL.


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#98 Mensagem por nqnnospam »

Haigh escreveu:
Uma das mais importantes destas regras pétreas é a que repele e repudia o uso comercial dos nossos mapas. (Ruy no texto oficial da enquete)
não há em nenhum documento ou manual do projeto este repúdio. não há como chamar isso de regra pétrea então. Pode ser a opinião dos coordenadores e de outros usuários mas não é regra pétrea.
Se as pessoas não fossem contrárias ao uso comercial, os mapas do Projeto São seriam gratuitos desde o começo.

Se as pessoas não fossem contrárias ao uso comercial, não veríamos uma revolta na lista toda vez que alguém aparece vendendo os mapas do Projeto no Mercado Livre, por exemplo.

Para mim sempre esteve subentendido que todos os mapas do Projeto têm que ser gratuitos e que não deve haver uso comercial dos mesmos. não sei se alguém pensa diferente.

Eu só colaboro com o Projeto porque entendo que não será feito uso comercial dos mapas ou de qualquer produto derivado deles. Se eu tivesse motivo para pensar diferente, não colaboraria.


Haigh escreveu:
A atual licença do projeto, a GPL, que é apresentada quando da instalação dos mapas no MapSource, não mais está sendo adequada para impedir, ou pelo menos dificultar, que algumas empresas utilizem-se, com objetivos comerciais, dos nossos mapas.(Ruy no texto oficial da enquete)
A GPL não tem e nunca teve o objetivo de "impedir, ou pelo menos dificultar, que algumas empresas utilizem-se, com objetivos comerciais, dos nossos mapas". Justamente porque esta não era uma preocupação explicita do projeto. Gratuidade para os usuários e uso comercial São duas coisas diferentes e a GPL sempre vai garantir a gratuidade.
Quando você diz "Justamente porque esta não era uma preocupação explicita do projeto" está apresentando uma interpretação sua. Isto Também não está escrito em lugar algum, e, no meu entender, o histórico do Projeto indica o contrário.

já disse e repito novamente, a GPL não garante gratuidade em todos os casos. E isto não é achismo, nem tentativa de manipular ninguém. É fato.

Tanto é assim que inclusive já apresentei alguns possibilidades de não gratuidade numa mensagem anterior minha. Se quiser posso repetir novamente depois. Tenho uma reunião agora e preciso sair.


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#99 Mensagem por Haigh »

Sérgio,

É justamente a associação de "todos os mapas tem que ser gratuitos" e ser "contrário ao uso comercial" que é equivocada. Uma não implica a outra como você e muitos outros tem sugerido.

Acho que a maioria concorda (e eu Também) que os mapas tem que continuar gratuitos. Nunca discordei disso nem a GPL permite que algum dia eles deixem de ser gratuitos. A GPL GARANTE GRATUIDADE!

Daí a dizer "contrário ao uso comercial" tem mil milhas. O que rechaço é esta associação indevida.
Se alguém quiser garantir a gratuidade e pronto, basta a GPL.
Se quiser garantir gratuidade e proteger os fontes, a CC Share-Alike basta.
Se quiser garantir gratuidade, impedir a construção de outras obras derivadas gratuitas e o uso em situações comerciais ai precisa da CC proposta por vocês. Isto não estava claro e continua sendo misturado em muitos dos seus argumentos.

Quanto à gratuidade: A GPL GARANTE GRATUIDADE em todos os casos pelo simples fato de que ela permite a cópia e distribuição gratuita de qualquer Versão derivada da obra. Imagine no seu caso proposto que uma Magellan (para a qual não temos o compilador) pegue nossos fontes e compile um mapa para seus GPS e venda o CD. O compilador dela realmente não é GPL então ela pode publicar o mapa compilado e os mesmos fontes GZ que ela usou e nunca liberar o compilador. Nunca poderíamos fazer nossso próprio mapa para Magellan mas: Qualquer um poderia legalmente fazer cópias do mapa comprado deles, tornando a venda sem sentido e o mapa virtualmente gratuito. Qualquer melhoria que eles fizessem no mapa, ex: novo município, teria que ser compartilhada na forma de um GZ. Saldo: Continua gratuito e toda contribuição está disponível para o projeto.
Com a nova licença eles não podem usar os nossos mapas e usuários Magellan ficam reféns para sempre de um modelo pago e de baixa qualidade. A nova licença impede as empresas de quererem ajudar e participar a não ser que elas entrem no projeto ou liberem seu compilador para o projeto. Mesmo assim não vão poder distribuir os mapas junto com seus equipamentos por causa da clausula de uso não comercial. É um tiro no pé na possibilidade de colaboração empresarial.

Estamos usando uma cartucheira para dar um tiro que deveria ser de rifle. Queremos garantir a gratuidade e preservar os fontes (alguns de nós) e estamos mandando chumbo em um monte de outras coisas que São potencialmente ótimas para o projeto.

Uirauna,
Excelente o site de FAQ sobre a GPL. Recomendo fortemete como leitura obrigatória para todos os que estão ativos nesta discussão. Esclarece muitos pontos a respeito de como funciona a GPL e outras licenças copyleft.

abração
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#100 Mensagem por nqnnospam »

Robert,
Haigh escreveu:Sérgio,

É justamente a associação de "todos os mapas tem que ser gratuitos" e ser "contrário ao uso comercial" que é equivocada. Uma não implica a outra como você e muitos outros tem sugerido.

Acho que a maioria concorda (e eu Também) que os mapas tem que continuar gratuitos. Nunca discordei disso nem a GPL permite que algum dia eles deixem de ser gratuitos. A GPL GARANTE GRATUIDADE!
Novamente, discordo. A GPL não garante gratuidade em qualquer situação. você não está considerando uma série de fatores.

você está partindo do (equivocado) pressuposto de a tecnologia de visualização dos mapas compilados implica necessariamente no acesso completo aos mapas compilados. Isto não é verdade. Desculpe-me por parafraseá-lo, mas você precisa pensar grande. já há tecnologias por aí onde é difícil falar em mapas compilados.

Quer exemplos? Vamos lá.

você tem PDA? Conhece o MAP24 for mobile? Neste (excelente) software de mapas para PDA, os mapas só estão disponíveis se a pessoa estiver online, conectada à internet. O software de visualização da MAP24, pega "os mapas compilados" do servidor da MAP24 em tempo real. Nada fica gravado no PDA.

Outro exemplo, via celular agora. já ouviu falar do "GPS Me leva"? Pois é, mesmo princípio, outra tecnologia. O programa de visualização em Java (JME?) roda no celular e baixa em tempo real as informações do servidor. Os "mapas compilados" ficam só no servidor da empresa.

Agora, supondo que seja mantida a GPL, uma empresa dessas poderia usar os nossos mapas para montar um sistema como esses acimas, e quem quiser usar estes tais mapas vai ter que pagar (caro). Eles não serão obrigados a fornecer gratuitamente nem o programa de conversão nem o de visualização, e nem terá sentido falar em fornecer os mapas compilados, porque eles não existem.

Mesmo que você argumente que eles seriam obrigados a fornecer os "mapas compilados" que estão nos servidores deles, eles de nada adiantariam ao Projeto, pois sem os programas visualizadores e de conversão, estes mapas seriam inúteis para o Projeto e para os usuários (a não ser que pagássemos por eles).

você percebe a fragilidade da GPL neste ponto? Mais importante, você percebe o porque dessa fragilidade? É muito fácil falar em distribuições de "código fonte derivado" quando se trata de um programa de computador, mas é muito complicado tratar deste conceito quando estamos falando de mapas.

Uma situação como essa seria o fim do Projeto, porque ninguém ia querer continuar fazendo os mapas gratuitamente, para esta ou aquela empresa lucrarem sobre este trabalho gratuito.
Qualquer melhoria que eles fizessem no mapa, ex: novo município, teria que ser compartilhada na forma de um GZ. Saldo: Continua gratuito e toda contribuição está disponível para o projeto.
Agora você parte do pressuposto de que a empresa faria tais melhorias. Porque eles gastariam dinheiro com isso, se teriam o Tracksource trabalhando de graça para eles?
Com a nova licença eles não podem usar os nossos mapas e usuários Magellan ficam reféns para sempre de um modelo pago e de baixa qualidade.
Os usuários Magellan estão "reféns para sempre de um modelo pago e de baixa qualidade" porque querem. As ferramentas de conversão estão disponíveis na rede, e basta eles (usuários Magellan) se organizarem para criar um procedimento de conversão, que o Projeto terá um enorme prazer em implementá-lo.
A nova licença impede as empresas de quererem ajudar e participar a não ser que elas entrem no projeto ou liberem seu compilador para o projeto. Mesmo assim não vão poder distribuir os mapas junto com seus equipamentos por causa da cláusula de uso não comercial. É um tiro no pé na possibilidade de colaboração empresarial.
Sua interpretação está equivocada. Volto a repetir, a nova licença só vai garantir ao Projeto o controle sobre os mapas do Projeto. Se a(s) empresa(s) concordarem com os termos do Projeto (mapas gratuitos para todos usuários), então não haverá nenhum problema.


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#101 Mensagem por uirauna »

Sua interpretação está equivocada. Volto a repetir, a nova licença só vai garantir ao Projeto o controle sobre os mapas do Projeto. Se a(s) empresa(s) concordarem com os termos do Projeto (mapas gratuitos para todos usuários), então não haverá nenhum problema.
Isso não é verdade. Todos que ja receberam o tracksource sob a GPL continuaram com o direito de usar a Versão que receberam, assim como expandi-las, e tudo o mais. Apenas as novas versões do tracksource nao poderam ser utilizadas.
Isso esta especificado bem claramente na GPL.


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#102 Mensagem por Igor »

Obviamente a alteração da licença não será retroativa, isso já foi inclusive comentado diversas vezes neste tópico.


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#103 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu:
Sua interpretação está equivocada. Volto a repetir, a nova licença só vai garantir ao Projeto o controle sobre os mapas do Projeto. Se a(s) empresa(s) concordarem com os termos do Projeto (mapas gratuitos para todos usuários), então não haverá nenhum problema.
Isso não é verdade. Todos que ja receberam o tracksource sob a GPL continuaram com o direito de usar a Versão que receberam, assim como expandi-las, e tudo o mais. Apenas as novas versões do tracksource nao poderam ser utilizadas.
Isso esta especificado bem claramente na GPL.
Sim, obviamente eu estava me referindo aos mapas lançados Após a mudança da licença, caso ela se concretize, Também obviamente.

O que já foi lançado, vai continuar GPL. "Dura lex Sed lex".


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#104 Mensagem por Alex Rodrigues »

uirauna, qual é o seu real interesse comercial nos mapas do TrackSource?

Abraços,
Alex



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#105 Mensagem por Haigh »

Sérgio,

Muito bem colocado agora. Esta é realmente uma condição que permite que uma empresa ofereça um serviço pago, baseado nos mapas, sem que haja contrapartida gratuita. (a não ser as atualizações e melhorias nos mapas).

A questão é, os mapas continuam gratuitos para uso em todas as outras aplicações que envolvam a compilação de um software (maioria) inclusive o tracksource. Resta saber se as pessoas realmente ficariam incomodadas de ver seu trabalho sendo a base de um produto comercial sendo que elas contiuariam a ter acesso gratuito aos mapas na forma como nós os distribuimos e da forma como muitas outras empresas podem distribuí-los. você disse:
Uma situação como essa seria o fim do Projeto, porque ninguém ia querer continuar fazendo os mapas gratuitamente, para esta ou aquela empresa lucrarem sobre este trabalho gratuito.
Para mim não mudaria nada. Eu contribuo para que eu e milhares de outros usuários tenhamos acesso a mapas gratuitos nos GPS que usamos, independente do uso que outros fazem. Achar que seria o fim do projeto é menosprezar o espírito colaborativo de todos os desenvolvedores. É como dizer "eu não vou fazer coleta seletiva porque tem uma empresa lucrando com meu trabalho de separar o lixo reciclável ou eu não vou escrever na wikipedia porque um dia vai ter anuncios lá". Nada disso importa se eu me beneficio de um mundo mais limpo ou de informações gratis na wiki ou dos mapas sempre gratuitos no meu GPS. Se fulano usa os mapas para monitorar sua frota de caminhoes e ganha milhões com transporte de cargas, parabéns. Se ciclano montar um site com informações de turismo de qualidade e que sejam pagas, ótimo. Se as informações adicionais ao mapa forem boas eu pago para usar. Se for só o mapa, uso do tracksource que é de graça. O que acho um erro é matar a possibilidade de ver bons produtos (pagos ou não) nascerem. você há de concordar que só vão vingar no modelo pago serviços que tenham real valor agregado em relação ao mapa puro. Se for pra usar o mapa puro uso no trackmaker ou no GPS ou no geobusca ou em qualquer outro site gratuito que eventualmente vai usar o mapa GPL free. Só vai sobreviver empresa que estiver cobrando por um diferencial. Se o diferencial for colocar o mapa no celular ou online no Palm e isso for por algum motivo muito melhor que usar no GPS como hoje, vai valer o preço. Fazer trabalho voluntário e colocar o trabalho disponível para todos é isso mesmo. Precisa de desapego. não vejo diferença entre alguém que transforma os mapas numa plataforma para celular e alguém que usa para monitora sua frota de caminhões ou radio taxi. não me sinto explorado em nenhum caso. Meu uso no meu carro no meu GPS vai ser sempre gratuito e é esse o motivo de eu contribuir. Quanto usos interessantes aparecerem por ai melhor, mais opções para eu usar. Duvido que o projeto vá conseguir ter braço para desenvolver todas as aplicações que o mercado profissional tem potencial para criar.
Agora você parte do pressuposto de que a empresa faria tais melhorias. Porque eles gastariam dinheiro com isso, se teriam o Tracksource trabalhando de graça para eles?
Parto do pressuposto que as empresas fariam melhorias nos mapas pela simples razão de que não somos completos (apesar de sermos muito bons) e nossos mapas tem muitas deficiências, principalmente em relação a POIs. Uma empresa com um guia de turismo, por exemplo. Poderia usar os nossos mapas e cruzar com seu banco de dados de hoteis, bares e restaurantes. Teriamos acesso aos fontes dessa adição aos mapas e teriamos mais POIs nos mapas. Acho difícil alguém criar um uso para os mapas "as is" sem adição de nada. Novamente, se este é o caso o produto seria ruim, seria rapidamente copiado por uma solução free que usasse a mesma base e teria baixa adesão. Mais uma vez, ninguém seria obrigado a comprar nada e nosso uso free estaria sempre preservado.

Os usuários Magellan estão "reféns para sempre de um modelo pago e de baixa qualidade" porque querem. As ferramentas de conversão estão disponíveis na rede, e basta eles (usuários Magellan) se organizarem para criar um procedimento de conversão, que o Projeto terá um enorme prazer em implementá-lo.
Este era um exemplo hipotético presumindo que não tivessemos como compilar mapas para a Magellan e ela se "apoderasse" do nosso fonte GPL. Fico feliz em saber que é possível compilar mapas para Magellan e torço para que usuários assumam a compilação para podermos nos desvincular deste estigma de desenvolver mapas para Garmin exclusivamente. (esta até no texto da pagina principal do site, parece até que o projeto é só para mapas Garmin)
Sua interpretação está equivocada. Volto a repetir, a nova licença só vai garantir ao Projeto o controle sobre os mapas do Projeto. Se a(s) empresa(s) concordarem com os termos do Projeto (mapas gratuitos para todos usuários), então não haverá nenhum problema.
A licença não explicita isto. Cada empresa interessada tem que consultar o projeto, o que vai gerar nova enquete, que sem um contrato específico de cessão de uso fica frágil. É difícil construir um modelo de negócios baseado nestas condições. A GPL é um contrato que permite que as empresas trabalhem e desenvolvam soluções e produtos com a garantia expressa de acesso aos dados e regras claras de conduta. É como o PT querendo mudar contratos de concessão e espantando investimento estrangeiro em grandes projetos de infra, eletricidade, rodovias e telefonia. Quanto mais estável e aberto for nosso contrato de concessão (licença) mais confiável e o ambiente mercadológico e mais segurança as empresas tem para desenvolver produtos e soluções baseadas nos nossos mapas. Só temos a ganhar, todos nós e as empresas que se aventurarem. Adoraria ver um Geobusca da vida incluindo nossos mapas no seu serviço e fornecendo os dados cadastrados por seus usuários para serem incluidos no projeto. Seria uma enxurrada de POIs. Teriamos um trabalhão para filtrar, gerenciar, classificar, selecionar mas todos aqui adoram um trabalhão desse tipo, principalmente se for para agregar conteúdo de qualidade aos mapas. Que venham as mil e uma possibilidades.

abração
Robert


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#106 Mensagem por nqnnospam »

Robert,

Como você pôde perceber, quando se trata de algo com a natureza do Tracksource, a GPL não é infalível na questão gratuidade.

não posso falar pelos outros, mas eu não me sentiria confortável sabendo que uma empresa está lucrando com o meu trabalho, sem dar nada em troca ao Projeto. Por isso defendo a nova licença aqui proposta. Também não podemos confundir um motorista de táxi que usa os nossos mapas, com uma empresa que vende mapas para celular. São dois usos completamente diferentes, o segundo claramente comercial, e o primeiro não.

Também não há garantia nenhuma de que qualquer empresa que fizer uso dos nossos mapas sob os auspícios da GPL vá contribuir com o Projeto. Seria um tiro no escuro. A nova licença proposta nos dá controle disso.

Quanto a estabilidade do "nosso contrato de concessão", entendo que não existe nada imutável, independente de qual seja a orientação político-partidária de qualquer membro do Projeto (Aliás, prefiro não enveredar por aí, porque senão vamos fugir do tema da enquete e não chegaremos a lugar algum).

Voltando ao Tracksource, da forma como eu vejo as coisas, a nova licença proposta não fecha as portas a nenhuma oportunidade, muito pelo contrário. Ela vai fazer com que os interessados venham até nós e negociem alguma contra-partida para o Projeto (pelo-amor-de-deus, não estou falando de dinheiro), em vez de pegar nossos mapas e sair usando por aí.


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#107 Mensagem por Haigh »

Sérgio,

Acho que chegamos finalmente no ponto de concordar em discordar. Entendemos claramente um o ponto de vista do outro. Entendemos claramente as implicações das duas licenças e precisamos apenas nos posicionar quanto às alternativas. Discordamos da opinião e não do entendimento da situação. Acredito que o voto de todos (o meu pelo menos) será muito mais informado e inquestionável. não adianta fazer enquete e se arrepender daqui a 6 meses. O que sair do voto tem que valer mas para tal precisa ter legitimidade e isto exige o tal processo democrático com informação de qualidade ANTES do voto. Acho que o que conseguimos aqui será uma vitória para todos (apesar de continuar disocrdando da licença proposta).

Eu pessoalmente prefiro um modelo mais livre, que permite ver o que vai surgir para depois saber se precisamos realmente tomar alguma atitude frente a empresa x ou y e vocês preferem uma atitude mais preventiva, que fecha portas no início e exige que os interessados venham até nós para conversar. Ambos São válidos, é uma questão de alinhamento.

Forte abração
Robert

PS: Sabia que o comentário político-partidário poderia levantar bandeiras perigosas e reações passionais mas gosto sempre de escrever com analogias, pois facilitam o entendimento. Todos já leram muito sobre os riscos da instabilidade de não honrar contratos de concessão (de qualquer governo ou partido). Era só esse o motivo do analogia.


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#108 Mensagem por Urbano Medeiros »

Pessoal, venho atravéz deste, humildemente pedir a alteração de meu voto, pois votei pela mudança, por desconhecimento mais a fundo do que se tratava, ou seja achei que a mudança seria favoravel ao uso de nosso trabalho para produção de produtos derivados, como o produto da Stetsom.

Tenho corrido muito como todos, e confesso que comecei a ler o forum depois de ter votado, e ao ler a brilhante exposição do companheiro Robert , que nos convoca a todos que pensemos grande e encherguemos além de que estamos discutindo agora.

Peço aos coordenadores que mudem meu voto pela manutenção da licença GPL

Só mais uma coisa, se o Linux não fosse livre, a microsoft estaria sendo incomodada hoje pela qualidade que o trabalho voluntario e gratis dos colaboradores estao desenvolvendo?

Eu sou da mesma cidade onde fica a sede da Stetsom e sou desenvolvedor auxiliar daqui de Presidente Prudente, não conhecía o pessoalmente o proprietario desta empresa até que atravez do projeto ele me localizou e nos tornamos conhecidos, e olha, confesso que me sentí orgulhoso de ver um trabalho meu que faz parte deste projeto ser utilizado por uma empresa respeitada como é a Stetson e como o Robert citou, vamos pensar grande, quem nao se sentiria orgulhoso se saber que contribuiu com uma parte do trabalho que é apresentado por empresas de porte, além da Stetsom, a própria Gaarmin, Trimble, Magelan, entre outras que possam a vir utilizar-nos , eu me sentiria muito honrado e gratificado se estas empresas usassem nosso trabalho que é feito com carinhoe ás vezes dedicação só presente em "loucos".

então para que eu e os colegas que se empenham arduamente em desenvolver mapas para que todos tenham acesso ao que nós não tinhamos ha algum tempo atraz, peço mais uma vez que alterem meu voto, sou a favor da manutenção da licensa GPL


Urbano Medeiros
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#109 Mensagem por nqnnospam »

Urbano Medeiros escreveu:Pessoal, venho atravéz deste, humildemente pedir a alteração de meu voto, pois votei pela mudança, por desconhecimento mais a fundo do que se tratava, ou seja achei que a mudança seria favoravel ao uso de nosso trabalho para produção de produtos derivados, como o produto da Stetsom.

Tenho corrido muito como todos, e confesso que comecei a ler o forum depois de ter votado, e ao ler a brilhante exposição do companheiro Robert , que nos convoca a todos que pensemos grande e encherguemos além de que estamos discutindo agora.

Peço aos coordenadores que mudem meu voto pela manutenção da licença GPL

Só mais uma coisa, se o Linux não fosse livre, a microsoft estaria sendo incomodada hoje pela qualidade que o trabalho voluntario e gratis dos colaboradores estao desenvolvendo?

Eu sou da mesma cidade onde fica a sede da Stetsom e sou desenvolvedor auxiliar daqui de Presidente Prudente, não conhecía o pessoalmente o proprietario desta empresa até que atravez do projeto ele me localizou e nos tornamos conhecidos, e olha, confesso que me sentí orgulhoso de ver um trabalho meu que faz parte deste projeto ser utilizado por uma empresa respeitada como é a Stetson e como o Robert citou, vamos pensar grande, quem nao se sentiria orgulhoso se saber que contribuiu com uma parte do trabalho que é apresentado por empresas de porte, além da Stetsom, a própria Gaarmin, Trimble, Magelan, entre outras que possam a vir utilizar-nos , eu me sentiria muito honrado e gratificado se estas empresas usassem nosso trabalho que é feito com carinhoe ás vezes dedicação só presente em "loucos".

então para que eu e os colegas que se empenham arduamente em desenvolver mapas para que todos tenham acesso ao que nós não tinhamos ha algum tempo atraz, peço mais uma vez que alterem meu voto, sou a favor da manutenção da licensa GPL
Como eu disse antes, nada é imutável, e às pessoas é dado o direito de mudar de opinião. Vale lembrar que o espaço aqui está aberto à discussão, e todos devem ficar totalmente a vontade para esclarecer quaisquer dúvidas antes de votar. Por isso a votação foi feita no fórum.

Contudo, lamentarei muitíssimo caso alguém tenha dado seu voto sob a equivocada impressão de que a nova licença impede o uso dos mapas nos aparelhos de qualquer empresa.

Conforme discutido ad nauseam neste tópico, esta interpretação está errada.

A nova licença só impede que estas empresas (ou, infelizmente, indivíduos mal intencionados dentro do Projeto) obtenham vantagens comerciais com o trabalho voluntário e gratuito dos desenvolvedores.


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Urbano Medeiros
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#110 Mensagem por Urbano Medeiros »

Amigos, acabo de receber do Presidente da Stetsom uma carta que creio seria muito elucidativo a todos os membros do Projeto Tracksource, coloco adiante a integra da mensagem que recebí:

POSIÇÃO DA STETSOM
Prezados senhores,

Estamos acompanhando a discussão do grupo sobre a manutenção da GPL ou não em função da possibilidade do uso comercial dos mapas por parte de algumas empresas e acredito que a STETSOM e´ o principal foco desta discussão , em função do lançamento do nosso navegador GPS CarTrip 100 , que manipula mapas padrão Garmin e que para facilitar o uso para o usuário leigo , nós criamos variações com critério dos mapas do projeto Tracksource , no sentido de reunir as cidades e as rodovias em um único mapa a¢â‚¬â€œ estado. Assim criamos 26 mapas referentes à cada estado para facilitar a vida do usuário que não tem muita intimidade com computadores , o que não é o caso dos usuários do Projeto Tracksource.

Gostaria de dizer que o nosso projeto não é fruto de uma empresa aventureira qualquer . Ele é resultado de um ano de trabalho duro de uma empresa totalmente nacional com 18 anos de idade e com 189 funcionários.
Na verdade, a idéia de trazer um Navegador GPS para o Brasil nasceu na CES (Consumer Electronic Show) nos Estados Unidos em Janeiro de 2006 . Visitamos a feira e percebemos que o uso de navegadores seria uma tendência mundial. Quando chegamos ao Brasil deparamos com a falta de mapas georeferenciados. Deparamos com o Projeto Tracksource e com a DIGIBASE , que queria cobrar uma fortuna pelos mapas , na época. Observamos na licença , que acompanha a GPL do projeto, o seguinte texto:
a¢â‚¬Å“Este programa é distribuído na expectativa de ser útil, mas SEM QUALQUER GARANTIA; sem mesmo a garantia implícita de COMERCIALIZAÇÃO ou de ADEQUAÇÃO A QUALQUER PROPÓSITO EM PARTICULAR. Consulte a licença Pública Geral GNU para obter mais detalhes.a¢â‚¬Â

Como estes mapas eram a única opção viável para uma empresa nacional entregar algo ao mercado brasileiro em termos de um Navegador Nacional , partimos por este caminho. Somos colaboradores do projeto para a cidade de Presidente Prudente, à qual Após um ano de construção do mapa sobre as regras do projeto, conseguimos terminar e foi enviada ao Urbano Medeiros / Claudio Vieira (Responsável pela cidade , porem sem tempo de terminar) para ser inserida no projeto. Os conhecimentos adquiridos na construção de Pres. Prudente com o Trackmaker , Mapedit e cgpsmapper foram repassados à um aluno de Engenharia Cartográfica da UNESP , que faz estágio em nossa empresa e que completou Aracaju , Martinopolis e está trabalhando em Cuiabá. Estamos dizendo tudo isto para que os colaboradores do Projeto não pensem que a STETSOM é uma empresa distante dos objetivos e regras do Projeto à ponto de criar mapas distorcidos e piores do que os do Projeto. O mapa de Aracaju é um exemplo de problema , no qual a estrada da praia ao sul de Aracaju , quando posicionada sobre o mapa , fica sobre a água , pois o limite do continente está errado. Corrigimos isto com o Mapedit e inserimos na nova Versão que soltamos agora em fevereiro, para nossos usuarios. não seriamos loucos de deteriorar mapas e sugerir para serem usados em nossos produtos e esta foi uma das preocupações apontadas no grupo de discussão sobre alterar a GPL. nós estamos sim é melhorando aquilo que não está correto. Outra coisa , trocamos emails e telefonemas com o Odilon à partir de março de 2006 e foi exposto a ele a ideia de fazer um Navegador GPS com mapas do Projeto, uma vez que a GPL não impedia isto e ele desaconselhou por achar anti a¢â‚¬â€œ ético , porém acho que até ele mesmo sucumbiu à abrangência do Projeto e disse ter usado parte dele , como ele próprio afirma em texto enviado a lista de discussão de 01/12/2006 (Conforme afirmou o Haigh).

Reconhecemos que é difícil ver alguém utilizando o fruto do seu árduo trabalho sem receber nada , em troca , aparentemente. Digo aparentemente , porque acho que a STETSOM pode se tornar uma fonte paralela de coleta de dados via seus clientes e fornecer dados para o projeto ( Alias já estamos fazendo isto , pois já fornecemos trechos de estradas do estado de São Paulo e Aracaju (.GTM) quase completa para os respectivos responsáveis .A GPL parece que só valia enquanto não aparecesse alguém usando os mapas comercialmente , como é permitido nela. Me parece mais ciúmes e egoísmo de se visualizar uma empresa utilizando o seu árduo trabalho do que preocupação com a deteriorizaçao do conteúdo dos mapas do projeto ou coisa parecida. Qual é a fonte real de problemas ? Uma vez que a STETSOM so’ esta’ colaborando com a ampliação do mapeamento georeferenciado no Brasil. Inclusive com o envio de material para alguns membros do grupo.

Alguns disseram que o problema está mais no fato da exploração comercial dos mapas não se adequar a proposta do Projeto , mas alguém consegue calcular o que a multinacional Garmin já faturou com a venda de GPS para serem utilizados com os mapas do Projeto ? A sensação é que esta decisão de alterar a GPL acaba protegendo a poderosa Garmin em detrimento da evolução da industria nacional , neste segmento. A STETSOM é nacional e detentora do desenvolvimento do software do Navegador , o que permite ela alterar o software , de acordo com as necessidades do mercado brasileiro, enfim daqueles que usam a base de mapas em formato Garmin . Se a STETSOM quiser ela pode alterar o software do navegador e solucionar problemas específicos do pessoal do Projeto Tracksource. Isto não é sensacional ? Se você sugerir à GARMIN uma modificação no programa de um produto deles , provavelmente não recebera’ nem resposta. Com uma empresa nacional a coisa já seria outra.

Toda a Navegação que esta’ chegando ao Brasil é baseada em mapas NAVTEQ ou TELE ATLAS , que São mapas fechados . A STETSOM é a única que partiu para uma solução mais Brasileira com uma proposta diferente , de trabalhar com mapas abertos . Vocês já pensaram no leque de opções que isto abre ? . O volume de informações que os usuários mais leigos (Clientes do navegador GPS da STETSOM) poderiam dar e que naturalmente seriam filtradas pela STETSOM antes de usá-las seria muito grande. A STETSOM possui equipe com experiência com o Trackmaker , MapEdit , Globalmapper , cgpsmapper e outros programas , o suficiente para filtrar erros nos dados fornecidos por seus clientes e que poderiam ser fornecidos à membros do projeto, no sentido de acelerar o mapeamento nacional, como já foi dito.

Para finalizar gostaríamos que esta discussão não provocasse uma divisão do grupo , como ocorreu na Argentina , segundo nos reportou o Odilon , na época de nossos primeiros contatos mas que apenas contribuísse para um grupo cada vez mais forte e agora suportado por uma empresa nacional que tem condições de alem de oferecer o equipamento, pode Também adequar o software às necessidades do Projeto Tracksource.

WILSON CALZA JUNIOR
Diretor de Desenvolvimento
Responsável pela área de GPS
wilson@stetsom.com.br


Urbano Medeiros
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#111 Mensagem por nqnnospam »

Urbano Medeiros escreveu:Amigos, acabo de receber do Presidente da Stetsom uma carta que creio seria muito elucidativo a todos os membros do Projeto Tracksource, coloco adiante a integra da mensagem que recebí:

...

WILSON CALZA JUNIOR
Diretor de Desenvolvimento
Responsável pela área de GPS
wilson@stetsom.com.br
Caro Urbano,

Desculpe, mas parece que estamos falando línguas diferentes.

Eu volto a afirmar, a nova licença não impede a interação com empresas.

Tudo que o Sr Wilson Calza propõe pode ser feito dentro da nova licença proposta.

não vejo onde está o problema.


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uirauna
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#112 Mensagem por uirauna »

Alex Rodrigues escreveu:uirauna, qual é o seu real interesse comercial nos mapas do TrackSource?

Abraços,
Alex
Eu não tenho interesse comercial nenhum.
Sou estudante de Engenharia de Computação na Unicamp e trabalho bastante com Linux e outros softwares livres sob a GPL. Eu estou argumentando a favor da GPL, não da comercialização.

Alem disso, como ja disse, estou preocupado com a repercussão legal dessa votação. Pois como ja expliquei ela não é valida, já que os direitos autorais pertencem a cada desenvolvedor e prefeituras, e não ao 'projeto'.

Mas acho muito boa a iniciativa da Stetson, pois o produto deles é o navegador, e não os mapas, e com isso eu concordo.


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#113 Mensagem por nqnnospam »

Caro Urbano,

Complementando, sugiro que o Sr Wilson Calza Junior diriga-se ao Projeto como um todo (através da lista tracksource ou do fórum), e não a este ou aquele desenvolvedor em particular, e apresente a proposta dele de parceria com o Projeto.

Tentar contatos em particular com este ou aquele desenvolvedor com esta ou aquela proposta (como ele admite ter feito), não me parece a melhor forma de proceder, e só vai suscitar aquilo que ele diz querer evitar, que é divisão do Projeto.


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#114 Mensagem por nqnnospam »

nqnnospam escreveu:Caro Urbano,

Complementando, sugiro que o Sr Wilson Calza Junior diriga-se ao Projeto como um todo (através da lista tracksource ou do fórum), e não a este ou aquele desenvolvedor em particular, e apresente a proposta dele de parceria com o Projeto.

Tentar contatos em particular com este ou aquele desenvolvedor com esta ou aquela proposta (como ele admite ter feito), não me parece a melhor forma de proceder, e só vai suscitar aquilo que ele diz querer evitar, que é divisão do Projeto.
Seria inclusive uma boa oportunidade para esclarecer o seguinte ponto da mensagem do Sr Wilson:
A STETSOM é nacional e detentora do desenvolvimento do software do Navegador , o que permite ela alterar o software , de acordo com as necessidades do mercado brasileiro, enfim daqueles que usam a base de mapas em formato Garmin . Se a STETSOM quiser ela pode alterar o software do navegador e solucionar problemas específicos do pessoal do Projeto Tracksource. Isto não é sensacional ? Se você sugerir à GARMIN uma modificação no programa de um produto deles , provavelmente não recebera’ nem resposta. Com uma empresa nacional a coisa já seria outra.
Segundo consta no site da Stetsom, o visualizador utilizado é o PocketMV, que, pelo que me consta, não é brasileiro:

http://pocketmv.homeip.net/

Desculpem o Off-topic.


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#115 Mensagem por casaretto »

Pessoal

Acho que algumas coisas precisam ficar esclarecidas.

-A primeira, é que qualquer usuário de qualquer GPS, independente de marca pode usar os mapas do Tracksource. Dizer que está sendo privilegiada uma marca ou que podemos impedir o desenvolvimento de um produto nacional, não é verdade. Qualquer GPS que aceite o formato .img poderá usar os mapas.

-Segundo. Quando a coordenação discutiu e posteriormente propôs a Substituição da licensa, sabíamos que a licensa proposta não é a mais adequada. Em algum tempo teremos que desenvolver uma nova licensa específica para o nosso projeto. O motivo que acelerou a proposta desta licensa, reconhecida como temporária, foi coibir o assédio que vínhamos tendo para liberar os fontes dos mapas, causado pela liberalidade da licensa GPL. Liberação esta proibida por decisão deste mesmo grupo ao qual nos obrigamos a respeitar.

-Terceiro. não temos nenhum interesse de prejudicar ou coibir o desenvolvimento de ninguém ou de nenhuma empresa, mas nos estranha a forma com que o assunto foi tratado pela Setson que somente agora vem a público se posicionar. até aqui, enviava mensagens através de alguns membros, sem fazer nenhum contato com o Projeto. Porque procurou o Odilon para parceria e nunca postou uma mensagem na lista, se era esta sua intenção? Talvez tenha achado mais fácil, contactar particularmente membros para oferecer aparelho para teste. Desculpem mas não me parece ético.

-Quarto. Sempre que fomos contactados por membros da Setson, respondemos que não era possível liberar fontes de mapas, devido a proibição feita por enquete. Que em havendo interesse de contribuir com o projeto, as contribuições poderiam ser feitas através dos desenvolvedores, ou até mesmo, cadastrando desenvolvedores e participando do esforço comum.

-Quinto. não concordamos que sejam feitas obras derivadas como as que São feitas no mapas distribuidos pela Setson, obtidos por edição com o Mapedit, pois ao fazer isso, comprovadamente São criadas distorções e eventuais melhorias ficam restritas ao produto derivado. O projeto está aberto para ser a base única de informações e daí termo o que de melhor oferecer.

-Por último. Ao Urbano, nenhuma iniciativa está sendo prejudicada. Pode manter seu voto, pois quem comprar os aparelhos da Setson continuarão a poder usar os mapas do projeto, mesmo que seu produto seja brasileiro ou produzido em Cingapura.

Um abração a todos.
Paulo


Paulo Casaretto F
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uirauna
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#116 Mensagem por uirauna »

-Quinto. não concordamos que sejam feitas obras derivadas como as que São feitas no mapas distribuidos pela Setson, obtidos por edição com o Mapedit, pois ao fazer isso, comprovadamente São criadas distorções e eventuais melhorias ficam restritas ao produto derivado. O projeto está aberto para ser a base única de informações e daí termo o que de melhor oferecer.
Quem não concorda?
Voce?
Todo mundo do projeto?
A 'coordenação'?
Quem é a 'coordenação'? Eles foram 'eleitos'?
E por que raios a 'coordenação', ou o 'projeto', teriam o direito de mudar a licença da parte dos mapas que EU FIZ, sem a minha aprovação, simplesmente por que 51% das pessoas que estão num forum querem?


E agora algo mais importante que tudo isso:

ALGUEM JÁ PERGUNTOU AS PREFEITURAS E EMPRESAS QUE CEDERAM MAPAS PARA O PROJETO O QUE ELAS ACHAM DA MUDANÇA DA LICENÇA?


------------------------------
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#117 Mensagem por Haigh »

Sérgio,

Só um esclarecimento. A nova licença proposta realmente não impede que ninguém use os mapas em qualquer dispositivo que leia os arquivos no formato como forem distribuidos pelo projeto (IMG e MAP por enquanto). Entretanto ela impede sim que os mapas sejam distribuídos por qualquer empresa , inclusive a Stetsom, em conjunto com os aparelhos no momento da venda. Cairia no "uso comercial" apesar do mapa não estar sendo vendido e sim o aparelho contendo o mapa. O aparelho sem o mapa tem pouca utilidade, portanto o mapa agrega valor ao aparelho e tem papel fundamental na transação comercial. É uso comercial como definido pelo texto da CC. Por isso discordo dele, sai de uma ambiguidade sobre código fonte e passa a outra sobre uso comercial. Se não questionamos este "uso comercial" teremos dificuldade em questionar outros. Qual o critério para o uso comercial que vale e o que não vale? Seria outra discussão eterna.

Concordo com você que a Stetsom errou ao não entrar em contato diretamente com o projeto e não se posicionar publicamente como apoiadora do projeto desde o início. Teria poupado muitas reações negativas e terá que trabalhar bastante para reconquistar um pedaço importante dos colaboradores deste grupo. Acho que vão precisar se posicionar rapidamente para tentar conter a crise, se é que vão conseguir alguma coisa. Foi um erro de estratégia, estou curioso para ver como vão se comportar.

Paulo, não entendi se a Stetsom entrou ou não em contato com a coordenação. você disse no ponto 3 que nunca foram procurados mas no ponto 4 que "Sempre que fomos contactados por membros da Setson..". Eles contactaram sem se identificar? Se sim foi um erro da Stetsom. Se identificaram vale como tentativa de contato e deveria ter sido comentado por quem recebeu o contato com o restante do grupo.

abração, feliz com a qualidade da discussão e curioso com os desdobramentos futuros
Robert


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#118 Mensagem por nqnnospam »

Haigh escreveu:Sérgio,

Só um esclarecimento. A nova licença proposta realmente não impede que ninguém use os mapas em qualquer dispositivo que leia os arquivos no formato como forem distribuidos pelo projeto (IMG e MAP por enquanto). Entretanto ela impede sim que os mapas sejam distribuídos por qualquer empresa , inclusive a Stetsom, em conjunto com os aparelhos no momento da venda. Cairia no "uso comercial" apesar do mapa não estar sendo vendido e sim o aparelho contendo o mapa. O aparelho sem o mapa tem pouca utilidade, portanto o mapa agrega valor ao aparelho e tem papel fundamental na transação comercial. É uso comercial como definido pelo texto da CC. Por isso discordo dele, sai de uma ambiguidade sobre código fonte e passa a outra sobre uso comercial. Se não questionamos este "uso comercial" teremos dificuldade em questionar outros. Qual o critério para o uso comercial que vale e o que não vale? Seria outra discussão eterna.

Concordo com você que a Stetsom errou ao não entrar em contato diretamente com o projeto e não se posicionar publicamente como apoiadora do projeto desde o início. Teria poupado muitas reações negativas e terá que trabalhar bastante para reconquistar um pedaço importante dos colaboradores deste grupo. Acho que vão precisar se posicionar rapidamente para tentar conter a crise, se é que vão conseguir alguma coisa. Foi um erro de estratégia, estou curioso para ver como vão se comportar.

Paulo, não entendi se a Stetsom entrou ou não em contato com a coordenação. você disse no ponto 3 que nunca foram procurados mas no ponto 4 que "Sempre que fomos contactados por membros da Setson..". Eles contactaram sem se identificar? Se sim foi um erro da Stetsom. Se identificaram vale como tentativa de contato e deveria ter sido comentado por quem recebeu o contato com o restante do grupo.

abração, feliz com a qualidade da discussão e curioso com os desdobramentos futuros
Robert
Robert,

Primeiro, não gosto do termo "coordenação". Eu acho que a descrição apropriada seria "aqueles que se esforçam para fazer da melhor forma possível e com responsabilidade algumas tarefas que mais ninguém quer fazer". É como ser síndico de prédio. Na assembléia ninguém quer a responsabilidade, mas depois sempre há aqueles que se apressam em descer a lenha.

Pois bem, nós da "coordenação" não somos donos do Projeto, nem representantes legais do mesmo.

A única forma de qualquer empresa entrar em contato com o Projeto é através deste fórum, ou da lista. Entrar em contato comigo, ou com outro desenvolvedor qualquer não significa entrar em contato com o Projeto.

não posso falar por ninguém, só por mim. Comigo nunca entraram em contato, mas está claro pelas mensagens anteriores que entraram em contato direto com outros desenvolvedores. Se tivessem entrado em contato comigo com qualquer proposta, eu teria declinado e aconselhado a enviar mensagem para o fórum ou a lista, apresentando a proposta para todos os desenvolvedores.

Por fim, volto a afirmar novamente, a nova licença não impede o uso dos mapas Tracksource nos aparelhor da Stetsom, ou qualquer outro compatível. Uso é uma coisa. Redistribuição é outra. Obra derivada é uma outra diferente das duas anteriores.


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#119 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu:
Quem não concorda?
Voce?
Todo mundo do projeto?
A 'coordenação'?
Veja o resultado parcial da votação.
uirauna escreveu: Quem é a 'coordenação'? Eles foram 'eleitos'?
Repetindo não gosto do termo "coordenação". Eu acho que a descrição apropriada seria "aqueles que se esforçam para fazer da melhor forma possível e com responsabilidade algumas tarefas que mais ninguém quer fazer". É como ser síndico de prédio. Na assembléia ninguém quer a responsabilidade, mas depois sempre há aqueles que se apressam em descer a lenha.

Sobre a eleição, de fato seria interessante se pudéssemos criar um mecanismo eficiente para eleger as pessoas que desempenham algumas funções chave e de grande responsabilidade no Projeto, como o compilador, o responsável pelo mapa base, etc.

Hoje infelizmente este mecanismo não existe, o que deixa estas funções nas mãos dos poucos com conhecimento e responsabilidade que se oferecem para exercê-las.
uirauna escreveu: E por que raios a 'coordenação', ou o 'projeto', teriam o direito de mudar a licença da parte dos mapas que EU FIZ, sem a minha aprovação, simplesmente por que 51% das pessoas que estão num forum querem?
Porque 99.9% dos mapas do Projeto São resultantes do trabalho coletivo de várias (dezenas, centenas) de pessoas, e portanto São do Projeto.

Além disso que outro mecanismo decisório você propõe diferente de votação e adoção da vontade da maioria? Algum "iluminado" decidir tudo?

Numa democracia nada é definido por unanimidade. Existe maioria simples, maioria de 2/3, etc., mas nunca unanimidade. Se fôssemos exigir unanimidade para tudo, o Projeto ainda estaria sem mapas, não teríamos os mapas para TrackMaker, o Tracksource Roteável, os aprimoramentos do padrão, nada. Sempre tem alguém contrário alguma coisa.

ALGUEM JÁ PERGUNTOU AS PREFEITURAS E EMPRESAS QUE CEDERAM MAPAS PARA O PROJETO O QUE ELAS ACHAM DA MUDANÇA DA LICENÇA?
Sugiro que você leia as mensagens anteriores do tópico com calma. A maioria dos desenvolvedores que recebeu mapas de prefeituras teve que assinar um termo comprometendo-se a não divulgar os fontes.


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#120 Mensagem por Alex Rodrigues »

Uirauma, você é novo aqui. Sugiro recorrer às mensagens das listas tracksource e gpsbrasil no yahoogroups para se inteirar sobre o nascimento do projeto. A lista gpsbrasil nasceu há quase 10 anos atrás e era de um site pessoal meu. Depois de uns anos passei para o yahoogroups e há alguns meses, estamos migrando para o fórum. A coordenação é um grupo de pessoas que transforma colaborações de muitas pessoas em mapas gratuitos para gps da Garmin. Transforma sonho em realidade. Quem não gostaria de ter em seu GPS mapas completos da sua cidade? O Projeto torna isso realidade. Se você não está satisfeito com os mapas, com o projeto ou com a minha administração e acha que tudo está errado, sinta-se à vontade para fazer tudo o que eu já fiz nesses anos todos. Reuna mais de 5 mil pessoas e crie novos mapas. Aí poderá levar alguma vantagem escusa em cima do trabalho dos outros como quiser. Ninguém aqui ganha nenhum centavo com nada, muito pelo contrário. Todos tem familia para dar atenção, descanso, lazer e tempo precioso. Nessa cadeia todos pagam para que o projeto continue e melhore a cada dia. Deste a minha pessoa, dos responsáveis pela formatação, compilação, construição de ferramentas para administrar os erros dos mapas, colaboradores, o colega que anda de carro coletando POIs de sua cidade para servir a ele e ao próximo, enfim, todos. Falar é fácil. você entrou no fórum há 8 meses atrás e só postou a primeira mensagem há menos de 2 semanas. Por quê não se preocupou em ajudar o projeto? Porquê esperou esse tempo todo para criticar o projeto que garante mensalmente uma Versão nova dos mapas para você? Precisamos de gente para ajudar a melhorar os mapas, não para criticar o trabalho.



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#121 Mensagem por Chicão »

uirauna escreveu: E por que raios a 'coordenação', ou o 'projeto', teriam o direito de mudar a licença da parte dos mapas que EU FIZ, sem a minha aprovação, simplesmente por que 51% das pessoas que estão num forum querem?
Uirauna,

Acho que está na hora de desmistificar esta história do "EU FIZ"!

Nenhum mapa ou parte de mapa do projeto pode ser atribuida a uma pesooa. Tudo aqui é feito por um conjunto de pessoas, cada uma com uma Atribuição, que levam ao produto final que São os Mapsets do Projeto.

Quando vc decidiu se dedicar e colaborar com o projeto, provavelmente aprendeu a fazer os mapas estudando o nosso manual que alguem fez.
Quando vc recebe contribuições, é em função de um site que alguém montou e mantém;
Quando vc formata os tracks e POI´s e eles aparecem direitinho no mapa, é porque vc utilizou um padrão que alguem levou anos testando para poder definir;
Quando você se certifica que está tudo certo, utilizou um validador que alguém quebrou a cabeça para fazer;
Quando vc envia seu mapa para compilação, utiliza uma ferramenta do site que alguém teve que desenvolver;
Quando seu mapa é conferido e validado, tem alguém que tem que fazer isso todos os meses com uma centena de mapas;
Quando o seu mapa é compilado, tem alguém que todo mes tem que juntar mais de 1000 mapas para gerar os mapsets;
Quando a compilação é feita, utiliza-se um software que alguém levou meses para desenvolver;
E finalmente, quando seu mapa é publicado, ele é utilizado porque tem a credibilidade de um projeto que a anos tem evoluido com o que há de melhor em trabalho colaborativo.

você pergunta "Quem é a coordenação"? Acho que você já tem uma idéia de quem sâo estes "alguéns" a quem estou me referindo.

Foram eleitos? não! Assumiram responsabilidades maiores que as suas e com muita dedicação e competência foram convidados para integrar a coordenação. São estes alguéns que controem os pilares deste projeto!

você ainda acha que foi você que fez os seus mapas? não! Foi vc, eu, a coordenação, e enfim, todo o Grupo.

Acredito que é todo o grupo que tem o direito de decidir se muda ou não a licença. O grupo tem todo o direito de decidir se muda ou não a licença do "SEU MAPA"!!!!


Chicão
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#122 Mensagem por nqnnospam »

nqnnospam escreveu:
nqnnospam escreveu:Caro Urbano,

Complementando, sugiro que o Sr Wilson Calza Junior diriga-se ao Projeto como um todo (através da lista tracksource ou do fórum), e não a este ou aquele desenvolvedor em particular, e apresente a proposta dele de parceria com o Projeto.

Tentar contatos em particular com este ou aquele desenvolvedor com esta ou aquela proposta (como ele admite ter feito), não me parece a melhor forma de proceder, e só vai suscitar aquilo que ele diz querer evitar, que é divisão do Projeto.
Seria inclusive uma boa oportunidade para esclarecer o seguinte ponto da mensagem do Sr Wilson:
A STETSOM é nacional e detentora do desenvolvimento do software do Navegador , o que permite ela alterar o software , de acordo com as necessidades do mercado brasileiro, enfim daqueles que usam a base de mapas em formato Garmin . Se a STETSOM quiser ela pode alterar o software do navegador e solucionar problemas específicos do pessoal do Projeto Tracksource. Isto não é sensacional ? Se você sugerir à GARMIN uma modificação no programa de um produto deles , provavelmente não recebera’ nem resposta. Com uma empresa nacional a coisa já seria outra.
Segundo consta no site da Stetsom, o visualizador utilizado é o PocketMV, que, pelo que me consta, não é brasileiro:

http://pocketmv.homeip.net/

Desculpem o Off-topic.
Em tempo, apesar da Stetsom ter sido mencionada algumas vezes aqui, eu gostaria de pedir à todos que não transformassem o aparelho da Stetsom no assunto principal deste tópico. Apesar de algumas pessoas acharem o contrário, a enquete não tem relação direta com a Stetsom.

Existe um tópico específico sobre o aparelho da Stetsom:

http://www.portalgps.com.br/forum/viewtopic.php?t=1194

Grato pela compreensão.


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Haigh
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#123 Mensagem por Haigh »

Chicão,

Concordo com você quanto ao processo de tomada de decisões no grupo. Sempre foi através do consulta à vontade da maioria e acho que deve continuar assim. Defendo como sempre um debate de qualidade antes do processo de votação mas é a vontade do grupo, que nunca vai ser unânime, que deve prevalecer.

Existem riscos do processo jurídico que devem ser considerados e o ponto da Uirauna pode algum dia ser questionado por um colaborador na justiça, alegando que tem direito autoral sobre suas contribuições. Este colaborador pode alegar que a obra derivada nunca deveria ter saído da GPL porque ele nunca concordou com nada e a licença que vale é a GPL. Neste caso normalmente o que se faz é remover a contribuição do projeto a pedido na justiça ao invés de voltar tudo para GPL por uma pseudo obrigação com este ou aquele colaborador.
Acho que devemos adotar a vontade da maioria como regra (apesar de eu não concordar com o resultado parcial até agora) e lidar com os casos de colaboradores que contestam o direito autoral a medida que forem acontecendo. Minha aposta é que os casos serão mínimos. Mas é um risco que precisamos estar preparados para lidar. Podemos ter contestações na justiça contra o projeto representado por seus coordenadores. Acho que o risco é mínimo e deve valer a vontade da maioria. Democracia é assim.


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hugo.mendonca
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#124 Mensagem por hugo.mendonca »

Exmos. Srs.

Gostaria de dizer que sou um dos responsáveis pelo projeto STETSOM.
Estaremos postando todos os esclarecimento em STETSOM no indice do forum.

Atentamente
Hugo Mendonça
Stetsom Eletronica LTDA.


Hugo Mendonça
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mjmcosta
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STETSOM

#125 Mensagem por mjmcosta »

A mensagem da STETSOM e toda essa confusão só demonstra uma coisa: É uma pena que até hoje não tenhamos constituído a PESSOA JURÍDICA.

Abs.


Marcelo Costa



uirauna
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#126 Mensagem por uirauna »

Alex. Por favor não venha com acusações pessoais.
Eu participo no projeto des de 2004, e contribui com várias áreas da minha cidade.
Eu simplesmente não participei no forum até agora, e estou sendo obrigado por esta votação.
Como ja disse, não estou criticando o projeto, e sim a decisão, que julgo muito precipitada.
Acho que está na hora de desmistificar esta história do "EU FIZ"!
Chicão, cada pedacinho do linux foi escrito por um desenvolvedor diferente, e com copyright. O fato desses pedaços de codigo estarem integrados em um projeto maior não elimina os direitos dos autores sobre eles.
Assim como uma emrpesa ou prefeitura que tenha cedido os dados para o projeto ainda detem os direitos sobre eles, cada autor do projeto ainda tem os direitos sobre o que contribuiu. Ninguem aqui assinou nada cedendo os direitos autorais sobre o que contribuiu.

O ponto que eu estou tentando fazer (e voces parecem não entender) é que o projeto pode se tornar uma ditadura da maioria. Se 51% dos porticipantes votarem por tornar o projeto comercial isso seria válido? Que alternativa restaria aos que discordam?

Eu vejo que a maioria das pessoas aqui não entendem como as licenças funcionam, e muitas foram influenciadas pelo e-mail 'gpl é ruim e cc é bom, portanto vote em cc' que foi enviado.

Na minha opinião, a mudança mais urgente no projeto é a criação de um estatuto que realmente defina uma coordenação.

Alem disso, uma enquete num forum aberto a todos não representa a votação dos contribuidoes do projeto, já que eu poderia vir aqui, criar 1000 usuarios diferentes e votar a favor ou contra.

Agora novamente:
Eu não estou criticando o projeto, estou criticando a forma abusiva como esta 'mudança de licença' está sendo feita, e Também a falta de respeito com o direito dos desenvolvedores sobre suas contribuiçoes.

Leia varias vezes as minhas mensagens, como o próprio Haigh falou eu estou alertando voces para problemas que vão surgir caso a decisão seja feita desta forma.


A mensagem da STETSOM e toda essa confusão só demonstra uma coisa: É uma pena que até hoje não tenhamos constituído a PESSOA JURÍDICA.
Exatamente mjmcosta, como ja disse na minha opiniao a criação de uma instituição oficial é a mudança mais importante a ser feita. A mudança de licença pode esperar.

Abraços pessoal


------------------------------
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Igor
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#127 Mensagem por Igor »

uirauna escreveu: Alem disso, uma enquete num forum aberto a todos não representa a votação dos contribuidoes do projeto, já que eu poderia vir aqui, criar 1000 usuarios diferentes e votar a favor ou contra.
Estás convidado a criar os 1000 usuários diferentes.
Na primeira mensagem da enquete está explicado que o cadastro de novos usuários está bloqueado até o final da votação.

Antigamente as enquetes eram realizadas no sistema de enquetes do Yahoo.
Todo mundo que fazia parte do tracksource@yahoogrupos.com.br podia votar. As votações estão ocorrendo da mesma forma, mas no fórum, que facilita a centralização das informações.


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nqnnospam
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#128 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu:
Chicão, cada pedacinho do linux foi escrito por um desenvolvedor diferente, e com copyright. O fato desses pedaços de codigo estarem integrados em um projeto maior não elimina os direitos dos autores sobre eles.
Novamente, está se misturando alhos com bugalhos. Mapa não é software.

Mesmo num software, a questão é complicada. Muitos "Pedaços de código" sofrem modificações de vários autores diferentes. Uma linha de código pode ter sido modificada por várias pessoas. Se uma decisão tiver que ser tomada sobre esta linha de código, quem tem a palavra final? Interrompe-se o desenvolvimento por falta de unanimidade? Acho que não. Se fosse assim o Linux, por exemplo, estaria parado.
uirauna escreveu: Assim como uma emrpesa ou prefeitura que tenha cedido os dados para o projeto ainda detem os direitos sobre eles, cada autor do projeto ainda tem os direitos sobre o que contribuiu. Ninguem aqui assinou nada cedendo os direitos autorais sobre o que contribuiu.
Muitas Prefeituras, inclusive, só aceitaram coloborar sob a condição de que os fontes fornecidos por ela não seriam redistribuídos. E aí? Melamos o Projeto inteiro por uma escolha feita no passado, em circunstâncias diferentes, ou alteramos o Projeto para garantir sua sobrevivência?
uirauna escreveu: Eu vejo que a maioria das pessoas aqui não entendem como as licenças funcionam, e muitas foram influenciadas pelo e-mail 'gpl é ruim e cc é bom, portanto vote em cc' que foi enviado.
Isto é uma faca de dois gumes, porque eu poderia pensar a mesma coisa sobre quem discorda da minha opinião.
uirauna escreveu: Alem disso, uma enquete num forum aberto a todos não representa a votação dos contribuidoes do projeto, já que eu poderia vir aqui, criar 1000 usuarios diferentes e votar a favor ou contra.
Novamente, sugestões São bem-vindas.
uirauna escreveu: Agora novamente:
Eu não estou criticando o projeto, estou criticando a forma abusiva como esta 'mudança de licença' está sendo feita, e Também a falta de respeito com o direito dos desenvolvedores sobre suas contribuiçoes.
Abuso seria mudarmos a licença sem consultar ninguém. Como não ninguém aqui é dono do Projeto, fizemos justamente o contrário.

Falta de respeito seria passar adiante o código fonte deste ou daquele mapa, para esta ou aquela empresa, desrespeitando decisão do Projeto, em troca de sabe-se lá do que.

Falta de respeito seria ficar parado sem fazer nada, vendo as mudanças no mercado GPS do Brasil.

Falta de respeito seria se fazer de desentendido e deixar todos os questionamentos que estão surgindo aqui sem resposta.

Falta de respeito seria fugir do debate.
A mensagem da STETSOM e toda essa confusão só demonstra uma coisa: É uma pena que até hoje não tenhamos constituído a PESSOA JURÍDICA.
Exatamente mjmcosta, como ja disse na minha opiniao a criação de uma instituição oficial é a mudança mais importante a ser feita. A mudança de licença pode esperar.
Se você prestar atenção nas mensagens do Marcelo, vai ver que ele é contra a liberação dos arquivos .gz/.gtm.

Por fim, eu Também não discordo da necessidade de se criar uma pessoa jurídica. Só acho que devemos dar um passo de cada vez.


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uirauna
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#129 Mensagem por uirauna »

Igor escreveu: Estás convidado a criar os 1000 usuários diferentes.
Na primeira mensagem da enquete está explicado que o cadastro de novos usuários está bloqueado até o final da votação.
E quem me garante que alguem não criou antes?
Quem me garante que cada participande do forum é contribuidor do tracksource?
E os contribuidores que não tinham conta no forum e não podem votar?


------------------------------
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#130 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu:
Igor escreveu: Estás convidado a criar os 1000 usuários diferentes.
Na primeira mensagem da enquete está explicado que o cadastro de novos usuários está bloqueado até o final da votação.
E quem me garante que alguem não criou antes?
Quem me garante que cada participande do forum é contribuidor do tracksource?
E os contribuidores que não tinham conta no forum e não podem votar?
Na realidade este é um ponto interessante. Quem tem direito a votar?

1) Só os desenvolvedores na ativa?
2) Todos que já foram desenvolvedores um dia?
3) Quem já enviou contribuições?
4) Todo mundo?

E, pior:

a) como fazer o controle nas segunda e terceira opções?
b) e quem implementaria este controle? Alguém eleito pelo grupo?
c) como eleger este alguém?
d) e como fazer a eleição se não temos o controle?
e) se não temos como fazer o controle, ficamos parados?

Parece cinismo, mas não é. Estas São questões importantíssimas, que demonstram a dificuldade que será (seria?) criar uma PJ, mas que, no meu humilde ponto de vista, fogem do escopo deste tópico. Temos que ser pragmáticos, e fazer o que está ao nosso alcance, com os recursos disponíveis. Temos que dar um passo de cada vez.


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#131 Mensagem por uirauna »

Entendeu o meu ponto de vista?
Só que na minha opinião, ou é feito corretamente, com o cadastro de todo mundo, ou não tem validade.
Isso aqui ta parecendo eleição americana.

Na minha opinião todo mundo que já enviou contribuições, e portanto é detentor de copyright de parte do projeto, deveria estar apto a votar.


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#132 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu:Entendeu o meu ponto de vista?
Só que na minha opinião, ou é feito corretamente, com o cadastro de todo mundo, ou não tem validade.
Isso aqui ta parecendo eleição americana.

Na minha opinião todo mundo que já enviou contribuições, e portanto é detentor de copyright de parte do projeto, deveria estar apto a votar.
Na sua opinião, mas e na opinião dos outros? Vamos fazer uma enquete para decidir isso Também? Mas como fazer a enquete para decidir quem votar nas enquetes sem saber antes quem pode votar nela? Entende a impossibilidade do que você propõe? É preciso partir de algum lugar, senão não avançamos nunca.

Na total impossibilidade de implementar esta ou aquela opção ideal, o melhor é deixar todos votarem, pois é o mais democrático. Observe que apesar dos milhares de cadastrados, só temos cento e poucos votos.

Além disso, como eu ressaltei na lista tracksource, este fórum existe faz pelo menos quatro meses, e no final de toda mensagem da lista tracksource sempre aparece o aviso "Estamos migrando para o fórum, etc.". Lembrar Também que está não é a primeira enquete feita no fórum. Todos tiveram tempo suficiente para se cadastrar aqui.


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mjmcosta
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OFICIALIZAÇÃO

#133 Mensagem por mjmcosta »

Se minhas manifestações anteriores levaram alguém a pensar que sou a favor da divulgação dos arquivos GZ. Eis os esclarecimentos necessários.

1- Na minha compreensão, o Tracksource produz MAPAS e não SOFTWARE;
2- Os mapas do Tracksource São distribuídos em um formato IMG e podem ser carregados em qualquer GPS que aceite esse formato e não apenas nos GPS da GARMIN. Atualmente, que eu tenha ciência somente o GPS da GARMIN aceita esse formato;
3- Os programas de computador ou softwares São obras intelectuais protegidas, mas não o formato de arquivo que eles geram, muito embora a técnica para gerá-los seja objeto de proteção. Exemplo: existem diversos compactadores do tipo ZIP. A escrita, o código do programa Winzip é protegido, ninguém pode copiá-lo, mas existem vários outros programas, com códigos diferentes, que fazem tarefas semelhantes e geram arquivos compactados do tipo ZIP, inclusive um brasileiro (BRAZIP). Conclusão: não há proteção legal ao formato PDF, DOC ou IMG;
4- A não distribuição do GZ NÃO CONSTITUI qualquer incompatibilidade com a GPL. O fonte ou arquivo básico do Tracksource é o IMG e não o GZ. Se admitíssemos a necessidade de fornecer os fontes dos programas que usamos para produzir os nossos mapas Também precisaríamos distribuir o fonte do TRACKMAKER e do MAPDEKODE.
5- A GPL e a CREATIVE São inadequadas para regular a distribuição do Tracksource porque nós fazemos MAPAS e não SOFTWARE. É claro que analogicamente essas licenças podem ser utilizadas para regular a distribuição do Tracksource, muito embora uma licença escrita especialmente para a finalidade do Projeto fosse, por óbvio, muito mais adequada;
6- O principal problema do Tracksource não é o modo pelo qual os seus mapas São distribuídos, mas a FALTA DE PERSONALIDADE JURÍDICA do Grupo, seja para vir a ser titular de direitos e obrigações, podendo, aí sim, proteger os direitos sobre sua obra coletiva, seja para organizar o funcionamento do próprio grupo: forma de eleição, processo decisório, duração dos mandatos, quorum decisório, etc. etc.;
7- A verdadeira questão do Grupo não é a LICENÇA, mas a sua OFICIALIZAÇÃO.

Entretanto, a questão da oficialização está sendo sempre postergada, ora porque a¢â‚¬Å“o grupo é muito heterogêneo”, ora porque a¢â‚¬Å“ainda não é a hora”. Enfim há uma RESISTÊNCIA enorme, que eu pessoalmente não consigo compreender.

Também me incomoda intensamente o fato de existir alguém que paga sozinho a conta, que deveria ser de todos nós, e cobra isso. Eu gostaria muito de contribuir com o projeto não apenas com a quase totalidade dos mapas municipais da BAHIA, mas Também financeiramente.

Abs.


Marcelo Costa



uirauna
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#134 Mensagem por uirauna »

Marcelo, muito bem colocado.
Mas tem uma correção:
O fonte ou arquivo básico do Tracksource é o IMG e não o GZ.
Na verdade a GPL define a fonte como sendo 'o formato aonde as alterações São mais facilmente ou comumente feitas'. Portanto o 'codigo fonte' do tracksource é sim os arquivos gz.

O resto do seu posto eu assino embaixo :)


------------------------------
Uirauna I. Caetano

mjmcosta
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Dismistificando o GZ

#135 Mensagem por mjmcosta »

uirauna escreveu:Na verdade a GPL define a fonte como sendo 'o formato aonde as alterações São mais facilmente ou comumente feitas'. Portanto o 'codigo fonte' do tracksource é sim os arquivos gz.

O resto do seu posto eu assino embaixo :)
Uirauna,

Ou você discorda de mim ou não me entendeu.

você está certo quando diz que a GPL define o fonte como a¢â‚¬Å“o formato aonde as alterações São mais facilmente ou comumente feitas”. Só que a GPL é feita para programa de computador e o Tracksource não é um programa de computador, mas um MAPA.

Quando você entra numa papelaria e compra um mapa do IBGE, você adquire o direito de usá-lo única e exclusivamente na forma em que ele foi distribuído (impresso em papel). Mas, por traz da confecção desse mapa há um enorme banco de dados em GIS, levantamentos topográficos, altimétricos, planimétricos, desenhos em Autocad, etc, etc. Mas você não tem o direito de pedir ao IBGE que lhe forneça nada, nem o fotolito.

Com os mapas do Tracksource é a mesma coisa, você tem o direito de usá-los exclusivamente no formato em que foi distribuído (IMG), podendo instalá-los em um GPS da Garmin ou até mesmo num GPS que você tenha construído em casa. Só há uma diferença. No caso do mapa do IBGE, você não pode sequer fazer uma fotocópia dele, já o do Tracksource, a cópia é autorizada.

Portanto, essa estória de dizer que precisa mudar a licença porque a GPL exige a divulgação do fonte é balela. O que a mudança propicia é a ressalva dos direitos comerciais sobre os mapas, só isso.

Abs.


Marcelo Costa



uirauna
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#136 Mensagem por uirauna »

De novo não :(
Vou dar quote no meu post:
Bom, duas correçoes:

Primeiro, a GPL NÃO SE APLICA SOMENTE A SOFTWARE. E ponto. Caso queira discutir, leia o site da GPL:
http://www.gnu.org/licenses/gpl-faq.htm ... anSoftware
(...)
Leia isso novamente por favor.
E copiando do site da GPL:

Can I use the GPL for something other than software?
You can apply the GPL to any kind of work, as long as it is clear what constitutes the "source code" for the work. The GPL defines this as the preferred form of the work for making changes in it.
Portanto o 'source' do tracksource é o conjunto de arquivos gtm.



E outra coisa do site da GPL :
http://www.gnu.org/licenses/gpl-faq.html#Consider
Consider this situation: 1. X releases V1 of a project under the GPL. 2. Y contributes to the development of V2 with changes and new code based on V1. 3. X wants to convert V2 to a non-GPL license. Does X need Y's permission?
Yes. Y was required to release its version under the GNU GPL, as a consequence of basing it on X's version V1. Nothing required Y to agree to any other license for its code. Therefore, X must get Y's permission before releasing that code under another license.
Traduzindo:

X cria a Versão V1 de um projeto sob a GPL. Y contribui para a Versão V2 do projeto baseada na Versão V1. X quer mudar a licença de V2 para uma licença não-GPL. X precisa da autorização de Y para faze-lo?

Sim. Y teve que liberar suas contribuições sob a GPL, mas em momento algum as liberou sob outra licença que não a GPL. Portanto, X deve ter a permissão de Y para a mudança de licença.


Portanto:

1. A fonte do projeto tracksource é os arquivos gtm.

2. É necessária a autorização de TODOS que contribuiram ao projeto para mudar a licença.


Acho que isso encerra esses dois pontos né?

Abraços.


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#137 Mensagem por nqnnospam »

Uirauna,

A discussão de que licença é a mais adequada não é exclusividade nossa, e há vários projetos de mapas similares ao nosso que não usam a GPL porque a consideram inadequada ao tipo de trabalho que mapas constituem:

http://wiki.openstreetmap.org/index.php/Legal_FAQ
http://www.malsingmaps.com/forum/index.php
http://upct.org/
etc.

Obviamente, podemos usar a GPL, ou qualquer outra licença. Podemos até não usar licença nenhuma, ou até poderíamos criar uma licença específica.

O que está em discussão aqui não é se "pode-se aplicar a GPL ao Tracksource", mas sim se "GPL é a licença mais adequada ao Tracksource".

Eu gostaria que as pessoas que escolheram (na melhor das intenções) a GPL no começo do Projeto se manifestassem aqui, mas o fato é que:

1) A GPL impossibilita o recebimento de contribuições de dados de fontes que não querem ver estes dados publicados em uma forma modificável. Exemplos São as diversas Prefeituras que já contribuíram com o Tracksource. Boa parte dessas contribuições teriam que ser retiradas por causa da GPL. Na realidade, nem poderiam ter sido aceitas. Boa parte dos mapas iriam para o espaço.

2) Pior, como eu já disse antes (até apresentei exemplos) a GPL nos impossibilita de proteger estas contribuições do uso comercial. É possível fazer uso comercial dos dados do Projeto sem violar a GPL. Isto porque a GPL é extremamente poderosa para salvaguardar programas, mas não conjuntos de dados.

Em essência, o Tracksource é um conjunto de dados, e precisamos de uma licença adequada a esta essência.


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uirauna
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#138 Mensagem por uirauna »

Agora sim voce esta falando a minha lingua.

Contando que sejam respeitados os direitos legais de cada desenvolvedor que contribuiu para o projeto, a licença pode ser mudada a vontade.

Mas na minha opinião a CC Também não é adequada ao projeto. Eu acho que deveria ser constituida a pessoa juridica e o estatuto do projeto para então discutir a mudança de licença.

então novamente por que esta votação não tem validade:

1. É necessária a aprovação de TODOS que ja contribuiram com o projeto para poder mudar a licença (ver meu ultimo post);

2. A enquete feita pelos membros do forum NÃO REFLETE o grupo tracksource. Muitos colaboradores não estão presentes e a maioria de votantes não é colaborador;


Portanto novamente insisto que esta 'enquete' seja cancelada.

Abraços...


------------------------------
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#139 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu: então novamente por que esta votação não tem validade:

1. É necessária a aprovação de TODOS que ja contribuiram com o projeto para poder mudar a licença (ver meu ultimo post);


Conforme eu expliquei antes, não é factível ter a aprovação de todos. Nem todos votam, muitos desenvolvedores já abandonaram o Projeto e não podem ser encontrados, não temos como controlar quem vota, não temos urna eletrônica, não temos nada disso.

Seguindo por esse caminho, nunca vamos mudar nada por aqui. Temos que fazer o razoável, e isto foi abrir o voto para todos que estavam cadastrados no fórum.

não sou filósofo, nem quero seguir por aí, mas democracia não pressupõe unanimidade.

Um comentário. Imagine a dificuldade que será implementar uma pessoa jurídica, se formos seguir nessa linha da unanimidade. Talvez por isso parte dos fundadores do Projeto seja contra a implementação da PJ.

uirauna escreveu:
2. A enquete feita pelos membros do forum NÃO REFLETE o grupo tracksource. Muitos colaboradores não estão presentes e a maioria de votantes não é colaborador;


Desculpe, mas esta é uma opinião sua, que, desculpe-me novamente, é infundada. Tivemos somente 131 votos até agora. Só votou o pessoal mais ligado ao Projeto.


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#140 Mensagem por Alex Rodrigues »

uirauna, insisto que essa enquete irá até o final dela, mais uns dias. Vejo que você está extremamente insatisfeito com o projeto e como as coisas São feitas. Sugiro que monte outro grupo, monte um site do seu bolso e junte milhares de pessoas competentes e comprometidas com o projeto. Nem você nem o mjmcosta São obrigados a permanecer conosco. É um trabalho voluntário e ninguém ganha com isso, nem eu, nem a coordenação nem vocês. A enquete é para sabermos a opinião da maioria, não apenas a sua. Se precisar de ajuda para montar o seu projeto, recomendo os nossos manuais, que gastamos meses para montá-lo.



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Curiosidade do Alex

#141 Mensagem por mjmcosta »

Alex Rodrigues escreveu:uirauna, insisto que essa enquete irá até o final dela, mais uns dias. Vejo que você está extremamente insatisfeito com o projeto e como as coisas São feitas. Sugiro que monte outro grupo, monte um site do seu bolso e junte milhares de pessoas competentes e comprometidas com o projeto. Nem você nem o mjmcosta São obrigados a permanecer conosco.
Alex,


No início de 2006, quando você cancelou arbitrariamente o meu direito de postar na lista, somente restabelecendo-o depois que outros integrantes do Grupo intercederam a meu favor, eu quase me desestimulei de prosseguir contribuindo com o Grupo. Agora, no seu último a¢â‚¬Å“post”, você me pergunta por que eu continuo no Projeto já que tenho tantas divergências em relação à forma despótica com que algumas coisas São conduzidas.

Acho que é uma curiosidade que merece ser satisfeita, e vou exprimi-la de uma forma literária, com as palavras de Mário de Andrade, mesmo mal o comparando a Machado de Assis:

a¢â‚¬Å“Ele foi um homem que me desagrada e eu não desejaria para o meu convívio. Mas produziu uma obra (maravilhosa) do mais alto valor artístico, prazer estético de magnífica intensidade que me apaixona e que cultuo sem cessar. A lembrança do homem faz com que me irrite freqüentemente contra a obra, ao passo que o encanto desta exige de mim dar a quem a fez um amor, um anseio de presença e concordância a que meu ser se recusa.

Machado de Assis não profetizou nada, não combateu nada, não ultrapassou nenhum limite infecundo. Viveu moral e espiritualmente escanchado na burguesia de seu funcionarismo garantido e muito honesto, afastando de si os perigos visíveis. Mas as obras valem mais que os homens. As obras contam muitas vezes mais que os homens. As obras (cantam muitas) dominam muitas vezes os homens e os vingam deles mesmos. É extraordinária a vida independente das obras-primas que, feitas por estas ou aquelas pequenezas humanas, se tornam grandes, simbólicas, exemplares. E se o mestre não pode ser um protótipo do homem brasileiro, a obra dele nos dá a confiança do nosso mestiçamento, e vaia os absolutistas raciais com o mesmo rijo apito cumpre a humanidade vaiar o sedentarismo das filosofias de contemplação. E se o humanismo, a ironia, o ceticismo, o sarcasmo do mestre não o fazem integrado na vida, fecundador de vida, generoso de forças e esperanças futuras, sempre é certo que ele é um dissolvente apontador da vida tal como estáa¢â‚¬Â. (Mário de Andrade)

Abs.


Marcelo Costa



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#142 Mensagem por uirauna »

Alex Rodrigues escreveu:uirauna, insisto que essa enquete irá até o final dela, mais uns dias. Vejo que você está extremamente insatisfeito com o projeto e como as coisas São feitas. Sugiro que monte outro grupo, monte um site do seu bolso e junte milhares de pessoas competentes e comprometidas com o projeto. Nem você nem o mjmcosta São obrigados a permanecer conosco. É um trabalho voluntário e ninguém ganha com isso, nem eu, nem a coordenação nem vocês. A enquete é para sabermos a opinião da maioria, não apenas a sua. Se precisar de ajuda para montar o seu projeto, recomendo os nossos manuais, que gastamos meses para montá-lo.
Perai, isso aqui não era uma democracia?
E quem voce acha que é para estar agindo como tirano? Eu não quero e não vou sair do projeto, e tenho tanto direito de expressar a minha opinião quanto voce.
não estou ofendendo ninguem muito menos fazendo acusações pessoaes, portanto voce não tem o MÍNIMO direito de falar pra mim sair do projeto.

Como eu expliquei UM MONTE DE VEZES não estou insatisfeito com o projeto, e sim com a forma com que algumas coisas São feitas.

E voce vai fazer o que? Me banir? Por favor mostre um pouco mais de decencia e deixe as discussoes rolarem livremente.

Cara, voce ta lendo os meus posts? Tem ideia do que eu estou falando? Ou só por que eu discordo de voce voce vem querendo me dar bronca? Vou resumir o que eu escrevi até agora para voce, leia e pense nisso:

1. Esta votação não é valida pois legalmente é necessária a provação de TODOS os contribuidores (claro que um contribuidor que não pode ser encontrado não importa) para mudar a licença. Além disso a votação deve ser restrita aos contribuidores, e a licença só pode ser mudada em caso de UNANIMIDADE. Isso aqui não é interpretação, caso duvide, va falar com um advogado.

2. Cada contribuidor ainda tem direito de copyright sobre suas contribuições. Ninguem assinou um termo cedendo os direitos para o projeto, exceto é claro aqueles que tenham declarado que estejam cedendo os direitos. Novamente se voce não acredita em mim, pergunte a um advogado.

3. Voces acham que a GPL não é adequada, eu acho que a CC Também não é adequada. Na minha opinião deviamos criar uma nova licença para o projeto.

4. Na minha opinião acho mais importante criar uma pessoa juridica e um estatuto para o projeto.

Essas quatro questoes São reais e muito importantes.

E cara, qual é o sem problema comigo? É o terceiro post seguido que voce faz acusações pessoais e tenta me difamar:
você entrou no fórum há 8 meses atrás e só postou a primeira mensagem há menos de 2 semanas. Por quê não se preocupou em ajudar o projeto? Porquê esperou esse tempo todo para criticar o projeto que garante mensalmente uma Versão nova dos mapas para você? Precisamos de gente para ajudar a melhorar os mapas, não para criticar o trabalho.
uirauna, qual é o seu real interesse comercial nos mapas do TrackSource?

Abraços,
Alex
Eu discordo de muitas coisas que o Marcelo Costa está dizendo, mas mesmo assim respeito ele e as opiniões dele. Aqui todo mundo é adulto e não tem lugar para esse tipo de coisa.
__________________________________________________________

Respondendo ao marcelo:

Conforme eu expliquei antes, não é factível ter a aprovação de todos. Nem todos votam, muitos desenvolvedores já abandonaram o Projeto e não podem ser encontrados, não temos como controlar quem vota, não temos urna eletrônica, não temos nada disso.
Marcelo, se não podemos encontra-los o voto não é necessário. O que estou querendo dizer é que a votação tem que ser por unanimidade. E isso não é interpretação ou opinião minha, eu mostrei bem claro no ultimo post que isso é necessário.
Desculpe, mas esta é uma opinião sua, que, desculpe-me novamente, é infundada. Tivemos somente 131 votos até agora. Só votou o pessoal mais ligado ao Projeto.
E quem me garante que todos que votaram estão ligados ao projeto?

Abraços...


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#143 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu: 1. Esta votação não é valida pois legalmente é necessária a provação de TODOS os contribuidores (claro que um contribuidor que não pode ser encontrado não importa) para mudar a licença. Além disso a votação deve ser restrita aos contribuidores, e a licença só pode ser mudada em caso de UNANIMIDADE. Isso aqui não é interpretação, caso duvide, va falar com um advogado.
Correção, na sua opinião esta votação não é válida.

E eu já falei SIM com mais de um advogado.
uirauna escreveu: 2. Cada contribuidor ainda tem direito de copyright sobre suas contribuições. Ninguem assinou um termo cedendo os direitos para o projeto, exceto é claro aqueles que tenham declarado que estejam cedendo os direitos. Novamente se voce não acredita em mim, pergunte a um advogado.
Novamente, eu já falei SIM com mais de um advogado. Uma das razões para justificar a validade da votação é não haver nada assinado. De todas as contribuições que eu recebi até hoje nenhuma tinha seu uso condicionado a esta ou aquela licença. Daí pode-se argumentar que as contribuições recebidas podem ser usadas pelo desenvolvedor da forma que achar melhor (não estou defendendo que devam ser usados de qualquer forma, mas que poderiam).

Quando o desenvolvedor manda o mapa para compilação, Também não se condiciona o uso a esta ou aquela licença.

Outro ponto, visto que não existe nada assinado, pode-se considerar que tudo que o desenvolvedor faz é adicionar dados ao mapa base enviado pelo Projeto, logo o direito autoral é do Projeto.

Como você pode ver, há várias interpretações possíveis, dada a informalidade do Projeto (e este acho que é ponto que desagrada o Marcelo). Os advogados vão encontrar argumentos para os dois lados.

E você ainda não esclareceu qual a sua proposta de como tratar os mapas cedidos por prefeituras e outros órgãos sob licenças restritas, sob a GPL.

__________________________________________________________

uirauna escreveu: Respondendo ao marcelo:
As "perguntas" foram minhas, e não do Marcelo.

uirauna escreveu:
Conforme eu expliquei antes, não é factível ter a aprovação de todos. Nem todos votam, muitos desenvolvedores já abandonaram o Projeto e não podem ser encontrados, não temos como controlar quem vota, não temos urna eletrônica, não temos nada disso.
Marcelo, se não podemos encontra-los o voto não é necessário. O que estou querendo dizer é que a votação tem que ser por unanimidade. E isso não é interpretação ou opinião minha, eu mostrei bem claro no ultimo post que isso é necessário.
É opinião sua sim, conforme já exemplifiquei acima. Consulte um advogado e peça uma argumentação para a votação por maioria e ele vai apresentá-la.
uirauna escreveu:
Desculpe, mas esta é uma opinião sua, que, desculpe-me novamente, é infundada. Tivemos somente 131 votos até agora. Só votou o pessoal mais ligado ao Projeto.
E quem me garante que todos que votaram estão ligados ao projeto?
E quem garante que não?

Eu acho que, quando alguém envia uma contribuição, não está preocupado com licença ou o quer que seja. Eu entendo que a principal preocupação dos participantes é ter a garantia de que eles vão poder continuar usufruindo dos resultados de seu trabalho/contribuição gratuitamente. E é justamente isso que queremos garantir com nossa proposta de mudança de licença.

Por fim, desde quando conheci o Projeto, mesmo quando não era desenvolvedor, sempre considerei que os mapas eram do Projeto, e não do desenvolvedor. Os desenvolvedores, compiladores, colaboradores, enfim, todos os participantes, São figuras importantes mas passageiras. Elas vão, o Projeto fica. Nunca vi isto escrito em lugar nenhum, nem sei porque esta foi minha impressão inicial, mas é assim que penso até hoje. E não vejo isso como um aspecto negativo.

Dentro dessa forma de ver, eu acho mesmo que os desenvolvedores/colaboradores não podem reclamar direitos autorais sobre os mapas contra o Projeto (eu nunca reclamei nem reclamarei). Talvez outras pessoas (você, por exemplo) pensem diferente, não sei, mas é desta forma que eu vejo as coisas. Se esse é o caso, então infelizmente nunca vamos chegar num consenso, pois estamos discordando num aspecto fundamental.


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#144 Mensagem por uirauna »

Ué? Cade o meu post? Escrevi ele as 6:30 antes de ir pra aula e agora volto e ele sumiu? Como assim?

Mas vou escrever parte dele novamente:
Outro ponto, visto que não existe nada assinado, pode-se considerar que tudo que o desenvolvedor faz é adicionar dados ao mapa base enviado pelo Projeto, logo o direito autoral é do Projeto.
Por favor leia novamente o meu post anterior, sobre a GPL:
http://www.gnu.org/licenses/gpl-faq.html#Consider
Consider this situation: 1. X releases V1 of a project under the GPL. 2. Y contributes to the development of V2 with changes and new code based on V1. 3. X wants to convert V2 to a non-GPL license. Does X need Y's permission?
Yes. Y was required to release its version under the GNU GPL, as a consequence of basing it on X's version V1. Nothing required Y to agree to any other license for its code. Therefore, X must get Y's permission before releasing that code under another license.

Traduzindo:

X cria a Versão V1 de um projeto sob a GPL. Y contribui para a Versão V2 do projeto baseada na Versão V1. X quer mudar a licença de V2 para uma licença não-GPL. X precisa da autorização de Y para faze-lo?

Sim. Y teve que liberar suas contribuições sob a GPL, mas em momento algum as liberou sob outra licença que não a GPL. Portanto, X deve ter a permissão de Y para a mudança de licença.


Portanto, SEGUNDO A GPL, é necessária a autorização de TODOS que contribuiram com o projeto para mudar a licença. E isso não é interpretação minha, isso ta na própria GPL.

Como o projeto Tracksource é regido pela GPL, essa regra se aplica a ele quer voces queiram ou não. Portanto:

É necessária a aprovação de todos os contribuidores para mudar a licença do projeto.

Alem disso, voce esta dizendo que os direitos pertencem ao projeto. E as empresas que forneceram mapas para o projeto, elas ainda não detem direito sobre eles? E se eles tem, eu e todos os contribuidores tambem tem.

E a não ser que um contribuidor tenha claramente cedido os direitos autorais para o projeto, ele ainda tem direito sobre suas contribuições, e isso é protegido por lei.

Portanto os contribuidores ainda tem direito sobre sua propriedade intelectual, e portanto é necessária a aprovação de todos eles para a mudança de licença. E assim essa votação não é valida, pois seu resultado não tem significado, já que muitos contribuidores estão impedidos de votar e muitas pessoas de fora podem votar.

Entendeu?

Sobre a licença.
A minha sugestão é, depois de criar a entidade Tracksource, discutir a criação de uma nova licença que se adeque melhor ao projeto, e ai então submeter a aprovação dos contribuidores.

Dentro dessa forma de ver, eu acho mesmo que os desenvolvedores/colaboradores não podem reclamar direitos autorais sobre os mapas contra o Projeto (eu nunca reclamei nem reclamarei). Talvez outras pessoas (você, por exemplo) pensem diferente, não sei, mas é desta forma que eu vejo as coisas. Se esse é o caso, então infelizmente nunca vamos chegar num consenso, pois estamos discordando num aspecto fundamental.
Se eles não cederam em momento algum os direitos, eles ainda tem o direito sobre suas contribuições. Isso esta bem claro para mim. Se eu não assinei nada concordando em abdicar dos meus direitos, eu ainda tenho eles.

Bom, é isso, ainda quero saber o que aconteceu com o meu post que sumiu.

Abraços.


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#145 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu: Por favor leia novamente o meu post anterior, sobre a GPL:
http://www.gnu.org/licenses/gpl-faq.html#Consider
Consider this situation: 1. X releases V1 of a project under the GPL. 2. Y contributes to the development of V2 with changes and new code based on V1. 3. X wants to convert V2 to a non-GPL license. Does X need Y's permission?
Yes. Y was required to release its version under the GNU GPL, as a consequence of basing it on X's version V1. Nothing required Y to agree to any other license for its code. Therefore, X must get Y's permission before releasing that code under another license.
Os IMGs São distribuídos sob a GPL, não as contribuições.

A situação que você cita acima não tem relação nenhuma com o relacionamento colaboradores/desenvolvedores.

Os colaboradores mandam suas contribuições sem licença nenhuma. Além disso está implícita a autorização para usar os dados no Projeto.

Veja que este seu argumento não se sustenta nem numa situação semelhante envolvendo programas. Um exemplo. A Microsoft tem vários programadores trabalhando para ela. Cada programador faz uma parte do Windows, ou atualiza partes que outros fizeram.

Suponha agora que o seu argumento seja válido, e que a licença do Windows (os mapas IMG Tracksource) seja aplicável às contribuições individuais de cada programador (colaborador/desenvolvedor) da Microsoft (Projeto). então um programador (colaborador/desenvolvedor) pode reclamar sobre a parte do código (mapa) que ele criou (contribuiu/desenvolveu) direitos autorais contra a Microsoft? Acho que não. Seria a ruína da Microsoft.

Quando o cara é contratado pela Microsoft, está implícito que o trabalho desenvolvido por ele é da Microsoft.
uirauna escreveu: Alem disso, voce esta dizendo que os direitos pertencem ao projeto. E as empresas que forneceram mapas para o projeto, elas ainda não detem direito sobre eles? E se eles tem, eu e todos os contribuidores tambem tem.
Finalmente você chega onde eu quero. Elas detém direito sobre os dados que elas passaram aos desenvolvedores, e que os desenvolvedores se comprometeram a não divulgar na forma recebida, porque elas explicitaram isso ao passar estes dados para o desenvolvedor!!! Se o Projeto divulgar estes dados na forma recebida, estará violando este acordo.

Contudo elas não detém o direito sobre os IMGs, porque elas autorizaram o Projeto a usar estes dados para produzir os IMGs!!! Logo, as prefeituras não tem o direito de questionar que tipo de licença usamos nos IMG. Entendeu agora?

É importante você perceber que estamos falando de dados, e não de um código de programa.

E, novamente, os colaboradores ao mandarem suas contribuições implicitamente autorizam o uso destes dados para criar os IMGs, senão o Projeto não faria o mínimo sentido!!!
uirauna escreveu: E a não ser que um contribuidor tenha claramente cedido os direitos autorais para o projeto, ele ainda tem direito sobre suas contribuições, e isso é protegido por lei.
Novamente, se o colaborador não concedeu ao Projeto implicitamente os direitos de usar os dados para fazer os mapas, então para que ele mandou estes dados para o Projeto? Desculpe, mas isto não faz o mínimo sentido para mim.
uirauna escreveu: Se eles não cederam em momento algum os direitos, eles ainda tem o direito sobre suas contribuições. Isso esta bem claro para mim. Se eu não assinei nada concordando em abdicar dos meus direitos, eu ainda tenho eles.
Novamente, se você manda uma contribuição, eu entendo que você está me dando o direito de por estes dados no mapa e posteriormente enviar para compilação. Novamente, se não for assim o Projeto não tem sentido.

"Ahhh, eu mandei aqueles POIs para você, mas não era para colocar no mapa, era só para você ver". Desculpe, mas para mim isso não faz sentido nenhum.


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#146 Mensagem por uirauna »

Quando o cara é contratado pela Microsoft, está implícito que o trabalho desenvolvido por ele é da Microsoft.
Aqui esta o seu erro. não tem nada de implicito. Quando o cara é contratado pela microsoft ou outra empresa do ramo (no caso eu ja trabalhei na IBM, então falo por experiencia própria) o funcionario tem que assinar um termo abdicando dos direitos sobre qualquer inovação que aconteça na area que ele trabalha. Se isso não fosse feito, ele poderia processar a empresa e manter seus direitos.
Portanto 'autorização implicita' não vale nada.
Num caso mais semelhante ao nosso, o linux, para mudar a licença do linux é sim necessaria a autorização de TODOS que ja contribuiram, por isso a licença não é mudada.

Existem casos aonde tentaram mudar a licença de um projeto sob a GPL, e para faze-lo tiveram que remover contribuições de colaboradores que discordavam da mudança.

Novamente, se você manda uma contribuição, eu entendo que você está me dando o direito de por estes dados no mapa e posteriormente enviar para compilação. Novamente, se não for assim o Projeto não tem sentido.
Errado, voce não esta cedendo direitos, e sim autorizando o uso, sao coisas totalmente diferentes. Portanto o cara que te enviou o mapa ainda tem direitos autorais sobre ele.

Abraços.


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#147 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu: Num caso mais semelhante ao nosso, o linux, para mudar a licença do linux é sim necessaria a autorização de TODOS que ja contribuiram, por isso a licença não é mudada.

Existem casos aonde tentaram mudar a licença de um projeto sob a GPL, e para faze-lo tiveram que remover contribuições de colaboradores que discordavam da mudança.
Liunx é um sistema operacional, um conjunto de programas. O Tracksource é um conjunto de dados, bem diferente portanto.
uirauna escreveu:
Novamente, se você manda uma contribuição, eu entendo que você está me dando o direito de por estes dados no mapa e posteriormente enviar para compilação. Novamente, se não for assim o Projeto não tem sentido.
Errado, voce não esta cedendo direitos, e sim autorizando o uso, sao coisas totalmente diferentes. Portanto o cara que te enviou o mapa ainda tem direitos autorais sobre ele.
você está só mudando as palavras, mas o sentido é o mesmo:

"ceder o direito de uso" ou "autorizar o uso", é a mesma coisa.

Eu insisto, o Projeto não distribui as contribuições recebidas, e sim os IMGs. E, novamente, estamos lidando com dados, e não códigos de programas.

Novamente, você percebe o Projeto de forma diferente da minha, e não vamos concordar nunca.


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#148 Mensagem por nqnnospam »

Continuando...
uirauna escreveu:
Quando o cara é contratado pela Microsoft, está implícito que o trabalho desenvolvido por ele é da Microsoft.
Aqui esta o seu erro. não tem nada de implicito. Quando o cara é contratado pela microsoft ou outra empresa do ramo (no caso eu ja trabalhei na IBM, então falo por experiencia própria) o funcionario tem que assinar um termo abdicando dos direitos sobre qualquer inovação que aconteça na area que ele trabalha. Se isso não fosse feito, ele poderia processar a empresa e manter seus direitos.
Tanto está implícito, que se o funcionário entrar com uma ação alegando que este contrato é ilegal, vai perder.

E mais um exemplo simples da diferença entre usar conjunto de dados e um código fonte de um programa.

Eu posso publicar um livro com as coordenadas de todas as cidades do Brasil. Meus direitos autorais sobre o livro estão garantidos por lei, e ninguém pode copiá-lo sem minha autorização. Contudo, uma pessoa pode muito bem pegar as coordenadas publicadas no livro e montar um mapa com elas, e eu não poderia de forma alguma alegar violação de direitos autorais.

O texto do livro e/ou partes dele equivale ao código fonte de um programa, tudo protegidos por lei. As informações do livro, por outro lado, São "dados", e estes não estão protegidos por direitos autorais. Seria no mínimo estranho alguém publicar um livro querendo que as informações lá presentes não fossem usadas por ninguém.

Entende a sutileza da questão? Posso apresentar mais exemplos, se quiser.


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#149 Mensagem por uirauna »

Caramba, voce leu o que eu escrevi? Parece que não.
Como eu disse, isso é tão NÃO IMPLICITO que o funcionario tem que ASSINAR UM ACORDO CEDENDO OS DIREITOS. não tem nada de implicito nisso.
E acredite, eu tive que fazer isso.

Portanto a não ser que alguem tenha EXPLICITAMENTE cedido os direitos, ele ainda os tem.

Por que eu tenho que explicar tudo duas vezes?

Abraços...


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#150 Mensagem por nqnnospam »

uirauna escreveu:Caramba, voce leu o que eu escrevi? Parece que não.
Como eu disse, isso é tão NÃO IMPLICITO que o funcionario tem que ASSINAR UM ACORDO CEDENDO OS DIREITOS. não tem nada de implicito nisso.
E acredite, eu tive que fazer isso.

Portanto a não ser que alguem tenha EXPLICITAMENTE cedido os direitos, ele ainda os tem.

Por que eu tenho que explicar tudo duas vezes?

Abraços...
você não leu o que eu escrevi. não adianta nada eu argumentar se você não lê o que eu escrevo.

Por se tratar de uma empresa, é óbvio que a pessoa tem que assinar um contrato. Eu ficaria espantado se fosse diferente. Se a pessoa está trabalhando para uma empresa, não faz o mínimo sentido ela querer exigir direitos autorais sobre o trabalho produzido nestas condições. Seria o cúmulo do absurdo. Agora, já que a pessoa vai assinar um contrato, não custa fazer o mesmo detalhado (termo de sigilo, blah blah blah). Imagina só, eu contrato um pedreiro para fazer a minha casa, e ele depois diz que a casa é dele porque foi ele que construiu. Era só o que faltava!!!

Voltando ao Projeto (onde as pessoas trabalham voluntariamente e não recebem pagamento nenhum), como eu disse, você tem uma visão do mesmo diferente da minha. Como eu já expliquei várias e várias vezes e você parece não querer ler, MAPA não é SOFTWARE.

Eu não discuto direitos autorais sobre um software. Mas você segue apresentando argumentos que valem para software, como se eu estivesse questionando a existência de direitos neste aspecto.

Por uma questão de respeito e para não deixar você falando sozinho, estou tentando contra-argumentar dentro desta linha (equivocada) de tratar o Tracksource como software. Para que fique claro para você, NÃO DISCUTO A EXISTÊNCIA DE DIREITOS AUTORAIS SOBRE SOFTWARE. O que eu estou dizendo É QUE O TRACKSOURCE NÃO É SOFTWARE logo não adianta ficar discutindo o que vale ou deixa de valer para software.

O Tracksource é um conjunto de dados, e o autor não pode requerer direitos autorais sobre dados que ele divulgou. Ele pode requerer direitos somente sobre o meio ou forma como foi feita a divulgação (livro, CD, instalador com IMGs, etc.). A única forma de evitar que alguém use um dado é não divulgando-o. Uma vez divulgado, torna-se público, e qualquer um pode usar.

Se alguém abrir um mapa Tracksource e ver que nas coordenadas tais tem uma padaria, e depois marcar esta padaria no Google Earth, esta pessoa não está violando licença nenhuma (porque ela acessou um dado). A presença da padaria naquelas coordenadas não é fruto do trabalho do Tracksource.

Agora, se essa pessoa tentar redistribuir o mapa, ai sim ela pode eventualmente estar infringindo alguma licença.

Por outro lado, se uma pessoa escreve um programa e o publica num livro com direitos reservados, aí ela pode exigir direitos sobre o programa e o livro, porque foi ela que fez o programa. Se ela não escrevesse o programa, o mesmo não existiria.

Espero que a diferença tenha ficado clara agora.


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#151 Mensagem por uirauna »

O Tracksource é um conjunto de dados, e o autor não pode requerer direitos autorais sobre dados que ele divulgou. Ele pode requerer direitos somente sobre o meio ou forma como foi feita a divulgação (livro, CD, instalador com IMGs, etc.). A única forma de evitar que alguém use um dado é não divulgando-o. Uma vez divulgado, torna-se público, e qualquer um pode usar.
Os copyrights se aplicam igualmente a dados como software. Se voce copiar um, dois, ou alguns pontos de uma mapa, isso se enquadra na categoria 'Fair Use', e funciona da mesma forma que voce pode cistar um livro (um livro, mesmo que online é um conjunto de dados, e ainda assim é sumetido a copyright) ou mostrar a imagem de um quadro ou programa numa revista.
Agora para voce copiar todos os pontos de um mapa, apesar de serem 'dados' (sinceramente, do meu ponto de vista o tracksource é sim um software).

Cara, então acho que realmente chegamos a um impasse, eu acho que tudo isso prova que cada um ainda tem os direitos sobre as contribuições, e voce acha o contrario.

De qualquer forma eu estou aqui defendendo o meu direito sobre as contribuições que eu fiz, e acho que os outros contribuidores deviam fazer o mesmo.

Abraços...


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Uirauna I. Caetano

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#152 Mensagem por uirauna »

Ops, esqueci de terminar uma frase:

Agora para voce copiar todos os pontos de um mapa, apesar de serem 'dados' (sinceramente, do meu ponto de vista o tracksource é sim um software), voce precisa de autorização do autor, e quando voce quer distribui-los sob uma licença diferente voce ainda precisa de autorização do autor.

Vamos pensar de outra forma. Imagine que esta enquete é para mudar o tracksource para uma licença comercial, e a partir disso os mapas serão vendidos. Apesar de voce discordr considere que a mudança é aprovada por 51% da enquete. Voce acha que o projeto tem o direito de simplesmente vender as suas contribuições sem te dar satisfações? Se voce não tem mais direitos sobre as suas contribuições o projeto tem sim esse direito.

Eu sei que o exemplo é drástico, mas se aplica perfeitamente a situação atual.

Bom, terminei o que eu esqueci.
Abraços...


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#153 Mensagem por Haigh »

Sérgio,

Ficou uma dúvida no ar depois de toda esta sua discussão com Uirauna. você disse:
O Tracksource é um conjunto de dados, e o autor não pode requerer direitos autorais sobre dados que ele divulgou. Ele pode requerer direitos somente sobre o meio ou forma como foi feita a divulgação (livro, CD, instalador com IMGs, etc.). A única forma de evitar que alguém use um dado é não divulgando-o. Uma vez divulgado, torna-se público, e qualquer um pode usar.
Se o Tracksource é um conjunto de dados e uma vez divulgado qualquer um pode usar os dados como quiser e o autor (projeto ou colaborador) "não pode requerer direitos autorais sobre ele", o que impede (sob qualquer licença) que alguém extraia dados dos arquivos IMG distribuidos pelo projeto e construa outro produto e use da maneira como queira?

No meu entender os dados estão protegidos sim. Se eu escrevo uma música, tenho direitos sobre a sequencia de notas, sejam elas tocadas em qualquer instrumento, em qualquer meio, em qualquer tempo. Se componho uma música tenho direitos sobre a sequencia de palavras. Se escrevo um livro as informações podem ser usadas mas não a sequência de palavras que eu criei. Com os mapas é igual. As informações São públicas mas as coordenadas de cada track que compõe o mapa São criação minha e só podem ser usadas da maneira como eu permiti. A diferença está justamente no "como eu autorizo que você use meus dados" em vez de "use como queira". Os dados e a informação não podem ser usados de qualquer jeito. Podem ser usados somente da forma como a licença de uso permite que você use. O texto que define o contrato sob o qual cada colaborador contribuiu sua parte do mapa é exatamente a GPL, o que dá razão a muito do que Uirauna está dizendo.

não pretendo com isso dizer que a votação é inválida ou que o que for decidido pelo grupo não deva valer mas, como já disse antes, precisaremos estar preparados para lidar com questionamentos como o da Uirauna. É um questionamento válido e se qualquer colaborador quiser que suas contribuições sejam retiradas da Versão divulgada sob a nova licença devemos respeitar isso, sob o risco de estarmos sujeitos à violação dos direitos autorais de quem criou os dados que estamos usando.

A beleza da GPL e da CC e de qualquer licença destas é exatamente a proteção aos dados, obra, software, etc. que se cria e compartilha. Todas dizem que qualquer um pode usar desde que mantenha a licença que garante liberdade. Todas as licenças se travam perpetuamente. É justamente porque é tão difícil mudar as licenças é que elas São tão fortes e porque todos os movimentos de livre informação (software livre, dados livres, wikipedia, etc.) São todos baseados nestas licenças. Se fosse fácil mudar seria uma proteção fraca à liberdade dos dados.

De novo:
Sou favorável a manutenção da GPL
não quero isso por meio da imposição da manutenção por meios legais
não quero questionar o processo decisório do grupo
Quero que a decisão do grupo seja informada e consciente
Quero que todos conhecam as implicações do que está sendo decidido
Quero que todos conheçam as fragilidades legais impostas ao sistema se mudarmos de licença (além das outras perdas que detalhei em todos os meus outros posts)

abração
Robert


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#154 Mensagem por nqnnospam »

Haigh escreveu:Sérgio,

Ficou uma dúvida no ar depois de toda esta sua discussão com Uirauna. você disse:
O Tracksource é um conjunto de dados, e o autor não pode requerer direitos autorais sobre dados que ele divulgou. Ele pode requerer direitos somente sobre o meio ou forma como foi feita a divulgação (livro, CD, instalador com IMGs, etc.). A única forma de evitar que alguém use um dado é não divulgando-o. Uma vez divulgado, torna-se público, e qualquer um pode usar.
Se o Tracksource é um conjunto de dados e uma vez divulgado qualquer um pode usar os dados como quiser e o autor (projeto ou colaborador) "não pode requerer direitos autorais sobre ele", o que impede (sob qualquer licença) que alguém extraia dados dos arquivos IMG distribuidos pelo projeto e construa outro produto e use da maneira como queira?
Exemplo:

- podemos proibir as pessoas de redistribuir os IMGs, ou de fazer engenharia reversa deles, ou de modificá-los para redistribuição

- não podemos impedir alguém de abrir o mapa na tela e copiar as coordenadas de um ou mais pontos ou track.

não há como proteger os dados, somente a "compilação dos dados" ou "forma como os dados estão compilados" ou "forma como os dados estão apresentados", ou qualquer que seja o termo correto.

não temos como proteger as coordenadas duma farmácia ou o traçado de uma rua (os dados).


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#155 Mensagem por Haigh »

Sergio,

não sei no que você baseia esta informação mas no meu entendimento da lei de copyright ninguém pode copiar os dados das coordenadas que geram uma rua sem a autorização do autor. Um mapa não é diferente de uma música ou de um livro ou de um software. É uma obra criada por um autor que não pode ser copiada e há como comprovar a cópia. Dois autores independentes nunca criariam dois mapas usando as mesmas coordenadas exatas para seus pontos. Seria como dois autores escreverem dois livros com as mesmas palavras na mesma sequência. É plagio. É Cópia. Fere os direitos autorais do autor.

É exatamente isso que proíbe o uso dos nossos mapas por terceiros sem que sigam as regras da nossa licença (hoje GPL amanhã outra qualquer). Se você não concorda com isso então de nada adianta uma licença. não protege nada. Se você diz "não podemos impedir alguém de abrir o mapa na tela e copiar as coordenadas de um ou mais pontos ou track" em essencia você está dizendo que eu posso pegar todas as coordenadas do mapa, criar outro igual e usá-lo como quiser (inclusive vender).
A base da licença CC que você defende é exatamente a lei de direitos autorais. É a lei de direitos autorais que impede que qualquer um copie ou redistribua ou use os nossos dados (mapa) de qualquer maneira que não esteja explícita na licença de uso. Sem a licença de uso ninguém pode copiar ou redistribuir sem ferir o direito autoral. A licença é justamente uma autorização para fazer isso, sujeito a algumas condições. (na gpl - mudar mas manter livre na CC proposta - não ao uso comercial, não mudar nada).

O que estou pedindo aqui é um pouco de coerência. não dá pra pedir que se respeite uma licença de uso e não respeitar direito autoral. Pode-se questionar quem é o autor e se os direitos foram cedidos ao projeto pelo colaborador ou não mas alguém tem direitos autorais sobre a obra e estes direitos impedem sim a cópia dos dados. Se não for assim não tem nem porque ter licença de uso.

abração
Robert


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uirauna
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#156 Mensagem por uirauna »

Valeu robert, é exatamente o que eu estou tentando dizer este tempo todo.


Abraços :)


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Uirauna I. Caetano

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nqnnospam
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#157 Mensagem por nqnnospam »

Haigh escreveu:Sergio,
não sei no que você baseia esta informação mas no meu entendimento da lei de copyright ninguém pode copiar os dados das coordenadas que geram uma rua sem a autorização do autor.
não discordo de você, desde que especifique o que você quer dizer com "autor":

a) Autor dos mapas?

b) Autor da rodovia?

Quem detém os direitos sobre as coordenadas da rodovia? a ou b? Para mim seria b). Concordo que seria engraçado ter que pedir autorização ao construtor da rodovia para representá-la no mapa, mas é o que eu acho correto.

É como fotografar um quadro, vender as fotos, e depois reclamar caso alguém faça outra foto (igual)! Quem detém os direitos autorais sobre o quadro é o autor do quadro, e não quem tirou uma foto. Neste caso o correto seria o(s) fotógrafo(s) pagarem pelo uso da imagem do quadro! A obra original é o quadro!

Outro exemplo, da minha área de trabalho. No livro de Física "Fundamentos da Física" (vários volumes) de David Halliday, Robert Resnick e Jearl Walker, editora LTC, há várias tabelas com constantes físicas no final (dados). O mesmo ocorre com vários outros livros, mas vamos pegar esse como exemplo.

Apesar dos direitos autorais, eu posso pegar o valor de qualquer daquelas (ou de todas) constantes no final do livro, e usar da forma que eu quiser. Os autores ou a editora não vão poder me processar dizendo, "ah você copiou o valor da constante de gravitação universal do meu livro", porque simplesmente ele não detém direitos autorais sobre o valor da constante da gravitação universal (ou qualquer outra constante física que esteja nas tabelas no final do livro).

Agora, se eu pegar uma parte do texto do livro (que não seja citação de terceiros, ou uma fórmula) e colocar no meu relatório de física, ou se eu retirar um texto e colocar na apostila do meu cursinho, sem pedir autorização dos detentores dos direitos autorais, ai sim estarei violando os direitos autorais.
Haigh escreveu: Um mapa não é diferente de uma música ou de um livro ou de um software. É uma obra criada por um autor que não pode ser copiada e há como comprovar a cópia. Dois autores independentes nunca criariam dois mapas usando as mesmas coordenadas exatas para seus pontos. Seria como dois autores escreverem dois livros com as mesmas palavras na mesma sequência. É plagio. É Cópia. Fere os direitos autorais do autor.
O mapa não pode ser copiado/usado/reproduzido/etc. sem autorização. Concordo totalmente.

Mas as coordenadas de um objeto podem. O autor do mapa não tem exclusividade de uso sob as coordenadas do(s) objeto(s) representado(s) no mapa.
É exatamente isso que proíbe o uso dos nossos mapas por terceiros sem que sigam as regras da nossa licença (hoje GPL amanhã outra qualquer). Se você não concorda com isso então de nada adianta uma licença. não protege nada.
É claro que concordo! Se não concordasse, não seria a favor da mudança da licença para evitar as brechas da GPL.
Se você diz "não podemos impedir alguém de abrir o mapa na tela e copiar as coordenadas de um ou mais pontos ou track" em essencia você está dizendo que eu posso pegar todas as coordenadas do mapa, criar outro igual e usá-lo como quiser (inclusive vender).
Sim, a não ser que fizéssemos uma licença toda complicada, que, além de proibir a "decompilação", cópia, redistribuição e obras derivadas, Também tivesse uma restrição do tipo "o usuário tem o direito de visualizar o mapa, desde que ele não o faça para usar as informações no mapa para construir um novo mapa, nem mesmo para usá-lo como referência direta ou indireta para a construção de outros mapas".

Mas isto é meio ridículo, porque você Também poderia ir "à campo", usando o mapa como referência, e levantar todas as coordenadas novamente. não teríamos como verificar se a pessoa usou ou não o nosso mapa como referência para ir até os locais e fazer o novo levantamento.
O que estou pedindo aqui é um pouco de coerência. não dá pra pedir que se respeite uma licença de uso e não respeitar direito autoral.
Nunca pedi isso.

Alguns meses atrás um colaborador de Sergipe entrou em contato comigo, porque tinha acesso a um mapa de Aracaju feito pela Prefeitura, e queria usá-lo para incluir no Projeto. Eu expliquei para ele que isto seria uma grande ajuda para o Projeto, mas que precisávamos de uma autorização específica por escrito da Prefeitura para usar os mapas, já que aquele mapa havia sido obtido de forma extra-oficial (Na realidade nem sei como o mapa foi obtido. não estou acusando ninguém de nada). Era necessário que a Prefeitura oficialmente passasse o mapa para o Projeto, especificando suas condições de uso.

Especificamente sobre as colaborações enviadas por indivíduos ao Projeto, como já disse aqui algumas vezes, eu acredito que, ao enviá-las aos desenvolvedores/Projeto, estes indivíduos estão implicitamente permitindo que as usemos para confeccionar nossos mapas sob qualquer formato/licença. Se não for assim, não vejo porque as contribuições seriam enviadas.

Na especulação do Uirauna, se amanhã houvesse uma votação onde 50% mais um dos votantes decidisse pela comercialização dos mapas, eu não iria questionar a decisão final. Ficaria muito triste, mas entregaria o material que tenho dos mapas sob minha responsabilidade, e sairia do Projeto, porque não concordaria em ver outros lucrando com meu trabalho voluntário.


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Haigh
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#158 Mensagem por Haigh »

Sérgio,

Essa discussão tá ficando meio semantica e sem pé nem cabeça.... mas vamos lá mesmo assim.

O princípio do direito autoral é justamente a autoria da obra. No nosso caso não construimos rodovias. Fazemos uma representação vetorial geograficamente referenciada de vias rodoviáiras e urbanas. (está é na sua analogia a nossa foto do quadro)

O direito autoral protege a "nossa foto" mas não qualquer outra foto que seja tirada, desde que não seja cópia da nossa. Cópia da nossa é a que tem os mesmos pixels nos mesmos pontos (coordenadas). Outra foto é uma da mesma rodovia mas com ligeiras diferenças nas coordenadas, mostrando que foi capturada independentemente e não copiada.
A analogia tem uma falha porque uma foto do quadro pode ferir os direitos autorais de quem pintou o quadro. Um mapa da rodovia não fere este direito, afinal rodovias São para trafegar e não para visualizar ou navegar. Quadros e fotos São para visualizar. A foto é uma cópia do quadro em outro meio. O mapa não é uma cópia da rodovia, é uma representação dela. É uma obra independente.

No caso do velho Halliday no qual eu, você e muitos engenheiros estudamos física. Os dados das tabelas (constantes da física clássica) São de domínio público. Qualquer um pode reproduzir os dados desde que não tire xerox da apresentação no livro. Os nossos dados não São de domínio público. Se fossem qualquer um poderia usar para fazer um mapa comercial (como o Halliday usou no seu livro que foi vendido). Esta é a essencia da diferença. Nossos dados estão protegidos por direito autoral e você precisa reconhecer isso. Se não reconhecer não há licença de uso. A questão não é se os dados São públicos ou não (como você argumentou). A questão é de quem é o direito autoral e sob que condições ele foi transferido.

Por definição da lei: O direito autoral é do autor da obra o da parte da obra. até que seja transferido por escrito o direito autoral permanece com o autor, independente de qualquer registro oficial, patente ou o que for. O autor de cada trecho dos mapas é o cara que coletou e formatou o track. A coordenação (ou alguém) é autora do mapa base, Peter Dekode é autor do compilador, mas eu sou autor das vias do município que eu construí. Como cada um compartilha a parte que autorou é outra história. você acredita que implicitamente as pessoas cederam o direito autoral para o projeto. Eu acredito que não. Elas cederam o direito de uso pelos termos da GPL mas não transferiram o direito autoral. Esta é a base de qualquer iniciativa de informação livre. você detem o direito autoral e permite que as pessoas usem desde que mantenham tudo livre. Assim ninguém nunca (nem por voto) toma posse do que você cirou. É assim em qualquer projeto compartilhado de informação livre (Linux, Wikipedia, etc.) Veja mais em: http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Copyrights

Sem a preservação do direito autoral nenhuma licença faz sentido. Licenciar significa justamente "Permitir que alguém use de alguma maneira algo que é seu" É a licença GPL hoje que permite que o Igor use os dados criados pelo Chicão de MG para compilar um mapa e passar para o Alex publicar para todo mundo usar. A GPL protege o Igor, o Alex, Eu que uso e o Chicão que autorou. E o Chicão pode ficar tranquilo que ninguém nunca vai poder usar o que é dele de um jeito que não consta da licença sob a qual ele distribuiu os dados dele. Na CC é igual. Mas nada disso faz sentido se o autor não tiver os direitos autorais. Só o detentor dos direitos autorais pode licenciar o uso. Isso é a lei.

Robert


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#159 Mensagem por nqnnospam »

Haigh escreveu:Sérgio,

Essa discussão tá ficando meio semantica e sem pé nem cabeça.... mas vamos lá mesmo assim.

O princípio do direito autoral é justamente a autoria da obra. No nosso caso não construimos rodovias. Fazemos uma representação vetorial geograficamente referenciada de vias rodoviáiras e urbanas. (está é na sua analogia a nossa foto do quadro)

O direito autoral protege a "nossa foto" mas não qualquer outra foto que seja tirada, desde que não seja cópia da nossa. Cópia da nossa é a que tem os mesmos pixels nos mesmos pontos (coordenadas). Outra foto é uma da mesma rodovia mas com ligeiras diferenças nas coordenadas, mostrando que foi capturada independentemente e não copiada.
A analogia tem uma falha porque uma foto do quadro pode ferir os direitos autorais de quem pintou o quadro. Um mapa da rodovia não fere este direito, afinal rodovias São para trafegar e não para visualizar ou navegar. Quadros e fotos São para visualizar. A foto é uma cópia do quadro em outro meio. O mapa não é uma cópia da rodovia, é uma representação dela. É uma obra independente.

No caso do velho Halliday no qual eu, você e muitos engenheiros estudamos física. Os dados das tabelas (constantes da física clássica) São de domínio público. Qualquer um pode reproduzir os dados desde que não tire xerox da apresentação no livro. Os nossos dados não São de domínio público. Se fossem qualquer um poderia usar para fazer um mapa comercial (como o Halliday usou no seu livro que foi vendido). Esta é a essencia da diferença. Nossos dados estão protegidos por direito autoral e você precisa reconhecer isso. Se não reconhecer não há licença de uso. A questão não é se os dados São públicos ou não (como você argumentou). A questão é de quem é o direito autoral e sob que condições ele foi transferido.

Por definição da lei: O direito autoral é do autor da obra o da parte da obra. até que seja transferido por escrito o direito autoral permanece com o autor, independente de qualquer registro oficial, patente ou o que for. O autor de cada trecho dos mapas é o cara que coletou e formatou o track. A coordenação (ou alguém) é autora do mapa base, Peter Dekode é autor do compilador, mas eu sou autor das vias do município que eu construí. Como cada um compartilha a parte que autorou é outra história. você acredita que implicitamente as pessoas cederam o direito autoral para o projeto. Eu acredito que não. Elas cederam o direito de uso pelos termos da GPL mas não transferiram o direito autoral. Esta é a base de qualquer iniciativa de informação livre. você detem o direito autoral e permite que as pessoas usem desde que mantenham tudo livre. Assim ninguém nunca (nem por voto) toma posse do que você cirou. É assim em qualquer projeto compartilhado de informação livre (Linux, Wikipedia, etc.) Veja mais em: http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Copyrights

Sem a preservação do direito autoral nenhuma licença faz sentido. Licenciar significa justamente "Permitir que alguém use de alguma maneira algo que é seu" É a licença GPL hoje que permite que o Igor use os dados criados pelo Chicão de MG para compilar um mapa e passar para o Alex publicar para todo mundo usar. A GPL protege o Igor, o Alex, Eu que uso e o Chicão que autorou. E o Chicão pode ficar tranquilo que ninguém nunca vai poder usar o que é dele de um jeito que não consta da licença sob a qual ele distribuiu os dados dele. Na CC é igual. Mas nada disso faz sentido se o autor não tiver os direitos autorais. Só o detentor dos direitos autorais pode licenciar o uso. Isso é a lei.

Robert
Robert,

você repetiu o que já tinha dito antes, e, eu volto a repetir, não estou defendendo a violação dos direitos autorais de ninguém.

Sobre as coordenadas serem públicas ou não, é necessário não confundir as "coordenadas" com "medições das mesmas colocadas num mapa".

As coordenadas São públicas sim, porque qualquer um pode ir ao local e fazer as medidas das mesmas.

Agora, o valor das coordenadas que colocamos nos nossos mapas terão o seu direito de uso regulado pela licença dos mapas.

Por causa dessas novas tecnologias de mapas carregados "on demand" (em celulares, PDAs, SmartPhones, etc.), a GPL (e aqui voltamos ao início da discussão), não garante a gratuidade de todos os tipos de obras derivadas.

Com relação ao tipo de transferência de direitos de uso feita:

- quando os colaboradores mandam contribuições para os desenvolvedores
- quando os desenvolvedores mandam seus mapas para compilação
- quando o mapa base é enviado a um novo desenvolvedor
- quando um desenvolvedor deixa o Projeto e o mapa é passado para um novo desenvolvedor
- etc.

já percebi que temos concepções diferentes, e infelizmente não há como nos convencermos do contrário.


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Obra coletiva

#160 Mensagem por mjmcosta »

uirauna escreveu:Portanto a não ser que alguem tenha EXPLICITAMENTE cedido os direitos, ele ainda os tem.
Uirauna,

Se você me permite, acho que essa linha de argumentação que você está desenvolvendo não tem plausibilidade. A lei assegura a titularidade dos direitos autorais sobre mapas a quem os produz, é verdade. No caso do Tracksource, entretanto, ele não tem personalidade jurídica para exercer esses direitos, mas isso não transforma a a¢â‚¬Å“obra coletiva” (a lei define obra coletiva) em conjunto de obras individuais, como você está pensando.

Portanto, não vejo plausibilidade em alguém, individualmente, se opor ao destino que for dado à obra coletiva, possibilidade de que você cogita, inclusive para imaginar unanimidade do processo decisório. Além disso, quem contribuiu para o Projeto o fez ciente de que contribuía para uma obra coletiva, ainda que despersonalizada.

Nenhum dos desenvolvedores ao encaminhar seus mapas para compilação o fez sob a forma de cessão de direitos autorais, mas de contribuição com uma obra coletiva. Logo, não têm direitos individuais a reclamar. É por isso que eu nunca utilizei os traçados existentes em mapas DWG dos órgãos públicos, embora fosse fácil obtê-los. Esses órgãos normalmente exigem a assinatura de um termo de compromisso que, no meu modo de ver, constitui uma IMPRUDÊNCIA firmar pessoalmente, já que a pessoa que obtém o mapa e firma o compromisso (de repercussão cível e criminal) não pode garantir o destino que os mapas terão no futuro e nem que as boas intenções, da maioria, serão respeitadas sempre.

O Sérgio tem toda a razão, o que me incomoda é justamente essa informalidade. Acho que o Projeto precisa URGENTEMENTE constituir-se juridicamente, deixando de ser o Grupo dos Amigos do Alex, ao qual ele pretende impor uma a¢â‚¬Å“vontade comum”, exercendo controle sobre as votações, sobre quem pode ou não postar na lista e onde se sente confortável para convidar os dissidentes a se retirarem.

Abs.


Marcelo Costa



José Osório Azevedo
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Contato:

#161 Mensagem por José Osório Azevedo »

Resolvi sair da toca, com o único objetivo de ser solidário ao Alex, injustamente atingido pela mensagem do Marcelo Costa. Proponho a todos que o ignorem solenemente, pois não é a primeira vez. O coordenador do fórum e da lista gpsbrasil, uma das raras comunidades a manter um debate informativo e de alto nível por tantos anos, não merece ser tratado assim.

Abraços indignados,

José Osório Azevedo
Richmond, Virginia, EUA



mjmcosta
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Localização: Salvador

#162 Mensagem por mjmcosta »

Eis uma Versão, que me parece mais adequada, do que a maioria escolheu:

TERMO DE LICENÇA DE USO DOS MAPAS PRODUZIDOS PELO PROJETO TRACKSOURCE

Este produto é fornecido de acordo com os termos abaixo transcritos e legislação aplicável, relativos à "licença" e aos direitos autorais sobre mapas, que definem o que pode e o que não pode ser feito com o produto, contendo as limitações sobre as garantias e/ou soluções. Trata-se de uma licença de uso de mapas e não de distribuição de programa de computador, os quais, quando empregados para a confecção dos mapas, sua distribuição e instalação conservam os direitos que lhe São próprios e inerentes aos respectivos titulares, não fazendo parte da presente licença.

ACORDO GERAL DE ACEITAÇÃO DA LICENÇA:
Esta licença deve ser lida cuidadosamente antes do uso deste produto. A instalação, cópia ou utilização deste produto indica que o usuário está ciente dos termos desta licença, concordando com os mesmos. Em caso de discordância dos termos pactuados, a utilização do produto deve ser imediatamente interrompida.

DA LICENÇA:
O TRACKSOURCE é uma associação civil, de fato, em processo de constituição, formada por usuários de mapas vetoriais de GPS, que se reuniram para a elaboração de uma obra coletiva, de distribuição gratuita e livre, mediante discussões, debates e realização de trabalhos individuais ou em subgrupos, consistente na coleta de dados em campo, formatação, reunião dos dados, estudos de técnicas de representação cartográfica vetorial e implementação de sistemas de roteamento e orientação geoespacial mediante o emprego de aparelhos GPS, alocada em http://br.groups.yahoo.com/group/tracksource/ e em http://www.tracksource.org.br, doravante denominado TRACKSOURCE, que fornece mapas do Brasil em formato de leitura acessíveis a GPS que aceitam mapas IMG (carece de uma melhor definição técnica).

Incluem-se na documentação "on line" ou eletrônica, a licença, os mapas e outros materiais gráficos, denominados de "Produto", que São distribuídos com a autorização, conferida nesta licença de utilização do Produto destinada somente ao apoio a projetos de trabalho, assim entendido o uso pessoal ou empresarial direto. Os dados contidos no produto pertencem ao TRACKSOURCE e São protegidos pela legislação de direitos autorais do País e por tratados internacionais, ficando assegurados o a¢â‚¬Å“copyright” e todos os outros direitos do Produto.

DA DISTRIBUIÇÃO:
O Produto é distribuído por meio eletrônico a¢â‚¬Å“download” no site: http://www.tracksource.org.br, sendo admissível e autorizada a sua cópia e distribuição, de forma livre, desde que o cessionário concorde com as condições desta licença.

DA INSTALAÇÃO:

É permitida a instalação em mais de um computador e/ou GPS, não sendo a licença única e exclusiva por equipamento.


DA CONCORDÂNCIA:

Ao aceitar os termos desta licença, o usuário está ciente de que o Produto é resultado de obra coletiva, de desenvolvimento descentralizado e como tal pode conter incorreções, falhas e imprecisão nas informações exibidas, sendo distribuído no estado de evolução e desenvolvimento em que se encontra, sem qualquer outra garantia ou condição, explícita ou implícita, e que não deve ser utilizado como método exclusivo de navegação ou orientação. O usuário declara estar ciente e concorda que é de sua inteira responsabilidade e risco o uso dos mapas, estando eximido de qualquer responsabilidade o TRACKSOURCE.

DA CESSÃO:

O TRACKSOURCE cede os direitos de uso dos mapas, a título gratuito, com o intuito único e exclusivo de prover uma base de mapas vetoriais do Brasil, de uso livre, ficando o usuário autorizado a usar somente no apoio a projetos de trabalho, assim entendido o uso pessoal ou empresarial direto e a realizar cópias dos mapas e distribuí-los, no estado em que São produzidos, e desde que acompanhados da presente licença de uso e mediante concordância do Cessionário com os termos da presente licença.


DAS VEDAÇÕES:

É expressamente vedado o emprego de engenharia reversa com o fim de decompilar os mapas, extraí-los ou modificar a forma de sua distribuição, seus sinais, imagens e representações gráficas e em especial incorporar os mapas a outros produtos ou distribuições, salvo se expressamente autorizado pelo TRACKSOURCE, por escrito, sendo vedado, entretanto, a cessão, a qualquer tempo, para finalidades comerciais em sua totalidade ou em qualquer de suas partes com outros mapas, programas ou navegadores para GPS.

DO FORO DE ELIÇÃO:

Constituindo a presente licença o acordo de uso dos mapas do TRACKSOURCE, regulando inteiramente as relações entre o Grupo desenvolvedor dos mapas e o cessionário, substituindo qualquer outro acordo ou condição,   ou escrito, não podendo ser alterado a não ser por um acordo escrito, de ambas as partes, esta licença será regida e interpretada de acordo com as leis brasileiras e tratados internacionais firmados pelo Brasil, concordando as partes em eleger o foro de Brasília, DF, com renúncia a qualquer outro, por mais privilegiado que seja, para dirimir todas as controvérsias surgidas em decorrência da presente licença.

Abs.


Marcelo Costa



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